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PAIVAJORNALISTA

Esse blog tem uma finalidade muito importante, isto é, levar aos conhecimentos dos leitores e amigos os mais diversos assuntos relacionados com o nosso dia a dia. Crônicas, Artigos, Poemas, Poesias, Atualidades, Política entre outros.



Quinta-feira, 19.11.15

CONTROLE DE NATALIDADE

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Uma pergunta assaz interessante? Será que o controle da natalidade resolveria o problema da fome, da miséria, da prostituição infantil e da violência no Brasil? Creiamos que em grande parte os problemas que afetam a humanidade seriam amenizados. Um país com um grande número de habitantes não significa que este será um país rico e de grande potencialidade. O Brasil para diminuir a pobreza e a miséria já deveria ter feito um planejamento estratégico visando o bem – estar da população. Muitas autoridades dizem que seria um conflito certo entre governo e igreja.

Achamos que não, visto que no passado membros da Igreja Católica Apostólica Romana casavam inclusive os Papas. Como os dependentes estavam aumentando numa escala crescente, o Vaticano prevendo que num futuro próximo não poderia arcar com todas as despesas dos membros da igreja e dependentes, proibiu o casamento e inclusive aqueles que estavam casados tiveram que abandonar as famílias, inclusive mulheres e filhos. (J.Mendes). No ano de 705, o Papa Gregório VII ordenou a todos os bispos, prelados e demais clérigos que abandonassem suas mulheres e filhas.

Pergunta-se: porque o Papa teria acabado o casamento dos bispos e padres? Num piscar de olhos qualquer um pode responder. “Em 1075, a igreja já era a maior latifundiária do mundo, tendo adquirido grandes possessões de terra, espalhadas pela velha Europa, provenientes das doações feitas por monarcas poderosos como Pepino, o Breve (pai de Carlos Magno), o próprio Carlos Magno e a condessa Matilde de Toscana (doou tudo para o Vaticano, em troca da promessa de que teria no Céu o privilégio de sentar-se ao lado de Jesus, Maria e dos demais santos).

Naquele tempo, quase todo ouro das nações era carreado para o Vaticano, o tesouro de São Pedro, que acumulava enormes reservas auríferas para serem utilizadas posteriormente nas incrustações e embelezamento dos altares das magníficas catedrais e palácios pomposos. Em 1075, a Cúria Romana enfrentava problemas relacionados a questões de heranças, por parte dos filhos de certos religiosos nos altos escalões da santa Sé. O Papa Gregório VII, temendo um mal maior, resolveu acabar definitivamente com o casamento dos bispos, prelados, e demais clérigos, evitando assim a divisão do Vaticano entre os herdeiros dos tartufos de saia.

O Concílio Leterense confirma então a “Lei do Celibato” para sacerdotes, decretada por Calixto II. É justamente por esse motivo que membros da igreja não podem casar e compor famílias. Resolvemos inserir estas nuanças para explicar que a igreja não tem motivos para proibir o controle da natalidade. O problema anticoncepcional se apresenta a todos os casais que desejam alcançar certo controle da natalidade, pois colocar filhos no mundo sem a condição de criá-los é uma irresponsabilidade social, a não ser que a igreja se comprometa a criá-los.

O que tem de criança abandonada para adoção não está escrito em nenhum gibi. Existem métodos seguros de evitar a gravidez indesejada, como também àqueles que são considerados abortivos, como o DIU por exemplo. Contraceptivos. O DIU é o método contraceptivo mais utilizado no mundo. É um dispositivo geralmente feito de cobre, que é colocado dentro do útero e leva a várias modificações do Útero e da tuba uterina, além de provocar reações que matam os espermatozoides. Existem dois tipos principais: 1) o DIU de cobre, largamente utilizado, disponível no sistema único de saúde; e 2) o DIU com hormônio (um tipo de progesterona), de alta eficácia e que apresenta uma ação especial de alterar o muco do colo uterino, impedindo que os espermatozoides cheguem ao útero.

O DIU é colocado pelo médico, de preferência durante o período menstrual, e apresenta durabilidade de alguns anos (depende do tipo). É extremamente eficaz, sendo que o risco de gravidez é bastante pequeno. Apesar de todo aspecto o mesmo é considerado abortivo. Esponja - uma pequena esponja feita de poliuretano, com espermicida. É descartável e de fácil colocação. Entretanto, é um produto importado e de alto custo. Condom, Camisinha - Existem modelos masculino e feminino (raramente usado). A camisinha masculina é um método bastante utilizado, mas depende de uso correto. A grande vantagem é que, além de proteger contra uma gravidez indesejada, protege contra doenças sexualmente transmissíveis/AIDS.

A principal desvantagem da camisinha masculina é a necessidade de colocação durante o ato sexual, antes de qualquer tipo de penetração. Além disso, requer motivação do casal. Algumas pessoas podem apresentar alergia. A camisinha feminina pode ser colocada bem antes da relação sexual e é mais resistente que a masculina; porém, não é muito estética. Estes métodos não são considerados abortivos. O controle é necessário, pois a mulher que tem filhos todos os anos sofre um desgaste físico e emocional muito grande.

Na mais natural do que limitar o número de filhos em função dos problemas de dinheiro, de saúde e de moradia. Aquelas mulheres que tiveram complicações no parto deverão procurar um médico para avaliação e realizar um tratamento muito sério. As mulheres não devem se fiar nos conselhos de amigas, parentes e aderentes, pois um método pode ser eficiente para uma mulher e perigosa para outra. É importante que se tenha em mente que antes de optar por um método contraceptivo específico, é recomendável que se consulte um ginecologista, que será capaz de avaliar seu caso, já que nem todas as mulheres podem usar todos os métodos disponíveis.

Ou seja, existem algumas contraindicações. Além do mais, durante a consulta, o médico esclarecerá suas dúvidas e discutirá com você o melhor método indicado. Em 1968, na encíclica Humanae Vitae, o Papa Paulo Vi pôs em destaque, que a Igreja católica permite o espaçamento dos nascimentos apenas quando existem “motivos sérios, devidos às condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou circunstâncias exteriores”. Mas com uma condição, O Papa determinou que para haver esse espaçamento a distinção entre meios lícitos e ilícitos deveriam ser adotados.

A igreja exclui formalmente todos os outros métodos de controle da natalidade. Isto é, entre os mais empregados, o coito interrompido, a lavagem vaginal, os preservativos masculinos e a pílula. Este método não foi bem aceito pela comunidade e pelos médicos católicos. Os protestantes são opostos à decisão do Papa Paulo VI, eles acham que distinção entre processos naturais e artificiais é insustentável, pois tendem ao mesmo objetivo a fecundação. O casal protestante é o único juiz capaz de tomar decisões quanto ao número de filhos que deve e pode gerar.

Essas nuanças deveriam ser bastante debatidas e o governo poderia até fazer um plebiscito a respeito, pois a igreja não tem o direito de impor regra à população, mesmo porque as religiões existentes são várias e cada qual com seus ensinamentos e dogmas. Coloco a disposição dos leitores a opinião de que o controle da natalidade é justo para os casais, se a igreja está com a razão e se o governo poderá fazer um planejamento estratégico ou um plebiscito para deixar com o casal o número ideal de filhos.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ACE- DA UBT- DA ALOMERCE E AOUVIR/CE

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 14:37


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