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PAIVAJORNALISTA

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Terça-feira, 18.11.08

Programação Neurolinguistica

Programação Neurolinguistica
Por: ANTONIO PAIVA RODRIGUES


ADESG (ASSOCIAÇÃO DOS DIPLOMADOS DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA) - “Programação Neurolingüística” - Exposição Realizada no dia 13/11/08 pela Consultora Organizacional Magui Guimarães. Tema: Programação Neurolinguistica.


Mais uma palestra realizada cumprindo calendário estabelecido pela ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra). A Palestrante foi à senhora Magui Guimarães Consultora Organizacional. O tema da palestra foi “Programação Neurolinguística”. Para as pessoas que não conhecem a Neurolinguistica é o ramo da lingüística que estuda a estrutura do cérebro humano no que diz respeito à aquisição da linguagem, às desordens da fala e ao uso de uma língua, dentro dos estudos da Neurolinguistica podemos inserir a lingüística neurológica. Nossa Mente, Nosso Cérebro foram às palavras introdutórias da palestra. Fez sua introdução falando da ONG (Organização não Governamental) Integrante e do livro “A magia das Perguntas”. Fez conotações tomando como base a frase de Montaigne: “Não é um corpo, não é uma alma, é uma pessoa”. Demonstrou grande afinidade com o público fazendo alguns exercícios de relaxamento. Muito expansiva transformou sua exposição num verdadeiro diálogo. Incluiu na sua fala a figura do grande filósofo grego Aristóteles.

"A Neurolingüística é, sem dúvida, um dos campos mais recentes da Lingüística. Para se ter uma idéia, no Brasil, ela aparece como disciplina de curso de Graduação (Letras e Lingüística) e também como área de pesquisa na Pós-graduação apenas na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - e isso a partir dos anos 1980. Contudo, há gente dedicando-se cada vez mais à investigação na área de Neurolingüística, seja desenvolvendo pesquisas em nível de pós-graduação em outras universidades, seja procurando estimular a produção de conhecimento na área através do aprimoramento de métodos diagnósticos e terapêuticos que procuram compreender melhor o funcionamento da cognição humana. Citou vários pontos entre eles : o veículo que o Espírito é para nossa missão ; mente organizada ; constituição do cérebro ; como se constitui o cérebro e suas funções ; inteligência emocional. Parece óbvio, levando em conta o hibridismo da palavra, que Neurolingüística diga respeito às relações entre linguagem, cérebro e cognição, e que acione especialmente dois campos do conhecimento humano para explicá-las, as Neurociências e a Lingüística. Isso realmente seria um truísmo se nós não tivéssemos ainda tantos problemas para dar conta dos complexos processos (biológicos, lingüísticos, sócio-culturais, afetivos, etc.) que constituem essas relações, em boa parte ainda não devidamente elucidad O termo cérebro refere-se tanto ao encéfalo, como um todo, ou simplesmente ao prosencéfalo juntamente com o mesencéfalo. “O encéfalo ou cérebro, terminação principal aumentada do sistema nervoso central, ocupa o crânio ou caixa encefálica. O termo latino cerebrum tem sido usado de várias formas. De um modo geral significa encéfalo; também tem sido utilizado para indicar, especificamente, o prosencéfalo e o mesencéfalo. O adjetivo cerebral é dele derivado. Encéfalo, por sua vez, é de origem grega (enkép— halos). Termos como encefalite — que significa inflamação do encéfalo são dele provenientes.

Destacou com propriedade e fez um esquema onde colocou o córtex frontal (pensa); a amídala e citou a seguinte expressão: “tomei o bonde errado; cíngulo anterior; tálamo (parte afetiva, do prazer e da dor); Hipocampo (a memória); o cerebelo; entre outros. Para clarear mais a nossa mente resolvi colocar o desenho do cérebro humano. O Tronco Encefálico é uma área do encéfalo que fica entre o tálamo e a medula espinhal. O Tronco Encefálico possui ainda várias estruturas como o bulbo, a ponte, a formação reticular e o tegumento do mesencéfalo, responsáveis pelas seguintes funções: Respiração, Ritmo dos batimentos cardíacos e Pressão Arterial.

