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PAIVAJORNALISTA

Esse blog tem uma finalidade muito importante, isto é, levar aos conhecimentos dos leitores e amigos os mais diversos assuntos relacionados com o nosso dia a dia. Crônicas, Artigos, Poemas, Poesias, Atualidades, Política entre outros.



Terça-feira, 01.03.11

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Terça-feira, 01.03.11

Desafiando o Rio–Mar: Cerâmica, Cultura na Ponta dos Dedos

Desafiando o Rio–Mar: Cerâmica, Cultura na Ponta dos Dedos

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 25 de fevereiro de 2011.

“Havia nesse povoado uma casa de reuniões, dentro da qual encontramos louças dos mais variados feitios: havia vasos, cântaros enormes, de mais de 25 arrobas e outras vasilhas pequenas, como pratos, tigelas e castiçais, de uma louça melhor que já se viu no mundo; mesmo a de Málaga não se iguala a ela, porque é toda vitrificada e esmaltada com todas as cores, tão vivas que espantavam, apresentando, além disso, desenhos e figuras tão compassadas, que naturalmente eles trabalhavam e desenhavam como os romanos”. (Frei Gaspar de Carvajal)

A primeira notícia a respeito de artefatos de cerâmica na Bacia do Rio Amazonas foi transmitida pelo Frei Gaspar de Carvajal, em maio de 1542, no seu “Relatório do Novo Descobrimento do Famoso Rio Grande Descoberto pelo Capitão Francisco de Orellana”, quando o clérigo espanhol comparou a perfeição das figuras e desenhos encontrados nas louças do “Rio da Trindade” (Purus) as dos romanos.

A bacia do Rio–mar foi, em tempos pretéritos, um caminho natural utilizado por diversos agrupamentos humanos que deixaram, nas suas margens, sinais definitivos de sua passagem, de sua história e de seus costumes através da cerâmica. Os estudos destes sítios arqueológicos vêm permitindo que sejam reconstituídas algumas dessas rotas migratórias bem como a relação que estes povos mantinham entre si. Na minha última descida pelo amazônico caudal busquei (dez 2010/jan 2011), mais uma vez, encontrar vestígios de antigas culturas materializados na arte da cerâmica, nos museus e nas coleções particulares. Meu fascínio é justificado, pois uma análise detalhada do artesanato dos povos antigos nos diz muito de suas crenças e do grau de desenvolvimento. Considero a mais criativa, mais elaborada e mais intrigante a dos Tapajós, conhecida também como cerâmica de Santarém ou santarena. As peças mais sofisticadas desta cultura eram, provavelmente, empregadas em cerimoniais religiosos, e no culto aos mortos. Cada peça moldada à mão era única, decorada com maestria e cuja riqueza de detalhes antropomorfos e zoomorfos me levam a apelidá-la de “cerâmica barroca tupiniquim”. Vamos procurar reportar uma série de artigos a respeito da arte oleira tapajônica procurando apresentar estas belas peças artísticas desconhecidas da maioria dos brasileiros.

– A Arte da Cerâmica

"Na cerâmica, essencialmente combinamos: terra, água, ar e fogo, mas não somos alquimistas. Somos empiristas. Ombreamos uma picareta e saímos por aí, à procura de barro. Um buraco aqui, outro ali e vamos enchendo a carroça deste, daquele e do outro tipo. Arregaçamos as mangas e vamos preparando a massa até chegar a uma certa maneabilidade. Aí começa a fecundação: formas vão se criando. Orgasmos se prolongam entre uma e outra relação e o espaço vai se adornando de princípios intuitivos, forma–se uma coletividade que pacientemente aguarda o fogo do forno. O forno é a grande mãe, ora aborta, ora dá filhos sadios e bonitos. O fogo é a eternidade, é o êxtase da comemoração, é lá que se rompe a casca do ovo, que se transpira o sangue e reflete o poder das forças da natureza em expansão latente. A chama incute a vida às formas na cor do sol mais quente, no movimento que vibra e irradia emoção intensa. Terminada a queima, resfriado o forno, abrem–se as portas da câmara e visualiza–se o estonteante milagre da transformação dos materiais, e morre–se para viver uma outra fase”. (Vicente de Fábio Cordeiro)

A arte do barro imerge o ceramista no âmago da mãe terra, uma torrente telúrica migra das terras e das águas para suas hábeis mãos, as energias planetárias inspiram–no, seduzem–no, e ele abandona o casulo da criatura, ganha asas e se transforma no criador, por breves momentos ele tem a oportunidade de se sentir um pequeno deus. O ceramista inicia seu labor, impregnado dessas forças mágicas concentra–se e parte para a confecção de sua obra com segurança graças ao conhecimento dos materiais e das técnicas a serem empregadas herdadas dos seus ancestrais. O seu envolvimento, porém, inicia–se muito antes do trabalho nas oficinas com a escolha da jazida, da argila adequada e da seleção dos elementos de liga. A coleta da argila é realizada nas barrancas, margens ou leito de rios ou igarapés no período da vazante. São retiradas três camadas do solo, a primeira orgânica, rica em detritos de origem vegetal e a segunda camada, um pouco mais limpa, são descartadas, a escavação continua até se chegar à terceira camada onde se encontra o “barro bom”. Normalmente os artífices só exploram as jazidas uma única vez para não perturbar as entidades do barro. Esta fase demanda grande esforço físico e, por isso mesmo, é, normalmente, atribuída aos homens. A verificação da qualidade do material é feita na própria mina através do tato, moldando pequenos roletes de argila, ou pelo paladar. Depois de transportado para as “oficinas” o produto é minuciosamente examinado para que se retirem fragmentos de origem orgânica ou mineral e, depois disso é, habitualmente, deixado em repouso por alguns dias em cestos ou folhas de palmeira, em locais frescos para evitar seu ressecamento.

– Liga

Para que a cerâmica possa ser levada ao fogo, sem o risco de sofrer deformações e rupturas, são misturados a ela substâncias:

orgânicas: fibras vegetais, raízes, conchas, ossos, estrume;

inorgânicas: areia, terra, mica, pedras calcárias, grãos de quartzo, feldspato;

biominerais: cascas de árvores ricas em sílica (caripé), cauxi;

– cacos de cerâmica triturados.

Caripé (Licania Octandra): as cinzas de sua casca misturadas à argila aumentam a resistência da peça confeccionada. A árvore é cortada e sua casca retirada. Depois de levada ao fogo as cinzas são piladas e coadas resultando num pó fino de coloração cinza escuro.

