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PAIVAJORNALISTA

Esse blog tem uma finalidade muito importante, isto é, levar aos conhecimentos dos leitores e amigos os mais diversos assuntos relacionados com o nosso dia a dia. Crônicas, Artigos, Poemas, Poesias, Atualidades, Política entre outros.



Sábado, 22.01.11

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Sábado, 22.01.11

TIRIRICA - CACHAÇA – MENSALÃO Doc nº 4 - 2011

TIRIRICA - CACHAÇA – MENSALÃO  Doc nº 4  - 2011
                Terminada a eleição, os falsos moralistas, os enganadores do povo caíram em cima do pobre TIRIRICA. Ele é só um palhaço que faz ri o povo analfabeto do nosso País. Não consta que frequente as altas rodas da safadagem política brasileira. Por esperteza o colocaram como candidato e o povo O ELEGEU.
                Veio a grita. Não pode. È analfabeto. Tem que fazer prova escrita e oral; e lá teve o TIRICA que escrever os seus garranchos. Não serviu. Os moralistas gritam: é a lei. O procurador esbraveja: vamos fazer outra prova. E o pobre do TIRIRICA, QUE É ANALFABETO POLÍTICO, mas um bom palhaço, vai chegar à Câmara Federal, onde os doutos criam leis, não para defender a sociedade e sim para defender muito deles que não prestam.
                Os nossos leitores talvez não tenham conhecimento que um deputado apresentou um PEC, apoiado por outros deputados, conforme reportagem da GLOBO, determinando que a cesta básica brasileira tenha um litro de cachaça. Não é um palhaço como o pobre do TIRIRICA, mas faz o povo brasileiro de palhaço. Quem é pior: o analfabeto TIRIRICA OU O DEPUTADO DA CACHAÇA?
                Na propaganda do TIRIRICA VIMOS: VOTE NO TIRIRICA, POIS PIOR NÃO FICA. Um dito de sabedoria profunda. Será que aqueles que absolverem os ladrões do MENSALÃO, que sabiam escrever, não são piores do que o TIRIRICA? E os que se elegeram na atual eleição, mas fazendo parte da QUADRILHA DO MENSALÃO - o que são?
                A JUSTIÇA partiu para cima do TIRIRICA e os ladrões não são piores? Isto é hipocrisia, Impostura, fingimento, simulação, falsidade.
                A sociedade brasileira ri do pobre do TIRIRICA e bate palmas para ladrões refinados. Tem senador eleito que não pode comparecer a uma reunião social com medo de ser chamado de ladrão. A JUSTIÇA SABE? Sabe.
SOCIEDADE BRASILEIRA! ERASMO DE ROTERDÃ JÁ AFIRMAVA: “GUARDA-TE CONTRA A FALSIDADE DOS ADORADORES”.
NÃO É PRECISO DIZER MAIS NADA! O TIRIRICA É UM SANTO NA FRENTE DOS CACHACEIROS E DOS MENSALEIROS. VIVA O POBRE DO TIRIRICA.
VAMOS REPASSAR! A INTERNET É A NOSSA ARMA!       
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58  93. Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza . Somos 1.762 civis – 49 da Marinha -  474 do Exército – 50 da Aeronáutica; 2.335. In Memoriam 30 militares e dois civis.  Batistapinheiro30@yahoo.com.br. WWW,fortalweb.com.br/grupoguararapes.      18/01/2010
INDIQUE AMIGOS QUE QUEIRAM RECEBER NOSSOS E-MAILS. OBRIGADO



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Sábado, 22.01.11

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Sábado, 22.01.11

Desafiando o Rio-Mar – Comunidade Mauari/Itacoatiara

Desafiando o Rio-Mar – Comunidade Mauari/Itacoatiara

Hiram Reis e Silva, Itacoatiara, AM, RS, 01 de janeiro de 2011.