O peso do cérebro humano é de aproximadamente 1.900 kg e contém 20 cm de sangue em circulação. A palavra cerebelo vem do latim para "pequeno cérebro." O cerebelo fica localizado ao lado do tronco encefálico. O cerebelo é parecido com o córtex cerebral em alguns aspectos: o cerebelo é dividido em hemisférios e tem um córtex que recobre estes hemisférios. Funções: Movimento, equilíbrio e postura. Durante muito tempo considerado o coordenador encefálico dos movimentos corporais, sabe-se agora que o cerebelo participa ativamente de uma grande variedade de atividades cognitivas e perceptivas. Antes considerado, apenas, como o ponto central de controle da organização dos movimentos. Recentes descobertas afirmam que o cerebelo humano está ativo durante uma grande variedade de atividades não diretamente relacionadas ao movimento. Sofisticados estudos cognitivos também revelaram que lesões em áreas específicas do cerebelo podem causar impedimentos inesperados em processos não-motores, afetando, em especial, a rapidez e precisão com que as pessoas percebem as informações sensoriais. Outras descobertas indicam que o cerebelo tem um papel importante na memória de curta duração, na atenção, no controle de atos impulsivos, nas emoções, nas funções cognitivas superiores, na habilidade de planejar tarefas e, possivelmente, até mesmo em condições especiais como a esquizofrenia e o autismo.

O cerebelo tornou-se, novamente, uma área de "provocante mistério". Na continuação da sua exposição destacou a importância do córtex em receber estímulos, tais como: cômico, tristeza e terror. Destacou outras funções do cérebro como o hipotálamo, a hipófise (uma glândula muito pequena do tamanho de uma semente de mostarda), citou os efeitos da adrenalina, as funções do pâncreas, da tireóide, do timo, das paratireóides. Uma palestra muito importante, mas muito extensa para um tempo curto. Assim como o córtex cerebral humano, o cerebelo abriga uma extraordinária quantidade de circuitos em um pequeno espaço, dobrando-se muitas vezes sobre si mesmo. Na verdade, o cerebelo humano é muito mais dobrado que o córtex cerebral e, em vários mamíferos, é a única estrutura encefálica dobrada, formando convolações. Se o cerebelo humano fosse estendido, ficaria do tamanho de uma folha com área média de 1.128 cm2 - pouco maior que a capa de um disco LP.

O cerebelo tem, sem dúvida, uma função importante porque persistiu e aumentou ao longo da evolução. Apesar de os biólogos considerarem o crescimento do córtex cerebral uma característica definidora do grau de evolução do cérebro humano, o cerebelo também cresceu de forma significativa, aumentando pelo menos três vezes ao longo do último milhão de anos da história humana, conforme registros fósseis. Mas, talvez, a característica mais notável do cerebelo é o fato de que ele contém mais células nervosas individuais, ou neurônios, que o resto do encéfalo. Além disso, a forma como os neurônios estão interconectados permaneceu essencialmente constante por mais de 400 milhões de anos de evolução dos vertebrados. Deste modo, o cerebelo de um tubarão possui neurônios organizados em redes quase idênticos às encontradas em humanos. O cerebelo está mais envolvido no processamento dos sentidos que no puro controle motor. SCIENTIFIC AMERICAN-Brasil, Setembro/2003 e www.sciam.com.br

O cerebelo, importante órgão relacionado com a regulação automática de movimento e postura, funciona em íntima conexão com o córtex cerebral e o tronco encefálico. Certos grupos de neurônios cerebelares regulam músculos do tronco, outros regulam músculos dos membros, e outros ainda estão em conexão com o córtex cerebral. A disposição anatômica do cerebelo varia muito entre os vertebrados, dependendo do modo de locomoção. O cerebelo é relativamente mais desenvolvido nos primatas, principalmente nos seres humanos.

Como o assunto é muito palpitante para implementar algumas nuanças sobre o cérebro humano tivemos que pegar uma boa carona no site: http://www.guia.heu.nom.br/cerebelo.htm/e no site: http://www.unicamp.br/iel/labonecca/neurolinguistica.htm/. A palestrante usou a palavra timoníase que está relacionado ao timo, palavra de origem grega thúmos thúmon e está relacionada a alma, espírito, coração, emoção, afetividade e também a excrescência carnuda, moleja do vitelo e cordeiro. Vejam como é difícil confeccionar um relatório de uma matéria interessante, mas requer mais tempo de estudo. “Amor não é questão de ser, doa e seja inteligente. A cor do timo é variável, vermelha no feto, branco-acinzentada nos primeiros anos de vida e tornando-se depois, amarelada. O organismo humano é composto por dez bilhões de neurônios. Adentrou na parte da auto-responsabilidade, na constituição dos neurônios e uma energia que corresponde à velocidade de 476 km por segundo num transmissor. Endofirna (Combinação do inglês endogenous morphine qualquer de certos peptídeos que ocorrem no cérebro, na hipófise e outros tecidos de vertebrados, capazes de produzir ação antálgica prolongada, e cujos efeitos se assemelham aos da morfina. Já a Serotonina é uma substância que está ligada diretamente ao prazer hominal. Fatores externos, os reais desafios, os maiores desafios como orgulho, apego, vaidade entre outros. Falou sobre o Céu e o Inferno não como regiões umbralinas e divinais, fez uma associação a história de um sábio que ela nos contou.

