Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

PAIVAJORNALISTA

Esse blog tem uma finalidade muito importante, isto é, levar aos conhecimentos dos leitores e amigos os mais diversos assuntos relacionados com o nosso dia a dia. Crônicas, Artigos, Poemas, Poesias, Atualidades, Política entre outros.



Segunda-feira, 29.11.10

Solidariedade Versus Mercenarismo

Solidariedade Versus Mercenarismo


Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 29 de novembro de 2010.
Juramento de Hipócrates

"Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade.

Darei como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão.

Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade.

A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação.

Respeitarei os segredos a mim confiados.

Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica.

Meus colegas serão meus irmãos.

Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes.

Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.

Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra".

(Declaração de Genebra da Associação Médica Mundial - 1948)

- Hipócrates

No ano de 460 a.C., nasceu Hipócrates na ilha de Kós, considerado como o “pai da medicina”, era membro de uma família que há gerações se dedicava aos cuidados com a saúde. Hipócrates foi o líder indiscutível da “Escola de Kós” conhecida, mais tarde, como “Escola Hipocrática”, responsável por separar a medicina da religião e da magia e tornando-se um paradigma para todos os médicos. É lembrado, fundamentalmente, por ter dado um sentido de dignidade à profissão, estabelecendo as normas éticas rígidas que deveriam nortear a vida do médico, tanto na vida profissional, como fora dela. Infelizmente o juramento prestado por grande parte dos novos profissionais da medicina vem perdendo o sentido dissipando-se nas brumas do passado.

- Solidariedade

Minha esposa retornou ao convívio familiar depois de ter sido submetida a uma delicada neurocirurgia e a um período de internação de mais de um mês. Recebemos, emocionados, belas mensagens de amigos de todos os rincões deste imenso Brasil. A solidariedade, nestes momentos de dor, tem a capacidade de espantar o desalento e permite que enfrentemos as vicissitudes com novo ânimo. Nenhuma melhora aparente ainda pode ser notada, mas continuamos confiantes.

- Mercenarismo

“Antigamente existia o médico da família, que ia até a casa de seus pacientes, ouvia com atenção os problemas de cada um e conhecia cada integrante da família pelo nome. Hoje, o paciente é tratado como cliente de loja, que paga para obter o serviço. O amor passou a não ter espaço na área médica. Se o médico gasta tempo com amor, não tem retorno financeiro algum. Só ganha dinheiro se dá um remédio ao paciente ou faz alguma intervenção cirúrgica”.

(Patch Adams)

Infelizmente, depois da cirurgia, fomos importunados por um profissional da anestesia, recuso-me a chamá-lo de médico, querendo cobrar da família seus honorários. Quando entreguei minha esposa aos cuidados do Hospital Militar de Porto Alegre estava, logicamente, confiando que ela estaria sendo atendida por profissionais da saúde credenciados pelo Hospital e não de elementos estranhos ao corpo clínico daquele nosocômio. Em nenhum momento fui alertado pelo chefe da equipe médica, encarregada da cirurgia, de que o anestesista não fazia parte do corpo médico do Hospital Militar. Eu e meus familiares recebemos telefonemas insistentes da secretaria do referido profissional e resolvi, finalmente, lhe enviar o telefone de meu amigo advogado e irmão maçon André Luiz Oliveira da Conceição para tratar do assunto diretamente com ele.

Que saudades dos médicos do passado. Lembro-me dos tempos de criança, em Rosário do Sul, quando a simples presença do Médico trazia conforto aos pacientes. Havia uma aura que os envolvia, o “Doutor” se preocupava em curar o doente e não a doença, tratava os pacientes como amigos, tinha tempo para saborear um chimarrão com os familiares, para ouvir e contar “causos” antes de partir para outra consulta. Havia, naqueles tempos, um envolvimento emocional e um compromisso com a cura.

Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E–mail: hiramrs@terra.com.br

Autoria e outros dados (tags, etc)

por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 16:20


Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Novembro 2010

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930