“Em cada margem que passa
Outra estou a conquistar
O futuro não se teme
Quando se está a amar”.
(Ana Paula Filipe)

- Partida para Mauri (24 de dezembro de 2010)

Acordei às cinco horas e me preparei para uma rápida jornada que eu pretendia encerrar antes das onze horas na Comunidade Novo Horizonte, localizada na foz, a jusante, do Paraná da Eva, a apenas 56 quilômetros de distância. Os botos tucuxis por várias vezes evoluíram graciosamente nas proximidades do caiaque, proporcionando momentos de puro encantamento. Volta e meia o foguetório quebrava a tranquilidade que me cercava, anunciando os festejos natalinos. As águas continuavam calmas e consegui manter a média de 6 nós (aproximadamente 11 km/h). Fiz uma parada para descanso na Ilha Juara a Sudeste da Ilha Grande da Eva, onde um bando de aproximadamente doze alegres botos tucuxis pescavam; imediatamente o Comandante Mário determinou que o Vieira Lopes viesse, com a voadeira (barco de alumínio), verificar se havia algum problema.

Chegamos antes das onze ao destino original, mas o Comandante do Piquiatuba, Soldado Mário, achou melhor buscar um porto mais seguro à jusante. Depois de navegarmos alguns quilômetros ele decidiu lançar a voadeira com seu motor de 40HP para agilizar o reconhecimento e, finalmente, localizou um porto adequado na foz do pequeno igarapé Mauari. Cheguei à comunidade por volta das 12h30 depois de navegar mais de 70 quilômetros, por sete horas.

- Porto do Mauari

A foz possuía profundidade adequada para abrigar a grande embarcação de apoio, a montante e à jusante o porto era protegido por curiosos paredões de pedra que abrigavam um aprazível balneário de areias brancas. Depois da rotina de cuidar do caiaque, lavar a roupa e tomar um bom banho a bordo fomos visitar o professor Beque, um dos líderes da comunidade, que autorizara nossa aportagem.

- Professor Beque, o Forest Gump do Mauari

O professor de 53 anos fez curso de magistério, marítimo da marinha mercante e auxiliar de saúde que é muito empregado em apoio aos membros da Comunidade do Mauari. Beque relatou que a Comunidade foi formada por descendentes do Capitão Mariano Teixeira que fugiu de Portugal quando Napoleão Bonaparte declarou guerra aos lusitanos e se radicara no Mauari, Costa do Amatari. O professor amazonense afirma que é produto da miscigenação de portugueses da família Quirino com índias da etnia Mura e que cada patriarca tinha duas ou três esposas fazendo com que a descendência crescesse rapidamente.

Beque relata que: “a Fazenda Muari é um local bonito e pitoresco. Na foz do igarapé temos uma laje de pedra de ambos os lados e no centro uma praia que é usada como balneário. Na ponta da laje de jusante existe uma formação que lembra um rosto feminino e é conhecida como Maria Mococa. Em uma oportunidade veio um pessoal de Manaus e uns amigos depois de tomarem umas ‘geladas’ foram até a praia e não retornavam. A esposa de um deles, ansiosa, me perguntou se havia algo interessante na beira para que o marido demorasse tanto e se havia alguma coisa que pudesse pegá-lo. Respondi que tinha uma mulher de pedra e ela entendeu que tinha uma mulher nas pedras e ficou cheia de ciúmes. Notando sua aflição disse que não havia nenhum problema porque a mulher não tinha coração e era dura de roer porque é uma mulher de pedra. Ela desceu comigo até a praia e ao identificar a pedra da Maria Mococa a começou a rir”.

- Passeio pela Comunidade do Mauari

Depois de um bom banho no balneário e garantir os peixes para a ceia de Natal, acompanhamos o professor no seu périplo pela comunidade onde conhecemos seus membros mais antigos e a enorme plantação de acerolas. A tripulação se animou, momentaneamente, em participar das comemorações natalinas ou dos folguedos pagãos, mas reconheceram que isso não seria possível tendo em vista de que teríamos de partir às cinco da manhã.