Uma indagação: “O que aprender com os outros? Poderia ser a harmonia para vivermos com qualidade e tranqüilidade. Segundo Jose Alvarez Mosig (Pepe) - O timo é um órgão bilobado que faz parte do sistema imunológico, ou seja, do sistema de defesa do organismo, encarregado de detectar e repelir a invasão de diferentes tipos de microorganismos (vírus, bactérias, fungos, protozoários, vermes, etc.). Situado no peito, atrás do osso esterno, seu produto são os linfócitos-T, chamados assim por serem derivados do timo (T de timo-derivados). Além dos linfócitos-T, existem no organismo outros tipos de linfócitos que não são produzidos no timo, como os linfócitos-B, envolvidos na produção dos anticorpos. No entanto, os linfócitos-T constituem os elementos centrais no funcionamento do sistema imunológico, e por este papel central, sua ausência (ou a ausência do timo) freqüentemente resulta na morte do indivíduo. Clara expressão da importância dos linfócitos-T é o quadro da AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida), doença em que o vírus HIV determina a queda progressiva das defesas do organismo e a morte do indivíduo, ao destruir seletiva e gradualmente grande parte dos linfócitos-T.

O timo já está presente no nascimento, desempenhando um papel fundamental do fim da gestação à infância. Na adolescência, ele começa a regredir, de forma que no indivíduo idoso sobra apenas um pequeno resto atrofiado. No entanto, seu declínio na vida adulta não acarreta nenhum problema para o organismo, uma vez que o produto do timo, os linfócitos-T, já foram exportados e distribuídos por todo o corpo, onde poderá exercer sua importante função durante toda a vida do indivíduo. De forma metafórica podemos dizer que, na vida adulta, o timo está distribuído por todo o organismo. A capacidade dos linfócitos e de outras células do sistema imune de atuar frente aos patógenos deriva da existência, em sua membrana celular, de receptores que reconhecem (enxergam) as estruturas (moléculas) dos diferentes microorganismos. Esses receptores se encaixam perfeitamente nas moléculas dos patógenos, como se tratasse de uma chave e uma fechadura.

As células evolutivamente mais antigas do sistema imunológico, como os macrófagos, apresentam em sua superfície uma coleção de receptores diferentes (um conjunto de chaves diferentes), sendo que cada tipo de receptor é capaz de interagir com um tipo de estrutura do universo dos microorganismos. Do ponto de vista da capacidade de reconhecimento, todos os macrófagos são iguais, uma vez que todos expressam o mesmo conjunto de receptores. Por outro lado, como este conjunto inclui por volta de 30-40 tipos de receptores diferentes, pode-se dizer que o repertório de reconhecimento dos macrófagos não é muito amplo. Já nos linfócitos, tanto nos linfócitos-T como nos linfócitos-B (que são produzidos na medula do interior dos ossos), a estratégia de reconhecimento apresenta algumas diferenças fundamentais em relação à do macrófago. Em primeiro lugar, cada linfócito apresenta um único tipo de receptor em sua superfície, receptor que é específico para uma única estrutura molecular (uma única chave que se encaixa em uma única fechadura).

Segundo, cada linfócito expressa um tipo de receptor diferente, comportando-se como se fosse um superespecialista, equipado para reconhecer uma única estrutura. Como temos um número enorme de linfócitos em nosso organismo (na faixa de trilhões), possuímos um número igualmente elevado de receptores diferentes, podendo-se dizer que, em conjunto, os linfócitos dispõem de possibilidades quase ilimitadas de reconhecimento. Na realidade, o conjunto de especialidades desse exército linfocitário é tão amplo que, para qualquer estrutura molecular presente na natureza, e até mesmo para as que foram sintetizadas pelo homem e não existem em forma natural, sempre haverá algum linfócito que a reconheça. Assim, o surgimento do sistema linfocitário (que veio a acontecer quando apareceram os vertebrados) representou uma expansão imensa das formas de reconhecimento, um grande aperfeiçoamento das possibilidades de defesa do organismo. Esta otimização do reconhecimento foi de tal ordem que contribuiu para o aumento do tempo de vida dos vertebrados em relação ao dos seus predecessores.

