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PAIVAJORNALISTA

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Sexta-feira, 18.05.12

PAIDEIA E OS FILÓSOFOS GREGOS


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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 11:47

Sexta-feira, 18.05.12

O QUE VOCÊ ENTENDE POR PAIDEIA


O QUE VOCÊ ENTENDE POR PAIDEIA

“Cada mudança em minha vida pode me transportar para um nível mais elevado de compreensão. Posso criar memórias cheias de paz, boa vontade e compaixão pelos outros. Sou paciente, tolerante e diplomático”. (Louise Hay).


A Grécia tem uma importância preciosa e fundamental na história da educação e está inserida com muito sentido em nossa realidade educativa atual. Ligada a uma concepção de formação educacional para o exercício de todas as potencialidades do cidadão, a Paideia tem suas raízes na filosofia antiga e seus conceitos fazem parte do écran da sociedade contemporânea. Os gregos colocam a educação como problema, esse é o ponto de partida. Nesse ponto a educação já é vista como problema. Na literatura grega podemos ver através da história, os sinais de questionamentos do conceito, seja em qualquer área, principalmente na poesia, na tragédia, ou mesmo na comédia, o conceito dado pelos filósofos gregos sobre Paideia.


No século quinto, antes de Cristo, com os Sofistas e depois com Sócrates, Platão, Isócrates e Aristóteles o conceito de educação alcança o que seria o estatuto de uma questão filosófica. A ideia grega de Paideia estava ligada a um local de formação educacional, que procurava desenvolver o homem em todas as suas potencialidades, de tal forma que pudesse ser um melhor cidadão. Marcos Carvalho Lopes afirma que definir ou atribuir o significado ao termo é uma tarefa ingrata e sua interpretação tem variado com o passar do tempo, se vinculado ao tipo de sociedade que se quer desenvolver ou mesmo, preservar.  


Entretanto, os ideais educativos da Paideia que vão ser desenvolvidos no século V A.C., se norteiam em práticas educativas muito anteriores. Como sublinha Werner Jaeger, renomado estudioso da cultura grega, num grande estudo que é o tema de nossa matéria. Hoje o mundo está mais integrado economicamente, sendo assim, muito importante questionar os aspectos totalitários presentes no conceito clássico de Paideia que aparecia junto com a divisão de gregos, mesmo aqueles que eram considerados iguais e tinha direitos políticos, isto porque já eram reconhecidos como cidadãos. Os bárbaros, no entanto, eram considerados inferiores e eram totalmente excluídos. (Jaeger, 1995:256), dizia: “Não se pode utilizar a história da palavra Paideia como fio condutor para estudar a origem da educação grega, por que esta palavra só aparece no século V”. Se a educação está intrinsecamente vinculada aos valores que uma sociedade sustenta, seus preconceitos aparecerão na organização de seu currículo, no sistema educacional, na própria arquitetura dos espaços destinados è educação.


Vários questionamentos surgem, e no entender dos filósofos o que é privilegiado nas escolas e nos conteúdos educacionais, é tido como natural, ou normal? Quem seriam os privilegiados? Qual a razão? Por quê? Como esses privilégios se estendem e se ficam perpetuando-se?  Existe relação dos privilégios com a manutenção da estrutura do poder e autoridade na sociedade? Questionamentos importantes que denotaremos mais a frente. Queríamos enunciar que a palavra Paideia deriva do grego paidos – criança, e que significava simplesmente a “criação dos meninos”. Notamos como uma palavra causa tanto problemas e complicações para se chegar realmente ao seu significado e importância para todos nós. O significado inicial está muito longe do alto sentido que logo adquiriu. Vemos nomes de grande notoriedade na história da humanidade se referindo e estudando a Paideia.


O nome areté originalmente exprime o ideal educativo grego.  Original, formulado e explicitado nos poemas homéricos, a Arete é entendida como atributo próprio da nobreza, sendo um conjunto de qualidades físicas, espirituais e morais. Exemplificando: “bravura, coragem, força, destreza, eloquência, capacidade de persuasão, numa palavra, a heroicidade”. “Convém salientar que a virtude (Arete) não vem da riqueza, mas sim a riqueza da virtude, bem como tudo o que é bom para o homem, na vida particular ou na vida pública”.


(Platão, cit. In Cordón & Martinez, 1995: p. 110). É complicado, mas temos que chegar a um denominador comum. Olga Pombo, diz que: “Se queremos encontrar um fio condutor que nos guie ao longo da história da história grega e que lhe dê unidade, encontramo-lo no conceito de Arete, tema essencial da história da educação grega, que remonta aos tempos mais antigos”. É este o conceito que exprime a forma primeira do ideal educativo grego. Não é por acaso que, nas grandes discussões sobre educação que o séc. V A.C., conhece, os dois conceitos – Paideia e Arete- que estão sempre presentes. A aretéé uma superioridade ou uma excelência própria da nobreza, um conjunto de qualidades físicas, espirituais e morais tais como a bravura, a coragem, a força, a destreza do guerreiro, a eloquência e a persuasão e, acima de tudo, a heroicidade, entendidas como a fusão da força física com o sentido moral, como frisamos antes.  Em Homero, na Itália e na Odisseia, a areté aparece pela primeira vez de uma forma bastante explícita. Em ambos os casos, a areté não é algo que seja dado, mas sim conquistado e conscientemente procurado. No entanto, se bem que o ideal homérico de homem - o herói – seja definido pela areté, o modo de concebê-la nas duas grandes obras de Homero não é igual.