- Partida para Itacoatiara (25 de dezembro de 2010)

Quando desci, às cinco horas, para o convés inferior, a tripulação já estava a postos, fiz um rápido lanche e colocamos o caiaque n’água. Ao contrário dos demais dias, o vento de proa e o banzeiro prejudicaram, durante toda a jornada, minha progressão. Havíamos decidido manter a rota pela margem esquerda do Amazonas percorrendo o Paraná da Trindade (Cumaru) ao norte da Ilha do mesmo nome que desvia as águas do Madeira pela margem direita do Amazonas ao longo da Costa do Arapará. A opção tinha a vantagem de ser mais curta embora mais lenta. Continuei a navegação sempre enfrentando o vento de proa e ondas que alcançavam meio metro de altura, nada que prejudicasse a estabilidade do formidável Cabo Horn (caiaque). Por volta das 7h30, logo na entrada do Paraná Cumaru, depois de navegar 18 km, por quase duas horas, avistei uma interessante ponte de ferro em arco sobre o Igarapé Nossa das Graças, aproveitei para fazer uma parada para descansar e fotografá-la. Hidratei-me comi uma banana e uma maçã e voltei para a água. Naveguei para o talvegue do Paraná. Os ventos continuavam prejudicando o deslocamento, apontei a proa diretamente para a Ilha Benta, ia fazer uma parada na face norte de suas areias. Aportei na Ilha Benta, às 9h20, depois de navegar 16 km, observei o Piquiatuba estacionado a 3 km a jusante da foz do Rio Urubu realizei meus procedimentos de rotina e retornei para o rio para meu lance final.

Notifiquei à equipe de apoio a respeito de minha rota, enchi o cantil com refrigerante e parti. Logo que adentrei nas águas oriundas do Rio Madeira encontrei troncos arrastados pela correnteza deste formidável afluente da margem direita do Amazonas. Até então eu não havia encontrado nas águas do Amazonas vestígios desse material já que o Solimões, nesta época, não tinha correnteza suficiente para arrastar os troncos encalhados nas margens ou areais do seu leito. Itacoatiara era perfeitamente visível a mais de 20 km de distância, piquei a voga, mas não adiantou muito, a velocidade dos ventos e a altura das ondas aumentaram de volume. Aportei no Piquiatuba às 12h12 depois de navegar aproximadamente 70 km. Estabeleci os contatos necessários com o pessoal de terra e permaneci a bordo até a tarde de 26 colocando em dia o material colhido ao longo do caminho.


Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
E–mail: hiramrs@terra.com.br

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Sábado, 22.01.11

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Sábado, 22.01.11

Desafiando o Rio-mar - Partida para Oriximiná

Desafiando o Rio-mar - Partida para Oriximiná

Hiram Reis e Silva, Oriximiná, PA, 13 de janeiro de 2011.

“O Rio Trombetas, que Acuña denomina Cunuris, e na língua geral é Oriximiná, não foi ainda navegado até as suas cabeceiras, porque numerosas e altas cataratas se contrapõem aos viajantes, que lhes vão procurar nos arredores a salsaparrilha e o cravo-do-maranhão. Acima das cachoeiras, dizem que o Rio corre através de campos. A sua bacia inferior é tão plana, como a dos demais afluentes do Amazonas, e comunica-se a ele por um furo Ocidental com o seu vizinho Rio Neamundá (Nhamundá, Iamundás). Até a foz Oriental deste último, calculam os navegantes em seis léguas a distância, que percorremos num dia.
 (Johann Baptist Von Spix e Carl Friedrich Philipp Von Martius. - 1819)

- Partida para Oriximiná (14 de janeiro de 2011)