Agora, como é possível que o timo (assim como a medula) consiga fabricar trilhões de células, cada uma delas equipada com um tipo de receptor diferente? A gênese de um exército tão variado é garantida por mecanismos genéticos especiais que criam ao acaso uma grande diversidade de receptores, de um único tipo para cada linfócito. A geração de tal diversidade acontece de forma semelhante à operação em um imenso vestiário, onde, com quinhentos pares de sapatos, quinhentas camisas e quinhentas calças, um indivíduo pode se vestir de até 125 milhões de formas diferentes (500 vezes 500 vezes 500). Na nossa analogia, um determinado linfócito escolheria (ao acaso) um par de sapatos, uma camisa e uma calça deste grande vestiário, enquanto que o linfócito ao lado escolheria (também ao acaso) outra combinação de peças. A geração de uma diversidade tão ampla determina, entretanto, um grande perigo potencial, a possibilidade de se gerarem estruturas que reconheçam os constituintes das células do organismo. Como os diferentes tipos de receptores linfocitários são gerados às cegas, com antecedência à entrada dos patógenos e na ignorância de quais são os constituintes moleculares dos patógenos e quais os das células do indivíduo, a existência de linfócitos com reatividade frente às estruturas próprias torna-se uma conseqüência inevitável.

Dessa forma, para impedir as conseqüências desastrosas de uma auto-agressão, um processo de seleção (educação ou aprendizado) torna-se necessário. No que se refere aos linfócitos-T, este processo acontece no próprio timo, onde, assim que formados, eles são checados quanto a sua capacidade de reconhecimento e eliminados ou desarmados quando reconhecem as estruturas de nosso próprio corpo. Todo dia, desde o nascimento até a adolescência e a partir daí de forma mais discreta, são gerados no timo milhões e milhões de linfócitos-T, dos quais somente vão ser deixados com todo o potencial beligerante aqueles que não corram o risco de reconhecer e atacar as estruturas moleculares do indivíduo. Assim, a construção do exército que irá fazer frente aos eventuais futuros invasores microbianos se dá por referência às estruturas próprias, alistando nas fileiras unicamente guardiães que respeitem a composição molecular do indivíduo. Dessa forma, a atividade de defesa dos linfócitos-T deriva de sua capacidade de reconhecer e eventualmente destruir o que é estranho ao indivíduo, qualquer entidade que lhe seja molecularmente diferente, diversa das estruturas moleculares próprias. A capacidade de distinguir o próprio do não-próprio é uma das características fundamentais das células do sistema imunológico, sendo que, no caso dos linfócitos-T, esta propriedade não é geneticamente determinada, mas aprendida durante seu desenvolvimento no timo.

É por meio do conhecimento do que é o próprio que se constrói a relação com o mundo de fora. O timo é, portanto, o educador que garante o respeito à identidade molecular do organismo. Tolerância ao próprio e potencial de reatividade ao que não é próprio constituem os produtos desse processo educativo, garantindo uma forma de reconhecimento dos patógenos muito mais refinada que a das células da estirpe macrofágica. Após sofrerem a educação tímica, os linfócitos-T deixam o timo e vão patrulhar incessantemente todo o organismo, vasculhando por todo lado, dentro e fora das células, à procura das fechaduras em que suas chaves se encaixam. No caso de uma infecção, uma pequena fração desse imenso exército linfocitário poderá reconhecer as estruturas moleculares do microorganismo desencadeante e, reagindo a elas, propiciará diversas ações que levarão à erradicação do agente infeccioso. Pelo alto poder de reatividade, tal sistema de guardiães tem de ser muito bem controlado. De cara, além das estruturas moleculares próprias do organismo, o sistema imunológico deve respeitar também elementos como os alimentos que ingerimos, os quais, mesmo que estranhos (diferentes de nós), não representam nenhum perigo para a nossa integridade. Um bom sistema de linfócitos-T é um sistema equilibrado, que reage na medida certa, sem exageros nem deficiências.