Cauxi (Porifera, Demospongiae): As esponjas de água doce pertencem à classe Demospongiae (Tubella reticulata e Parmula batesii), têm como característica básica a produção de um esqueleto de espículas de Óxido de Sílica. As espículas possuem um aspecto de agulhas transparentes ou opacas, com extremidades ligeiramente curvas. Essas espículas, devido à sua constituição mineral, após a morte e putrefação das esponjas, são liberadas da matriz de colágeno, que as mantém unidas em feixes estruturais e, assim permanecem nos sedimentos, disponíveis até que os banzeiros as propaguem no meio líquido. O Dr. Alfredo da Matta faz a seguinte consideração a respeito do espongiário: “Ora, porque o sagaz e astuto caboclo, ou o nordestino observador já identificado com o meio amazonense, não entra em rio que tenha cauxi, nele não se banha e não bebe a água daí retirada? Porque o silvícola através de gerações ensinou a cada qual que ‘i cai tara’, isto é, ele se queima n’água ou a água lhe queima! E com propriedade tão irritante para a epiderme, mais pronunciada ainda ela se torna quando a água ingerida, porque a inflamação da mucosa gastrointestinal poderá por vezes apresentar sintomas alarmantes. Por tal motivo o silvícola dizia: – cai igaure, isto é, queima, bebedor d’água”. (MATTA) Em virtude dos problemas causados pelo contato do corpo humano com as finas espículas a utilização do cauxi foi, com o passar dos anos, abandonada.

A cerâmica dos Tapajós, no tempo pretérito, usava como elemento antiplástico mais importante o cauxi, que era empregado como único elemento de liga ou associado a pequenas porções de pedras calcárias, areia e, raramente, a cacos de cerâmica triturados.

– Moldagem

Primeiramente é moldado o fundo do vaso, obtido pela compressão da massa sobre uma superfície plana e lisa (tábua, esteira ou casco de quelônio), até formar uma base achatada, homogênea e circular. Concluída esta etapa partia–se para a preparação dos roletes de argila que, de acordo com o tamanho, eram comprimidos entre as mãos, sobre a coxa, ou uma tábua e sobrepostos de forma circular um sobre o outro a partir de uma base, em forma de anéis ou espirais para a elevação da parede do recipiente. A cada rolete acrescentado as peças recebiam um acabamento interna e externamente para eliminar os vestígios deixados pela técnica do “acordelado” (roletes) tornando as paredes mais lisas e finas. Depois de devidamente modelada a peça era levada para secar em local fresco e arejado à sombra, dependendo da espessura das paredes este processo podia levar vários dias. A secagem à sombra era uma fase importante, pois uma exposição direta ao sol ou ao forno ocasionaria danos à peça. Depois de parcialmente seca tem início a raspagem onde se procura eliminar as asperezas com o auxilio de sementes, conchas, pedaços de cabaça, seixos rolados, cocos (palmeira inajá – Maximiliana Maripa Aublet Drude), ou outros materiais disponíveis. Depois de raspada ela é lixada com a folha áspera de algum arbusto (Dileniacea sp.). Procede–se, então, a decoração da peça, são feitas incisões geralmente com motivos geométricos e, somente agora, são aplicados os apêndices tais como alças, asas, figuras zoomorfas e antropomorfas. É necessária, então, uma segunda secagem para enrijecer a cerâmica dos apliques, antes de se partir para a queima.

– Queima

A queima geralmente antecede a decoração pintada. Para queima, arma–se uma fogueira, cujo tamanho varia em função da peça a ser queimada, em geral usa–se lenha e casca de árvores em arranjo cônico envolvendo o artefato; isto garante uma queima mais uniforme. As peças grandes são queimadas individualmente e as pequenas em grupo, emborcadas no interior da fogueira, apoiadas em três pedras onde são totalmente envolvidas pelo fogo durante uma ou duas horas.

Eventualmente os vasos são reposicionados de modo a queimar por igual. A queima é realizada ao ar livre e a impermeabilização da superfície é feita com a seiva da entrecasca de árvores (Ingá spp.). Os grafismos são pintados com pigmentos orgânicos e inorgânicos através de variadas técnicas, como a incisão, a marcação com malha, a inserção de apliques, entre outros. O tom vermelho pode ser obtido com o uso do urucum, o branco com o caulim, o preto com o jenipapo, o carvão ou fuligem. A vitrificação do vasilhame era obtida com a aplicação de resinas vegetais como o breu de jutaí, a resina de jatobá ou o leite de sorva (Couma utilis).

– Arqueologia e Cerâmica
Angyone Costa

O texto de Angyone Costa publicado, em 1945, no Volume VI, dos “Anais do Museu Histórico Nacional”, serve de referencia para os amantes da arte da cerâmica de todo o mundo. Sua descrição sobre a manufatura dos vasos de cerâmica é irretocável e vem sendo reproduzida, por décadas, por pesquisadores e escritores em suas obras.

Ninguém contesta que a principal riqueza arqueológica do Brasil é a cerâmica indígena e que esta cerâmica, a mais valiosa, justamente pela técnica, beleza e perfeição de seus modelos, a da Amazônia, especialmente a de Marajó. Não se presuma que o Sul, onde predominaram povos Tupi–Guarani e Ge, não tenha contribuído com material da mesma espécie, mas a sua qualidade inferior, embora em abundante quantidade, não permite margem a melhores afirmações. Por muitos anos, ainda será naquele campo que os arqueólogos irão proceder a averiguações para poder explicar algo sobre a vida antiga do Brasil.

A cerâmica está ligada ao estudo das primitivas culturas, ao ciclo das indústrias que o primeiro homem construiu. Corresponde ao fim do neolítico superior e surge muito depois da grande descoberta – o fogo –, muitos anos antes desta outra, que será o terceiro grande invento da humanidade, a roda, e que os povos americanos não conheceram. Nasceu da necessidade de cozinhar o alimento, quando o homem fez a experiência, levado pelo acaso, de que a argila era argamassável com água, e sujeita ao fenômeno do endurecimento, pelo sol ou pelo fogo. Aperfeiçoou–se quando os imperativos da vida no clã começaram a despertar no homem um indefinido desejo de melhora, uma insatisfação de instintos que o levou a construir o conforto.