Fui dormir cedo na véspera da partida, pois havia marcado minha partida para as 4h30 (horário do Pará). O enorme Estado do Pará possui apenas um fuso horário e como o município de Juruti se encontra no extremo oeste dele, isto significava que eu pretendia navegar em torno de duas horas à noite em uma área totalmente desconhecida. Instalei minha lanterna de cabeça e parti na hora marcada. O porto de Juruti é muito concorrido e isso exigia medidas adicionais de segurança. Segui a corrente pelo Paraná de Juruti procurando ficar próximo da Ilha de mesmo nome evitando a rota tradicional das demais embarcações. Como sempre os banzeiros estavam presentes sem dar trégua. Depois de contornar a ilha eu tinha de seguir rumo norte atravessando o canal onde trafegam os grandes navios. Chamei pelo rádio o Sargento Barroso e pedi que ele me ultrapassasse para que eu seguisse na sua esteira. Pretendia aproveitar a luz do holofote de popa para avistar as marolas marotas que surgiam de todos os lados. O Piquiatuba parou de repente para aguardar um grande navio que passava rumo a Manaus. Passados alguns minutos continuamos nossa jornada e pedi que avisassem ao piloto que mantivesse a velocidade de quatro nós (7,2 km/h). Só mais tarde soube que não dispunham de nenhum medidor de velocidade a bordo e apesar da Rosângela informar, insistentemente, o piloto de que eles estavam se distanciando demais de mim nada foi feito até a primeira parada. Embora eu tenha mantido um ritmo bastante forte, de 5 a 6 nós eu não estava conseguindo seguir na esteira da embarcação de apoio e, em consequência, não podia aproveitar as luzes do holofote trazeiro.

O banzeiro diminuiu e, finalmente, consegui manter a estabilidade do caiaque e me comunicar com o piloto determinando que ele parasse para me abastecer de líquido e tratar da forte dor muscular no trapézio. Estava começando a clarear no horizonte e determinei que a partir daquele ponto o Piquiatuba deveria me seguir. Agora já se podia avistar, com alguma dificuldade, a silhueta da ilha de Santa Rita que eu deveria contornar antes de penetrar no Paraná de Cachoeiri ao Norte dela. Entrei no Cachoeiri, às 7h30, e verifiquei que o Paraná possuía uma correnteza forte graças à sua grande profundidade, em torno dos 40 metros. Às 10h45 avistei o Rio Trombetas, rumei para a margem esquerda do Paraná para facilitar sua abordagem. Colado na margem procurei diminuir o ritmo das remadas economizando energia para atravessar o belo afluente do Amazonas. Felizmente o Trombetas ainda estava muito baixo e não tive qualquer dificuldade em passar para sua margem esquerda. Chegamos ao Porto de destino, às 11h15, e depois de um banho ligamos para o irmão Capitão Marcelo, comandante da Polícia Militar em Juruti. Mais uma vez os irmãos da PM demonstraram sua disposição em nos ajudar e conseguimos graças aos seus contatos ficar hospedados gratuitamente no excelente Oriximiná Hotel, administrado pela senhora Kátia Maria Feijão Ribeiro.

- Visita ao Lago Iripixi (15 de janeiro de 2011)

“A natureza é nossa, nós temos que preservá-la. As pessoas não têm a consciência de coletar seu lixo e isso é prejudicial. Aqui a gente não vê mais o boto, muitos peixes já sumiram”. (Dinéa Machado)

Às nove horas abastecemos a voadeira e seguimos rumo ao Lago Iripixi. As areias brancas e as águas limpas do Lago são convidativas. Conversamos com populares, visitamos o belo Parque de Exposições José Diniz Filho e tomamos um revigorante banho no Lago. Infelizmente a beleza da natureza é ameaçada com a poluição irresponsável de quem não se preocupa com o meio-ambiente. Cacos de vidro, plásticos e outros detritos maculavam aquela bela obra da natureza que estava sendo corrompida graças à sua proximidade com o núcleo urbano.

- Tour em Oriximiná

À tarde o Mário conseguiu um veículo com um amigo, o que nos permitiu conhecer a bela cidade. O ponto mais marcante foi, sem dúvida, a Praça do Centenário idealizada pelo ex-prefeito de Oriximiná: Raimundo José Figueiredo de Oliveira (1975/1985). Criada com o objetivo de comemorar os 100 anos de Oriximiná a Praça foi totalmente remodelada pelo Prefeito Luiz Gonzaga Viana Filho e inaugurada em dezembro de 2003. Um projeto arquitetônico inovador e harmonioso que incluiu espelhos d’água em diversos níveis onde repousam enormes tambaquis.