Um sistema de linfócitos-T em desequilíbrio para a hiper-reatividade pode reagir tanto frente a elementos próprios como a elementos estranhos inócuos, desencadeando auto-imunidade e alergias. Do outro lado, um sistema imune hiporreativo resulta em infecções crônicas ou repetitivas, mesmo por microorganismos considerados de baixa patogenicidade. Múltiplos são os mecanismos que mantêm nosso sistema imune em um estado otimizado. Recentemente, está se dando uma atenção especial à sua conexão com outros sistemas do organismo, como o sistema endócrino, sistema nervoso vegetativo e sistema nervoso central, e cada vez é mais aceita a idéia da influência destes sistemas sobre a resposta imunológica. Os linfócitos têm receptores para encefalinas, endorfinas, catecolaminas e hormônios, e estima-se que variação nestes mediadores deva refletir-se em mudanças funcionais dos linfócitos (que poderão levar à hipo ou à hiper-reatividade), um processo que foi ignorado por muitos anos e que só agora começa a ser desvendado.

Além da otimização das possibilidades de reconhecimento, conseqüência da multiplicação do número de receptores, o surgimento do timo e do sistema linfocitário trouxe outra ferramenta de importância fundamental na defesa contra os microorganismos, a memória imunológica. Como descrito acima, o primeiro contato de um indivíduo com um determinado patógeno determina a ativação de uma fração dos linfócitos, aqueles cujos receptores se encaixam nas estruturas moleculares do referido patógeno. Esta reação linfocitária, que normalmente resulta na eliminação da entidade estranha, não regride totalmente quando da eliminação desta. Assim, os linfócitos-T envolvidos na resposta inicial permanecem no organismo já curado em um estado de prontidão reativa, um estado de pré-ativação, que poderá expressar-se como uma resposta imunológica acelerada e de alta eficiência caso o mesmo patógeno volte a invadir o corpo. Dessa forma, pode-se dizer que a reação linfocitária à entrada de um patógeno dota o indivíduo de uma memória da experiência.

O status de prontidão reativa das células de memória é, entretanto, específico, ou seja, afeta exclusivamente os linfócitos que foram ativados com a primeira entrada do patógeno. A efetividade da memória imunológica é de tal ordem que impede que um grande número de microorganismos (como os vírus do sarampo, caxumba, etc.) possa se instalar no nosso organismo mais de uma vez, garantindo um status de “imunidade” ao indivíduo que entrou em contato com eles. Feita esta introdução ao timo e a seu produto, os linfócitos-T, fiquei curioso pela sua história, assim como pelo nome dado a este órgão fundamental. Nas fontes acadêmicas, descobri que o primeiro artigo científico sobre a função imunológica do timo é relativamente recente, de 1961, quando Jacques Miller descreveu na revista Lancet que a remoção do timo de um animal jovem determina uma redução considerável dos linfócitos no sangue e em outros locais (“The immunological function of the thymus”).

Em relação à origem do nome, verifiquei que foi Galeno, no século II da nossa era, quem chamou thymus ao órgão bilobado, de cor cinza-rosácea, situado no peito, porque, se diz, lembrava-lhe um maço de tomilho. Mas a planta tomilho (thymus em latim) era denominada assim porque era queimada como incenso. O altar que existia nos teatros gregos era chamado de thymele, e thymos era a ascensão da fumaça, a queima do incenso, o sacrifício aos deuses – todos eles acontecendo no peito, no altar interno. Significava a aspiração, os cantos de louvor, o espírito e a expressão do amor. Era a alma-sopro da qual dependia a energia do homem e a sua coragem (Diamond, M. D.). Prosseguindo a pesquisa nesta direção, encontrei que thymos deriva da raiz indo-européia dheu, que significa “acender em chamas”, “surgir em uma nuvem”, “fumar” (de uma pessoa indignada se diz que ela solta fumaça). Em sânscrito o vocábulo era dhuna, do qual vêm fumaça e perfume. Na Bíblia, e mais concretamente no Livro dos Reis, se faz também alusão a thymos como causa da raiva e da paixão.