Naquele momento já a cerâmica exercia uma alta função, dela se faziam as peças para a mesa, as peças de finalidade religiosa, as peças destinadas a enterramentos. O oleiro já não gravava, apenas, o desenho rupestre, que aprendera a riscar com o sílex, no Téo e na parede das cavernas, nas pedras e barrancos dos caminhos. Impressionava–se com as cores e os ruídos da natureza, e procurava distingui–los, verificar de onde vinham. Desta percepção resultou que os seus sentidos começaram a se apurar pela vista e a se manifestar pela habilidade da mão e dos dedos. E a tabatinga foi o material preciso, plástico e dúctil, que apareceu na hora exata em que os sentidos se achavam aptos à função criadora, e surgiram os traços em reta, os círculos, os pontos inspirados pelo tecido de certas plantas e, ainda, a reprodução de alguns animais, que viviam nas florestas ou que o homem começava a domesticar. O desenho singelo adquiriu formas mais ricas, círculos, traços, que se compõem, reproduzindo coisas ou cenas da vida, conforme o grau de sensibilidade de cada grupo ou as circunstâncias em que a cultura se desenvolveu.

A cerâmica, sendo uma arte inicial e muito antiga, resulta de uma técnica já hoje perfeitamente vulgarizada. É bem a arte de utilizar a argila na confecção de objetos, tanto de uso doméstico, como religioso, funerário ou propriamente decorativo. Pode ser feita com pasta porosa ou pasta impermeável. À primeira pertencem os objetos de barro cozido (terracota), as louças vidradas, esmaltadas, faianças, etc.; à segunda, as porcelanas finas, que supõem uma civilização histórica florescente. Ao primeiro grupo pertence a louça dos oleiros de civilizações nascentes, a louça de Marajó, por exemplo, a dos Tupi–Guarani do litoral, etc.

Entre as tribos americanas e brasileiras em geral, a cerâmica era trabalho atribuído às mulheres. Sabe–se que esse costume se transmitiu de povo a povo, chegou aos nossos dias e resistiu sempre a todas as modificações.

Técnica dos ceramistas indígenas

Na Amazônia, os oleiros empregavam como matéria–prima a tabatinga pura ou misturada com diferentes pós, que exerciam geralmente a ação de desengordurantes. Esses pós eram conseguidos de diferentes maneiras, segundo o testemunho de naturalistas e de arqueólogos que viram os nativos trabalhar. Deles, um dos mais preciosos era o caripé, cuja fabricação Hartt se compraz em descrever: “vi prepararem a casca do caripé empilhando os fragmentos e queimando–os ao ar livre. A cinza é muito abundante e conserva a forma original dos fragmentos. Tendo sido reduzida a pó e peneirada, é perfeitamente misturada com o barro a que dá, quando úmido, um aspecto de plombagina escura (grafite), mas com a ação do fogo esta cor torna–se muito mais clara. O uso do caripé faz a louça resistir melhor ao fogo”.

Além do pó obtido por aquele processo, o oleiro amazonense adiciona, à tabatinga, pós de pedra–pome, de cauxi, de escamas de pirarucu, de caso de tartaruga, de certos cipós e até da própria louça quebrada, uso este último que tem sido motivo de desaparecimento de peças preciosas de cerâmica, especialmente em Marajó. A mulher oleira, amassando esses ou alguns desses ingredientes, conseguia dar à tabatinga uma ligação e consistência durável, sem sacrifício da peça.

O grande segredo, entretanto, não estava na escolha do material apropriado, que este havia em abundancia, e sim no seu preparo. Depois da tabatinga amassada, era dividido em pequenos bolos, feitos a mão do tamanho que podia comportar. Esta massa passava a ser estendida sobra uma tábua ou esteira ou sobre o casco de tartaruga, conforme o vaso fosse de fundo chato ou convexo. Para o seu preparo, eram elementos indispensáveis a água e fragmentos de casco ou de cuia, para servir de alisador. Modelado o fundo, pela compressão da massa sobra a tábua, a esteira ou casco de tartaruga, a oleira começava a construir–lhe as paredes pelo processo do enrolamento.

Consistia o enrolamento (acordelado) na técnica de se fazerem cilindros, cordas ou torcidas de barro, com diâmetro proporcional à grossura que se queira dar à peça, e com um comprimento aproximado da circunferência do vaso, dispondo–as sucessivamente, sobre a periferia do fundo, já preparado, e fazendo–as aderir de modo conveniente, pelo achatamento ou compressão feita com os dedos. Dada a primeira volta, a oleira dava, sempre com os mesmos cuidados, uma e outras mais, de maneira a ir erguendo harmoniosamente as paredes do vaso, até sua final conclusão.

Para impedir as imperfeições ocorrentes em um trabalho manual desta ordem, a oleira empregava uma cuia chata ou ‘cuipeua’, molhava–a n’água e alisava com este instrumento a superfície, até conseguir um prefeito polimento. Para evitar o achatamento, durante a fabricação dos vasos maiores, essa técnica tinha de ser modificada para as grandes igaçabas (pote de barro grande que servia para armazenar água e conservar alimentos), fazendo a oleira pequenas estações (paradas) na feitura das paredes laterais, a fim de permitir o endurecimento conveniente das partes inferiores, à proporção que a feitura do vaso ia avançando. Evita–se, por essa maneira, o fatal achatamento de toda a peça provocado pelo peso das cordas superiores.

Armada a arquitetura do vaso, alisada as paredes externas com a ‘cuipeua’ eram elas ainda úmidas, pulverizadas com uma fina camada de barro puro, cor de nata, parecendo às vezes brunidas (polidas) antes de irem ao fogo, de onde resultava ficarem com uma superfície, dura e quase polida. Antes do fogo, a que todas as peças estavam sujeitas, os vasos eram postos lentamente a secar à sombra e, depois, ao sol, sem o que, rachavam.

O processo da queima era a segunda e mais importante ação técnica a que se submetia a peça. Dependia de vários cuidados, do máximo de delicadeza na condução dos vasos ainda moles, fáceis de amassar ou achatar–se. Efetuava–se de diferentes modos; geralmente, eram colocados distantes do foco de calor, a fim de que fossem aquecidos gradualmente, sem contato direto com o fogo, chama ou brasa; depois, quando já haviam adquirido, pela ação do rescaldo, uma forte consistência, eram então postos diretamente em contato com o fogo, ficando totalmente cozidos.

Algumas tribos usavam cozer a louça a fogo feito diretamente sobre o chão; outras faziam o uso de covas; outras, mais adiantadas, já começavam a empregar fornos, toscos, é bem verdade, mas que representavam uma invenção aperfeiçoada. Eles eram feitos com a colaboração da pedra e tinham paredes de argila.