- Tudo Justo e Perfeito

“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre”. (Salmo 133)

Os caros irmãos da Loja Maçônica Vitória Régia convidaram a mim e ao Teixeira para um fraternal bate-papo. O convívio fraternal foi acompanhado de muitas histórias, lendas e boa música que reproduziremos em artigos futuros e no próximo livro.

- Visita ao Lago Caipuru e ao Rio Cuminá (16 de janeiro de 2011)

“Recebo carta amiga contando a morte de Gastão CRULS (...) Imagino a saudade com que todos estão recordando aqueles convites para a Rua Amado Vervo, na pequena casa decorada com lembranças da viagem ao Amazonas, o sorriso enternecido à lembrança de suas brincadeiras, que tinham um perfume de meninice, de primeiro-de-abril antigo - os presentinhos anônimos, os cartões disparatados que deixavam risonhos e intrigados os seus destinatários”. (Rachel de Queiroz - Revista O Cruzeiro - 29 de Agosto de 1959)

Às dez horas partimos de voadeira rumo ao Lago Caipuru. As raízes retorcidas da vegetação de várzea me fizeram lembrar Mamirauá. Descemos nas belas praias e registramos suas imagens para a posteridade. Partimos, então, para o Cuminá. A simples lembrança de que Rondon ali estivera, acompanhado de Gastão Cruls, fazia com que a emoção tomasse conta de todo o meu ser. A decisão de Cruls de abandonar os livros de lado e se embrenhar definitivamente na Hiléia para vivenciá-la tinha muito a ver com minha decisão de levar adiante o Projeto Aventura desafiando o Rio-mar.

Gastão Cruls, filho de Dr. Luís Cruls, foi médico sanitarista, geógrafo, astrônomo e romancista, nasceu na Cidade do Rio de Janeiro, em 4 de maio de 1888, e nela faleceu a 7 de junho de 1959. Formou-se em Medicina em 1910, especializando-se em medicina sanitária. A partir de 1926 dedicou-se exclusivamente à literatura. De 1931 a 1938 dirigiu a revista literária Boletim de Ariel. Suas obras procuravam retratar a vida brasileira, em especial a realidade Amazônica. Seu romance “A Amazônia Misteriosa” (1925), baseado nas mitológicas Amazonas, foi transformado em filme em 2005, com o título de “Um Lobisomem na Amazônia”. A sua obra embora tenha como cenário a região Norte do país, era ainda desconhecida pessoalmente pelo autor. Em 1928, Cruls resolveu conhecê-la pessoalmente acompanhando a expedição do General Rondon, que subiu o Rio Cuminá até os campos do Tumucumaque nos anos de 1928 e 1929. A viagem iniciou a 13 de setembro de 1928 e, Cruls retornou após ter chegado aos campos situados ao Sul da cordilheira do Tumucumaque, seguindo o conselho de Rondon, enquanto esse e sua equipe continuaram até chegar às próprias cordilheiras. O livro “A Amazônia que eu vi” é fruto dessa viagem que Cruls relata na forma de diário de viagem. O relato de Cruls, ao contrário dos demais viajantes que o antecederam, não possuía nenhum interesse econômico, e outros integrantes da equipe, por sua vez, se encarregavam dos objetivos científicos, sua função na expedição era simplesmente de ser o seu “cronista”. Cruls demonstra, ao contrário dos pesquisadores europeus, um profundo respeito pela cultura regional reportando as informações colhidas junto aos membros mais humildes da expedição.


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Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
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Sábado, 22.01.11

O SILÊNCIO DAS FORÇAS ARMADAS doc. Nº8 -2011


O SILÊNCIO DAS FORÇAS ARMADAS doc. Nº8 -2011

REPASSANDO  e pedindo para REPASSAR.