Assim, a origem da palavra timo remonta à antiga Grécia, e, possivelmente, à civilização indo-européia. Na Grécia, a palavra “thymos” foi utilizada por Platão e seu mestre Sócrates, assim como por Homero. Há indicações de que, para os gregos, thymos significava a alma ativa, a alma perecível – diferente da psyché ou alma passiva e imortal. Essa alma ativa seria equivalente à razão, à consciência (“awareness”) e estaria associada à respiração (sopro, alma, palavra), ao coração (desejos e intenções) e ao fígado (emoções). Em um determinado momento na Ilíada, Aquiles diz: “Levantando-se como fumaça no peito dos homens Agamemnon irritou-me, mas deixemos os grandes serem grandes e aquietemos o thymos no nosso peito”. Assim, thymos é metaforicamente interpretado como “levantar fumaça no peito”. Expressa o princípio da vitalidade e, portanto, no seu lado físico, a respiração.

Como atestado por Homero, thymos é o ânimo ou o coração, a sede das paixões e da ira, mas também da coragem e do entusiasmo. Neste sentido, uma pessoa que tem thymos pode ser chamada de entusiasta, dotada da força passional de reagir prontamente. Em conseqüência, thymos não tem a ver unicamente com a tendência à ira ou à indignação, mas com uma disposição anímica para acender e reagir energicamente, com dignidade, coragem, auto-estima e ardor espiritual. Como indicado por John Onians, thymos referia-se originalmente ao sopro, à respiração. Era a matéria da consciência, o espírito, a alma-sopro, da qual dependia a energia e coragem do homem. Mesmo na sua mais remota origem, thymos denota “levantar-se em chamas” como nuvem ou espírito, o que nos remete ao conceito de alma e energia vital. Para Platão, thymos é a parte da alma que denota o orgulho, a indignação, a vergonha e a necessidade de reconhecimento. É um atributo guerreiro, um aspecto da vida interior que dá significado à beligerância.

Sem thymos o homem não é mais do que um animal muito inteligente, com cérebro e necessidades físicas, mas sem autonomia moral. Para Platão, thymos coexiste em nós com a razão e os desejos, sendo que, às vezes, nos leva a agir de uma maneira não razoável. Fechando com chave de ouro esta investigação sobre a etimologia de timo, fiquei estarrecido ao me deparar com o Livro 2 da “República”, e mais especificamente com o capítulo sobre “o Caráter e a Educação dos Guardiões”, em que Platão escreve: “A cidade luxuosa terá necessidade de um exército e, portanto, de uma classe de especialistas, chamados ‘Guardiães’ (phylakes), os defensores da polis. A justiça será um dos seus objetivos mais importantes. Para realizarem bem o seu trabalho, os ‘Guardiães’ deverão ser dotados de vigor físicos, de thymos, da capacidade de se comportar gentilmente com aqueles conhecidos e agressivamente com aqueles desconhecidos.” Uma bela descrição do thymos no nosso peito, tanto da entidade anímica, como do timo físico, berço e educador dos guardiões da identidade molecular do indivíduo. (Ultriusque Cosmi, de R. Fludd Oppenheim, 1619 A Divina Forma Humana).

Falou sobre mapas, filtros, percepção de objetos, esclareceu - que mapa não é território, prisioneiro da percepção, escada da interferência onde estão associados os dados disponíveis-realidade; dados selecionados-filtros; a avaliação, a ação e a conclusão. Biorritmo, viver sem objetivos, o adjetivo não pode ser direcionado como juízo de valor e afirmou que na Neurolinguistica não existe juízo de valor. Integrar o corpo (andar para ter novas idéias, integrar o corpo inteiro, quem está comigo? (o eu espiritual), quem eu sou? Por quê? Indivíduo, nossa missão, crenças e valores, permissão, capacidade, direção, como? O quê? Comportamento, ação. Onde ambiente e onde reação, força e habilidade, crenças, valores, capacidade, comportamento, ambiente são nuanças importantes para uma vida de qualidade. Citou o livro de Gregore Bérgson (não duvide de sua capacidade. E nos finalmente uma indagação: “Eu tenho o quê? É melhor não dizer. As crenças são fortalecedoras e conflitantes. Toda essa dinâmica tem um objetivo primordial que a Neurolinguistica nos proporciona a grosso modo caracteriza um campo de investigação que se interessa de uma maneira geral pela cognição humana (o que inclui seus aspectos sócio-culturais, neuropsicológicos, afetivos, biológicos, etc.), e de maneira mais específica pela linguagem e por processos afeitos a ela. Na realidade uma melhor qualidade de vida.



ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI-ALOMERCE E PARTICIPANTE.

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