A seguir ao processo de queimação, enquanto as peças ainda estavam quentes, usava–se empregar uma camada interior de resina de juta–sica que, com o calor, adquiria um aspecto vítreo, embora pouco durável. Essa maneira de trabalhar a tabatinga está perfeitamente enquadrada na técnica ensinada por Linné, incontestavelmente a maior autoridade em cerâmica americana. Segundo o americanista sueco, são os seguintes os métodos adotados pelos indígenas sul–americanos, para a fabricação de seus vasos:

a.    o de modelação do fundo, obtida pela compressão de massa sobre uma esteira, tábua ou um pedaço de casco de quelônio;

b.    o de enrolamento para a formação das paredes;

c.    o de moldagem, pela utilização de cestas ou formas especiais;

d.    o de movimento giratório, executado pelo artista, da direita para a esquerda.

- Blog e Livro

Os artigos relativos à “3ª Fase do Projeto-Aventura Desafiando o Rio-Mar – Descendo o Amazonas I” estão reproduzidos, na íntegra, ricamente ilustrados, no Blog desafiandooriomar.blogspot.com desenvolvido, recentemente, pela minha querida amiga e parceira de Projeto Rosângela Schardosim. O Blog contempla também as duas fases anteriores de minhas descidas pelo Rio Solimões e Rio Negro de caiaque.

O livro “Desafiando o Rio-Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS - PUCRS, rede da Livraria Cultura, Livraria Dinamic - Colégio Militar de Porto Alegre ou ainda através do e-mail hiramrsilva@gmail.com.

Fontes:

BARDI, P.M. - Arte da cerâmica no Brasil – Brasil – São Paulo, Banco Sudameris, 1980.

CAPUCCI, Victor Zappi – Fragmentos de Cerâmica Brasileira – Brasil – Editora Nacional, 1987.

CARVAJAL, Gaspar de – Relatório do Novo Descobrimento do Famoso Rio Grande Descoberto pelo Capitão Francisco de Orellana – Brasil – Consejería de Educación – Brasil – Embajada de Espana –Editorial Scritta, 1992.

CORRÊA, Conceição Gentil – Estatuetas de Cerâmica na Cultura Santarém – Brasil – Museu Paraense Emílio Goeldi, 1965.

COSTA, Angyone – As Aculturações Oleiras e a Técnica da Cerâmica na Arqueologia do Brasil – Brasil – Anais do Museu Histórico Nacional, Volume VI, 1945.

DA MATTA, Alfredo – Cai e Cauxi – Brasil – Revista do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, 1934.


Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional


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Terça-feira, 01.03.11

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Terça-feira, 01.03.11

"O ASSASSINATO DE MÁRCIO LEITE TOLEDO DA ALN “

"O ASSASSINATO DE MÁRCIO LEITE TOLEDO DA ALN “
 REPASSEM PARA O BEM DA HISTÓRIA DO BRASIL.
 A manhã de 23 de março de 1971 encontrou o jovem advogado de 26 anos, Sérgio Moura Barbosa, escrevendo uma carta, em seu humilde quarto de pensão no bairro de Indianópolis, na capital de São Paulo. Os bigodes bem aparados e as longas suíças contrastavam com o aspecto conturbado de seu rosto, que não conseguia esconder a crise pela qual estava passando.
 Três frases foram colocadas em destaque na primeira folha da carta: "A Revolução não tem prazo e nem pressa"; "Não pedimos licença a ninguém para praticar atos revolucionários"; e "Não devemos ter medo de errar. É preferível errar fazendo do que nada fazer". Em torno de cada frase, todas de Carlos Marighela, o jovem tecia ilações próprias, tiradas de sua experiência revolucionária como ativo militante da Ação Libertadora Nacional (ALN).
 Ao mesmo tempo, lembrava-se das profundas transformações que ocorreram em sua vida e em seu pensamento, desde 1967, quando era militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e estudante de Sociologia Política da Universidade Mackenzie, em São Paulo. O "Pardal", como era conhecido, pensava casar-se com Maria Inês e já estava iniciando a montagem de um apartamento na Rua da Consolação.
 Naquela época, as concepções militaristas exportadas por Fidel Castro e Che Guevara empolgavam os jovens e Marighela surgia como o líder comunista que vociferava que os levaria à tomada do poder através da luta armada.
 Impetuoso, desprendido e idealista, largou o PCB e integrou-se ao agrupamento de Marighela que, no início de 1968, daria origem à ALN. Naquela manhã, a carta servia como repositório de suas dúvidas:
"Faço esses comentários a propósito da situação em que nos encontramos: completa defensiva e absoluta falta de imaginação para sairmos dela. O desafio que se nos apresenta no atual momento é dos mais sérios,na medida em que está em jogo a própria confiança no método de luta que adotamos. O impasse em que nos encontramos ameaça comprometer o movimento revolucionário brasileiro, levando-o, no mínimo, à estagnação e, no máximo, à extinção."
 Esse tom pessimista estava muito longe das esperanças que depositara nos métodos revolucionários cubanos. Lembrava-se de sua prisão, em fins de julho de 1968, quando fora denunciado por estar pretendendo realizar um curso de guerrilha em Cuba. Conseguindo esconder suas ligações com a ALN, em poucos dias foi liberado. Lembrava-se, também, da sua primeira tentativa para ir a Havana, passando por Roma, quando foi detido, em 16 de agosto de 1968, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Conduzido à Polícia do Exército, foi liberado três dias depois. Finalmente, conseguindo o seu intento, permaneceu quase dois anos em Cuba, usando o codinome de "Carlos". Aprendeu a lidar com armamentos e explosivos, a executar sabotagens e a realizar assaltos. Em junho de 1970, voltou ao Brasil, retomando suas ligações com a ALN.
 Em face de sua inteligência aguda e dos conhecimentos que trazia de Cuba, ascendeu rapidamente na hierarquia, passando a trabalhar junto à Coordenação Nacional. Foi quando, em 23 de outubro de 1970, um segundo golpe atingiu duramente a ALN, com a morte de seu então líder Joaquim Câmara Ferreira, o "Velho" ou "Toledo", quase um ano após a morte de Marighela. Lembrava-se que, durante cerca de 40 dias, ficara sem ligações com a organização. Premido pela insegurança, não compareceu a vários pontos, sendo destituído da Coordenação. Não estava concordando com a direção empreendida à ALN e escreveu, na carta, que havia entrado "em entendimento com outros companheiros igualmente em desacordo com a condução dada ao nosso movimento."
 No início de fevereiro de 1971, foi chamado para uma discussão com a Coordenação Nacional e, na carta, assim descreveu a reunião:
"Ao tomarem conhecimento de meu contato paralelo, os companheiros do Comando chamaram-me para uma discussão, a qual transcorreu num clima pouco amistoso, inclusive com o emprego, pelas duas partes, de palavras inconvenientes para uma discussão política. Confesso que fiquei surpreso com a reação dos companheiros por não denotarem qualquer senso de autocrítica e somente entenderem a minha conduta como um simples ato de indisciplina."
Não sabia, o jovem, que a ALN suspeitava que ele houvesse traído o "Velho".
 Com o crescimento de suas indecisões, não aceitou, de pronto, a função que lhe havia sido oferecida, a de ser o coordenador da ALN na Guanabara. Ao aceitá-la, após um período de reflexão, a proposta já fora cancelada. Foi, então, integrado a um "Grupo de Fogo" da ALN em São Paulo, no qual, até aquela manhã, participara de diversos assaltos. Seu descontentamento, entretanto, era visível:
"Fui integrado nesse grupo, esperando que, finalmente, pudesse trabalhar dentro de uma certa faixa de autonomia e aplicar meus conhecimentos e técnicas em prol do movimento. Aí permaneci por quase dois meses, e qual não foi a minha decepção ao verificar que também aí estava anulado... Tive a sensação de castração política."
 Não sabia, o jovem, que a ALN estava considerando o seu trabalho, no "Grupo de Fogo", como desgastante e "ainda somado à vacilação diante do inimigo", acusado de ter fugido da polícia quando estavam trocando as placas de um carro roubado.
 No final da carta, Sérgio, mantendo a ilusão revolucionária, teceu comentários acerca de sua saída da ALN:
"Assim, já não há nenhuma possibilidade de continuar tolerando os erros e omissões políticas de uma direção que já teve a oportunidade de se corrigir e não o fez. Em sã consciência, jamais poderei ser acusado de arrivista, oportunista ou derrotista. Não vacilo e não tenho dúvidas quanto às minhas convicções. Continuarei trabalhando pela Revolução, pois ela é o meu único compromisso."
 Ao pé da carta, assinava "Vicente" e não "Mário", codinome este que havia passado a usar depois de seu regresso de Cuba.
 Terminada a redação, pegou o seu revólver calibre 38 e uma lata cheia de balas com um pavio à guisa de bomba caseira e saiu para "cobrir um ponto" com o militante da ALN José Milton Barbosa ("Celio", "Castro", "Claudio", "Sargento"). Não sabia que seria traído. Não sabia, inclusive, que o descontentamento da ALN era tanto que ele já havia sido submetido -- e condenado -- por um pseudo "Tribunal Revolucionário".
 No final da tarde, procedendo às costumeiras evasivas, circulava pelas ruas do Jardim Europa, aristocrático bairro paulistano. Na altura do número 405 da Rua Caçapava, aproximou-se um Volkswagen grená, com dois ocupantes, que dispararam mais de 10 tiros de revólver .38 e pistola 9 mm. Um Gálaxie, com 3 elementos, dava cobertura à ação. Apesar da reação do jovem, que chegou a descarregar sua arma, foi atingido por 8 disparos. Morto na calçada, seus olhos abertos pareciam traduzir a surpresa de ter reconhecido seus assassinos. Da ação fizeram parte seus companheiros da direção nacional Yuri Xavier Pereira ("Joaozão"), Ana Maria Nacinovic Correia ("Marcela", "Betty", "Beth") e Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz ("Clemente", "Diogo", "Quelê", "Guilherme"), este último o autor dos disparos fatais.
 Ao lado do corpo, foram jogados panfletos, nos quais a ALN assumia a autoria do "justiçamento", do qual também participaram, na cobertura, Antonio Sérgio de Matos ("Hermes, "Uns e Outros"), Paulo de Tarso Celestino da Silva ("Cesar") e José Milton Barbosa.
 São sugestivos os seguintes trechos desse "Comunicado":
"A Ação Libertadora Nacional (ALN) executou, dia 23 de março de 1971, Márcio Leite Toledo. Esta execução teve o fim de resguardar a organização... Uma organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía, vacilações desta espécie, muito menos uma defecção deste grau em suas fileiras... Tolerância e conciliação tiveram funestas conseqüências na revolução brasileira... Ao assumir responsabilidade na organização cada quadro deve analisar sua capacidade e seu preparo. Depois disto não se permitem recuos... A revolução não admitirá recuos!"
O jovem não era "advogado" e nem se chamava "Sérgio Moura Barbosa", "Carlos", "Vicente", "Mário" ou "Pardal". Seu nome verdadeiro era Márcio Leite Toledo.
 Enterrado dias depois em Bauru, seu irmão mais velho, então Deputado Federal por São Paulo, declarou saber que ele havia sido morto pelos próprios companheiros comunistas.
F.  DUMONT

ISTO ELES, OS COMUNISTAS, CHAMAM DE JUSTIÇAMENTO. NÃO É ASSASSINATO? NÃO HÁ PENA DE MORTE NO BRASIL NEM NUNHUM TRIBUNAL OFICIAL MANDOU MATAR ALGUÉM.
MERECEM RECEBER DINHEIRO DO GOVERNO? SE MATARAM DEVERIAM SE ENCONTRAR NA CADEIA.
ISTO É TERRORISMO.
REPASSEM PARA O BEM DA HISTÓRIA DO BRASIL.