As “fronteiras da civilização” como afirma novamente Marcos Carvalho Lopes, não deixam de existir em nossa sociedade e aceitar algum ideal de homogeneização normalizadora é algo que pode trazer resultados nefastos. Existem três visões da Paideia na Grécia antiga.  O filósofo japonês Morimichi Kato descreve três perspectivas diferentes em relação ao ideal Paideia grega e, a partir delas, desenvolve uma narrativa para pensar o significado desse termo em relação à verdade e à educação do homem. Vejam como educar o homem é difícil. Já nos estendemos bastante sobre o assunto e ainda nos resta muita coisa para enunciar e explicar. A primeira perspectiva fundada por Heráclito e Parmênides foi marcada pelo autoritarismo de quem defende uma ideia de verdade absoluta e atemporal, que só poderia ser alcançada por alguns poucos homens.


A segunda perspectiva, mais “democrática’, foi desenvolvida pelos sofistas”. Pensadores como Górgias e Protágoras ridicularizaram a ideia de Parmênides de uma verdade absoluta, atemporal e imutável. A ideia de que “o homem é a medida de todas as coisas”, desenvolvida por Protágoras, apontaria para uma posição relativista na qual existiriam tantas verdades quanto perspectivas humanas. A visão dialógica desenvolvida por Sócrates seria a terceira forma de percepção da Paideia. Ela surgiu em confronto com visão relativista dos sofistas e apareceu nos primeiros diálogos de Platão e em parte de seus escritos de meia idade. Esses diálogos são chamados de aporéticos (por não apresentarem nenhuma teoria de modo afirmativo). Enfim, se o objetivo fundamental era a educação e formação individual do homem como Kaloskagathos, a partir do século V A.C., exige-se algo mais da educação. Além de formar o homem deve formar o cidadão A antiga educação, baseada na ginástica, na música e na gramática deixa de ser suficiente. É então que o ideal educativo grego aparece como Paideia, formação geral que tem por tarefa construir o homem como homem e como cidadão. Platão define Paideia da seguinte forma "(...) a essência de toda a verdadeira educação ou Paideia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar um cidadão perfeito e o ensina a mandar e a obedecer, tendo a justiça como fundamento" (cit. in Jaeger, 1995: 147). Do significado original da palavra Paideia como criação dos meninos, o conceito alarga-se para, no século IV. A.C., adquirir a forma cristalizada e definitiva com que foi consagrado como ideal educativo da Grécia clássica.  Como diz Jaeger (1995), os gregos deram o nome de Paidéia a "todas as formas e criações espirituais e ao tesouro completo da sua tradição, tal como nós o designamos por Bildung ou pela palavra latina, cultura.”.


Daí que, para traduzir o termo Paideia "não se possa evitar o emprego de expressões modernas como civilização, tradição, literatura, ou educação; nenhuma delas coincidindo, porém, com o que os Gregos entendiam por Paideia. Cada um daqueles termos se limita a exprimir um aspecto daquele conceito global. Para abranger o campo total do conceito grego, teríamos de empregá-los todos de uma só vez." (Jaeger, 1995: p. 1). Finalizando como está implícito no site: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/escola/paideia/conceitodepaideia.htm/Na sua abrangência, o conceito de Paideia não designa unicamente a técnica própria para, desde cedo, preparar a criança para a vida adulta.  .


A ampliação do conceito fez com que ele passasse também a designar o resultado do processo educativo que se prolonga por toda vida, muito para além dos anos escolares. A Paideia vem por isso a significar "cultura entendida no sentido perfectivo que a palavra tem hoje entre nós: o estado de um espírito plenamente desenvolvido, tendo desabrochado todas as suas virtualidades, o do homem tornado verdadeiramente homem" (Marrou, 1966: 158). Qualquer pessoa que tome uma atitude paternal, ou outra boa atitude, irá irradiar energia e vitalidade. Não faltará amor para conhecer o que ainda é desconhecido, amor pela ação que vitaliza e ancora aquilo que foi vitalizado. A energia do “pai” dentro de nós inspira a vivacidade e torna consciente o valor de saber usar amorosamente à vontade para estimular a verdadeira criatividade. Sonia Café recomenda: “comece a fazer hoje o que disse que ia fazer ontem. Solte o último fiozinho de desconfiança que impede você de relaxar completamente. Libere as rugas da testa preocupando-se menos e ocupando-se mais com as dádivas que o momento presente nos traz. Observe o voo de um pássaro”. Voe com ele. Pense nisso!


ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA UBT- DA AVSPE- DA ALOMERCE E DA AOUVIRCE



    


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