 GRUPO GUARARAPES
Doc. 29 - 2011


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Terça-feira, 01.03.11

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Terça-feira, 01.03.11

NÃO SOMOS CONTRA NINGUÉM. Justiça. Doc. nº 37 – 2011

NÃO SOMOS CONTRA NINGUÉM. Justiça. Doc. nº 37 – 2011
                Há atualmente um movimento político para que o Senhor Delúbio Soares volte ao seu antigo Partido. O GRUPO GUARARAPES fica a perguntar como pode haver tanta injustiça contra um homem. Vamos fazer uma análise do problema.
                O GRUPO GUARARAPES, é preciso que se diga, não é contra ninguém, a não ser os que são contra a Democracia no Brasil, os corruptos, os ladrões, e os deslavados bandidos de toda espécie. O Grupo luta desesperadamente pelo nosso País. Tudo seria mais fácil se cada cidadão cumprisse as nossas leis e defendesse a nossa Constituição. Veja-se que beleza ali se vê: Art. 37 - “A administração Pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados , do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE , PÚBLICIDADE E EFICIÊNCIA.....”.
Todo o problema em torno da pessoa do senhor Delúbio é que a coisa pública passou a ser privada. Os escândalos aparecem aos borbotões e nada é resolvido, ficando impunes os infratores da Lei. O Mensalão envolve 40 criminosos, na palavra do Procurador Geral da República, que seguem livres em atividade política e só aquele cidadão ainda não se reintegrou à vida partidária? Por que só ele? FALE SENHOR DELÚBIO E SALVE O BRASIL!
Será que o presidente do Partido, na época, não sabia do que se passava? Será que todos não deveriam ser expulsos e não só o Delúbio? Será que este presidente  pode ser assessor de um ministério porque perdeu a eleição e o senhor Delúbio não pode exercer função política?
Onde está o espírito de justiça? Acredita o GRUPO que a Política é a luta pelo Poder para criar as melhores condições possíveis para o seu País. É a busca do bem comum. Como vamos levar o nosso querido Brasil ao 1º mundo se os nossos dirigentes não fazem Justiça dentro do seu próprio partido político. Política é arte de governar e não a arte de roubar ou outras coisas mais. FALE SR DELÚBIO!
É triste os jornais gastarem tinta por causa de problema igual a esse.  Estamos com mil e uma dificuldades e o senhor Delúbio, que não falou no depoimento da CPMI, parece ser uma figura que ameaça  falar e tudo é preciso fazer para que fique calado. Oh tristeza e tanta pobreza de espírito na política brasileira! FALE SENHOR DELÚBIO PARA SALVAR O BRASIL!
Só um lembrete. Roma caiu porque a sua sociedade apodreceu. Maria Antonieta foi guilhotinada porque a sociedade francesa apodreceu. Nicolau II e a família foram fuzilados por causa dos Rasputins. STALIN morreu na cama por mandar matar todos os seus amigos e inimigos e o regime da URSS ruiu porque a sociedade russa faliu. Será que vamos assistir ao mesmo no Brasil? Será que os Catilinas irão destruir a nação Brasileira?
BRASILEIROS! Sejamos dignos de RUI BARBOSA. Ele escreveu: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. VAMOS REAGIR E SALVAR A NAÇÃO!
VAMOS REPASSAR! A INTERNET É A NOSSA ARMA!
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58  93. Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza . Somos 1.780 civis – 49 da Marinha -  474 do Exército – 51 da Aeronáutica; 2.354. In Memoriam 30 militares e dois civis.  Batistapinheiro30@yahoo.com.br. WWW,fortalweb.com.br/grupoguararapes. 01-03-2011
     
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Terça-feira, 01.03.11

ASSASSINATO DO SEGUNDO SARGENTO DA PMSP ANTÔNIO APARECIDO POSSO NOGUERÓ

ASSASSINATO DO SEGUNDO SARGENTO DA PMSP
ANTÔNIO APARECIDO POSSO NOGUERÓ 


Matéria pesquisada e editada por Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra

No dia 20 de fevereiro de 1970,  quatro policiais militares quando  investigavam o roubo de um carro, chegaram a uma casa na região de Atibaia. Nem desconfiavam que aquela casa era, na verdade, um "aparelho" da VPR.
 
                                                               Antônio Raimundo Lucena

 Lá moravam Raimundo Lucena, sua mulher Damaris Lucena e seus três filhos menores. Levavam a vida de uma família, aparentemente, comum - os filhos no colégio, Damaris saindo com frequência e Lucena, recluso, mais dedicado em manter os fuzis em bom funcionamento.

O movimento de carros na casa chamava atenção dos vizinhos, mas a própria Damaris declarou, em entrevista a Luiz Maklouf Carvalho, no livro Mulheres que foram à luta armada  "Ate hoje eu não sei direito como a casa caiu . Não sei se delataram ou se a polícia estava atrás de bandidos".  Sei que o aparelho era fechado, pouca gente tinha conhecimento dele. É possível que a ligação com a questão política tenha sido feita depois"

Um dos quatro policiais militares bateu na porta . Foram atendidos por Damaris. Pediram que chamasse seu marido. Lucena veio até a porta  vestindo a camisa,  já sabendo por Damaris que era a polícia.

Os policiais pediram os documentos do carro.  Lucena disse que iria buscá-los. Como o carro fora roubado pela VPR, evidentemente, estava em situação ilegal. Além do mais , segundo Luiz Maklouf de Carvalho, no aparelho estavam guardadas boa parte das armas que o capitão Lamarca roubou de Quitaúna. A família era toda envolvida com a luta armada . Ariston Lucena, o filho mais velho, já estava na área de treinamento que estava sendo montada por Lamarca no Vale da Ribeira.

Segundo relato de  Damaris  a  Maklouf,   "Os FAL que estavam lá em casa tinham que ir pro Vale - e era eu que fazia esse serviço. Tinha muita arma lá em casa. Só de bala dava uma caixa de 500 quilos (...) os contatos era o Mario Japa  e o Monteiro(...) Sabia que era arriscado - mas eu fazia com gosto.(...)"

 Era portanto um "aparelho" da VPR dos mais importantes. Lá foram encontrados: material cirúrgico, 11 FAL, 24 fuzis, 4 metralhadoras, 2 carabinas, 2 espingardas, 1 winchester, explosivos e cartuchos diversos.

No depoimento de Damaris Lucena a Luiz Maklouf Carvalho,  também está registrado o seguinte:Tinha um FAL por cima da mesa, coberto, que ficava sempre à mão. O Doutor pegou o FAL e atirou.”

Observação: Doutor, era o codinome de seu marido.

Temendo ser preso, Lucena decidiu reagir. Disparou uma rajada de fuzil nos policiais, matando instantaneamente o sargento PM Antônio Aparecido Posso Nogueró e ferindo gravemente o segundo sargento Edgar Correia da Silva. Os outros dois policiais reagiram. Lucena foi morto e Damaris presa.

  As crianças, depois de várias tentativas de colocá-las em abrigos, onde não eram aceitas porque os responsáveis tinham medo de que um comando tentasse resgatá-los ( palavras de Kito Lucena - 9 anos na época,  no mesmo livro)  acabaram abrigados na FEBEM.

 Em pouco tempo, houve o sequestro do Cônsul japonês e Damaris e seus filhos, juntamente com outros quatro terroristas, inclusive Mario Japa, foram enviados para o México.
No pedido dos sequestradores os filhos de Damaris encabeçavam a lista. Passaram 10 anos em Cuba, voltando ao Brasil depois da Lei de Anistia.

  Com o tempo, as histórias vão mudando

A folha de São Paulo de 14/01/2010 , sob o título de: Comissão de Anistia  indeniza filhos de políticos exilados  publica:
(...) "Ao todo, 16 processos foram julgados e deferidos ontem, como o da jornalista Angela Lucena, 43. Ela e os dois irmãos viram, ainda crianças, o pai ser assassinado com um tiro na cabeça.
  
 Damaris Lucena, mulher de Antônio 
 Raimundo Lucena, foto da Revista ISTO É
Passaram cerca de dez anos com a mãe, Damaris Lucena, no exílio em Cuba. "Não somos pessoas amargas, mas é preciso não esquecer que existiu tortura neste país", disse"!


Damaris Lucena, mulher de Antônio  Raimundo Lucena, foto da Revista ISTO É

Já na reportagem publicada pela revista ISTO  É , de 10/12/2010 consta o seguinte a respeito da morte de Lucena:
" O documento do IML obtido por ISTOÉ, que comprova que os restos mortais de Lucena estão em Vila Formosa, é o de número 865/70. A requisição de seu exame foi encaminhada com a palavra “Terrorista” escrita ao alto, em letras grandes, grifada, circulada e cercada por quatro traços. Quem caprichou foi o delegado Jair Ferreira da Silva. Ele escreveu que Lucena morreu em tiroteio. O IML atestou que a causa mortis foi “anemia aguda”.
O que queriam os autores da reporgem da revista ISTO É? Que os companheiros da equipe do Sargento Nogueró não reagissem? Ninguém nega que Lucena foi abatido a tiros depois de matar com uma rajada de fuzil, um sargento e ferir outro.  A um leigo parece que a causa da morte, por anemia aguda, se enquadra , perfeitamente, com o que se passou naquele 20 de fevereiro. Por que  o espanto da revista  quanto ao que o delegado Jair Ferreira da Silva escreveu, quando afirmou que Lucena  foi morto num tiroteio? Não foi isto que aconteceu? Por que a revista não cita os  nomes dos dois sargentos atingidos por Lucena?
Segundo ainda a mesma reportagem o documento do IML que comprova que os restos mortais de Lucena estão em Vila Formosa é o de número 865/70. Portanto Lucena não foi enterrado clandestinamente. Talvez, por força da lei, tenha sido enterrado com o nome falso que usava.
Fontes:
Orvil
Ternuma
Revista ISTO É
Folha de São Paulo
A Verdade Sufocada - Carlos Alberto Brilhante Ustra 
Mulheres que foram à luta armada - Luiz Maklouf Carvalho

PARABENS SENHORA Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra.
PR (12-17): “QUEM DIZ A VERDADE PROCLAMA A JUSTIÇA, MAS A TESTEMUNHA FALSA DIZ MENTIRAS”.
O GRUPO GUARARAPES REPASSA O DOCUMENTO
PARA QUE A  VERDADE SEJA SEMPRE CONHECIDA. 
REPASSE, POR FAVOR!


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Terça-feira, 01.03.11

RADICALISMO doc. nº 23 – 2011

RADICALISMO  doc. nº 23 – 2011
             Cada dia que passa, mais a esquerda se torna radical nos seus pontos de vista. Pode-se dizer que é normal, pois o PODER torna as pessoas cegas; que não pensam e, sim, consideram qualquer ente que pense diferente como inimigo.
Quem conhece um pouco de história sabe que os expurgos nos regimes comunistas foram maneiras encontradas, dentro do RADICALISMO, pregado por eles, para matar ou afastar seus pseudo-inimigos da disputa do PODER. Para não se perder muito tempo, basta citar o caso de TROTSKI, que acabou morto a mando de Stalin, cujo assassino – RAÒN MERCADER  -tem um lugar de honra no museu da KGB e foi condecorado com a MEDALHA HERÓI DA UNIÃO SOVIÉTICA.
            Aqui, no Brasil, tivemos e temos o mesmo RADICALISMO. Em 1935, mataram companheiros dormindo, estupraram e outros crimes cometeram para implantar a DITADURA DO PROLETARIADO. Eles gritam, esbravejam, e caluniam e mentem imputando a autoria a algum país amigo que possa encontrar-se no campo contrário às suas idéias. Eles vieram em 35 com americano, russo, alemão, argentino, ucraniano; todos pagos com dinheiro da URSS e ainda falavam que PRESTES era o cavaleiro da esperança. Ele,  que chegou ao Brasil para matar.
            Em 1964, derrotados pelo povo Brasil na rua, partem para a luta armada apoiados por CUBA, CHINA, ALBÂNIA, etc. Fazem curso de guerrilha nestes países. Voltam para matar, roubar, assassinar, inclusive seus ex-amigos; e batem palmas para estas ditaduras e gritam, depois, que queriam restabelecer a democracia. Mentem descaradamente.
            Chegam ao PODER e o RADICALISMO presente. A quem defendeu a democracia chamam de torturadores e eles que jogaram bombas e mataram inocentes são guindados ao pedestal dos heróis. Os criminosos daqui são as figuras de assassinos de Che Guevara e Ramón Mercader no mundo do crime. Bandido condenado pelo PODER LEGAL ITALIANO à prisão perpétua  é herói no governo corrupto e de esquerda no Brasil. O esquerdista que mata é herói. O PODER LEGAL ITALIANO é criminoso e o bandido BATTISTI HERÓI.
            Veja o que foi escrito pelo senhor Vladimir Safate na Folha de SP (11-01-11): “os resistentes franceses não foram considerados criminosos, mesmo tendo perpetrado sabotagens e ações violentas contra outros franceses, colaboradores do nazismo”. MEU DEUS DO CEU! Os “marquis” lutavam contra os invasores de sua Pátria. Lutavam pela LIBERDADE DA FRANÇA. Aqui no Brasil eles praticavam os mais variados crimes para implantarem a DITADURA DO PROLETARIADO, tipo CUBA.  São os próprios companheiros, da  época, como Ferreira Goulart  e Aarão Reis que afirmam.
            Esta afirmação sem sentido do senhor SAFATE merece perguntas: “já tivemos ANISTIA EM CUBA”? Se lutam por liberdade por que têm presos políticos por lá?
            O RADICALISMO LEVA À CEGUEIRA! A CEGUEIRA POLÍTICA, DA ESQUERDA OU da DIREITA, (HITLER, STALIN, MAO, FIDEL, SALAZAR, FRANCO, MUSSOLINI ETC) leva à mortandade. Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel, João Figueiredo defenderam a Democracia, combatendo o comunismo ateu. 
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ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58  93. Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza . Somos 1.769 civis – 49 da Marinha -  474 do Exército – 51 da Aeronáutica; 2.343. In Memoriam 30 militares e dois civis.  Batistapinheiro30@yahoo.com.br. WWW,fortalweb.com.br/grupoguararapes.       21 – 02 2011
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Terça-feira, 01.03.11

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Terça-feira, 01.03.11

NOSSO COTIDIANO



NOSSO COTIDIANO

Nosso cotidiano obscurece a cada dia que passa, a situação da população fica cada vez mais difícil de ser controlada, visto que a criminalidade avança a passos largos, a miséria se insere no âmbito de famílias cada vez mais carentes, os deslizes dos políticos crescem assustadoramente transparecendo que ninguém quer nada. Os desmandos são grandes, as obras públicas são infindáveis e ninguém fiscaliza as obras superfaturadas, tem gestor enricando com licitações viciadas, a sujeira daninha se espalha em torno da cidade, buracos homéricos crescem no dia a dia, o percentual de saneamento básico é ínfimo e perguntamos: para onde está indo a arrecadação com os criminosos impostos que pagamos? Uma bela pergunta que requer uma resposta positiva.

Cid Gomes precisa sair 6 meses antes para Ciro Gomes concorrer, é o nepotismo político campeando em nosso estado. A possível saída do Governo seis meses antes do prazo mexeria com a política do Ceará e fortaleceria o vice, Domingos Filho, para a sucessão estadual. Movimentação teria intenção de eleger Ciro Gomes senador. São as velhas manobras políticas para favorecer os mesmo. É dose cavalar ter que aguentar isso todos os anos, pois a psicosfera política brasileira não muda e em consequência os desmandos aumentam, a corrupção cresce juntamente com o apadrinhamento político.

Governo do estado do Ceará - não paga indenizações a ex-perseguidos desde 2009. Estado deve R$ 640 mil a perseguidos pela ditadura militar. Esse caso já virou novela e tem gente querendo ganhar dinheiro fácil, pois do outro lado à baixa foi muito maior, e não tem ninguém reclamando indenização. Ah! Brasil. Os corruptos e corruptores devolveram o que afanaram da nação? Ninguém devolveu nada. Seria o caso da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entrar com ação para que a justiça seja mais rigorosa com políticos desonestos? Fica no ar a indagação. China alerta a chamados para manifestações.

O governo chinês coibiu manifestações convocadas via Internet. Esquema de segurança foi usado para reprimir protestos semelhantes aos do mundo árabe. Depois de manifestações iniciadas na Internet terem provocado a queda de regimes autoritários no Egito e na Tunísia, ativistas chineses tentaram usar a rede. Descoberto o plano, o governo chinês se antecipou a possíveis ameaças. Morre Moacyr Jaime Scliar, ícone da literatura brasileira. Escritor havia sofrido um AVC na madrugada de 16 de janeiro, depois de passar por cirurgia, em Porto Alegre, cidade onde nasceu.

Carnaval já vem fazendo vítimas. Acidente com trio elétrico deixa mortos e feridos no sul de Minas Gerais.  Segundo O Corpo de Bombeiros, cabo de energia partido bateu no tri elétrico. Feridos são atendidos no hospital da cidade. Todo cuidado com o carnaval desse ano que pode ser o mais violento da história. O acidente com um trio elétrico em Bandeira do Sul (MG), a 427 km de Belo Horizonte, deixou ao menos 15 pessoas mortas e 50 feridas. Minha Casa, Minha Vida – Programa terá corte de R$ 5 bi. A ministra Miriam Belchior, do Planejamento, ressaltou que mesmo com o corte no orçamento do programa este ano, o Minha Casa, Minha Vida em 2011 está R$ 1 bilhão maior do que no ano passado.

A justificativa apresentada pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior para os cortes foi o fato de que a segunda parte do Minha Casa, Minha Vida, não ter sido ainda aprovada pelo Congresso Nacional (Fontes Jornal O Povo). Oposição na Líbia controla campos de petróleo. No 15º. Dia de uma revolta sem precedentes, Kadhafi e suas forças controlam Só Trípoli e o entorno da capital. Os opositores criaram um Conselho Nacional Independente. A União Europeia (EU) aprovou um embargo de armas. Ante a pressão crescente da comunidade internacional por sua saída, Muamar Kadhafi, no poder há mais de 40 anos, mostra-se inflexível, criticando as sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) e garantindo que a Líbia está “completamente calma”. Lésbicas pedem pensão de doador de esperma.

Duas lésbicas estão exigindo pensão alimentar de um alemão que doou o esperma com que puderam conceber um filho, segundo a revista Der Spiegel. Klaus Schröder, professor de 52 anos residente no Palatinado, fez a doação do esperma há cinco anos para um casal de lésbicas que colocou um anúncio num jornal. O mundo anda em crise e violência é uma constância. Oposição bloqueia Senado; príncipe comemora calma em Bahrein. Emendas – Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (Dnocs) e Dnit são os mais prejudicados.

O detalhamento dos cortes atingiu o Ceará com a perda de R$ 92,7 milhões. Dentre as emendas vetadas está a previsão de R$ 30 milhões para a manutenção de perímetros irrigados. Suspensos concurso e contratações. O Governo Federal também pretende centralizar autorizações de diárias e passagens como forma de controlar os gastos com a máquina pública. Trânsito livre. Infrações mesmo com fiscalização. Mesmo com Operação Trânsito Livre, a população segue estacionando errado. Foram 175 veículos removidos e 1.375 multas em 21 dias. E a fiscalização e controle no trânsito inexiste e os engarrafamentos aumentam vertiginosamente, enquanto guardinhas ficam batendo papo próximo a semáforos.

O dinheiro é o diabo do mundo atual, ele consegue tudo: comprar os votos políticos, comprar o corpo de uma mulher, trair os amigos sinceros, reverter segredos, e matar o inimigo. Pense bem. Seja livre! Não se deixe comprar. O seu rosto revela sua simplicidade, sua vida. Deixar-se enganar é perigoso. Deus não fez o dinheiro, mas deu ao homem inteligência suficiente, para ganhá-lo honestamente, mas parece que o homem desconhece Deus e quer levar vantagem em tudo, principalmente a financeira. Nunca fale mal dos outros, e poucos falarão mal de você. (Frei Patrício Sciadini). Pense Nisso!


ANTONIO PAIVA RODRIGUES- MEMBRO D ACI- DA ALOMERCE- DA UBT- DA ACE- DA AVSPE- DA AOUVIR/CE


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