QUEM CONHECE A VIDA DOS POVOS SABE MUITO BEM QUE REESCREVER A HISTÓRIA SIGNIFICA MUDAR, DAR OUTRA INTERPRETAÇÃO E ASSIM POR DIANTE. QUEM REESCREVE A HISTÓRIA, NORMALMENTE, SÃO AS DITADURAS. A URSS FOI MESTRA NISSO. CADA INIMIGO MORTO, NOVA HISTÓRIA. O BRASIL TENTANDO O MESMO CAMINHO. OS QUE SALVARAM A DEMOCRACIA (OS GOVERNOS MILITARES) SÃO CHAMADOS DE DITADORES E OS QUE PREGAVAM  A TOMADA DO PODER PELA FORÇA E QUERIAM IMPLANTAR UMA DITADURA TIPO CUBA SÃO HOJE OS “ DEMOCRATAS”. ELES SEQUESTRARAM, MATARAM, ASSASSINARAM, ROUBARAM, JOGARAM BOMBAS, ASSALTARAM BANCOS, ENSINARAM OS BANDIDOS A TÉCNICA DE ASSALTO E ASSASSINARAM SEUS EX-AMIGOS (JUSTIÇAMENTO) E INSTALARAM A GUERRILHA URBANA E RURAL E QUEREM SER SANTOS. ESTÃO ASSALTANDO OS COFRES DA UNIÃO DE DUAS MANEIRAS: COM  INDENIZAÇÕES (JÁ DE MAIS DE 4 BILLHÕES REAIS) E ROUBO COMO MENSALÃO E AGORA FUNASA. É DINHEIRO MUITO. O ANTIGO PRESIDENTE ADORAVA FIDEL E O PRESIDENTE DO IRÃ. O ARTIGO DA SENHORA JOSEITA USTRA PRECISA SER DIVULGADO. TEMOS BANDIDO (CHAMADO QUADRILHEIRO) PASSANDO POR BOM MOÇO.
GRUPO GUARARAPES

Por Maria Joseita Silva Brilhante Ustra
 “Em uma guerra, a primeira vítima é a verdade”.
 Hiram Johnson - Senador americano – 1917

Nosso site tem recebido muitos e-mails de civis de todos os segmentos da sociedade, de soldados a altas patentes das Forças Armadas, queixando-se da falta de informações sobre  a Contrarrevolução de 1964 e o Regime Militar. Confirmando a falta de informações a respeito do período, em uma troca de idéias sobre os chamados "anos de chumbo", foi dito por um general, na presença de mais dois generais, dois coronéis e três civis, um deles, eu, que:
- Nós, militares, não eu,  não discutimos o assunto por desconhecimento e vergonha desse período! (Textualmente)
Creio que não são muitos, mas, esses, certamente, terão vergonha, por desconhecerem a história e, consequentemente, não terem condições de discutir o assunto. Provavelmente, não viveram essa época e nas escolas que frequentaram devem ter estudado em livros, onde a história já vinha sendo reescrita , com a versão da esquerda. Viram nas TV noticiários,  minisséries, novelas e filmes onde os subversivos e os terroristas das décadas de 60 e 70 são mostrados como heróis desarmados que foram torturados, trucidados e abusados sexualmente pelos truculentos gorilas das Forças Armadas. Eram "pobres estudantes que lutavam pela liberdade e pela democracia". Leram reportagens tendenciosas em jornais e revistas  de grande circulação. Têm que ter vergonha, realmente, falta-lhes conhecimento do que, realmente, se passou naquele período. As Forças Armadas ganharam a batalha das armas, mas não enfrentaram a guerra das comunicações!...

Perderam a guerra. Não rebateram as críticas... Não  mostraram  aos milhares de jovens que passaram por suas fileiras, como soldados, como sargentos, como cadetes, ou como alunos dos Colégios Militares a verdadeira história da Contrarrevolução de 1964 e o desenvolvimento que o regime militar trouxe ao Brasil. Os militantes das organizações subversivo-terroristas valendo-se do fato de que as três últimas gerações não foram testemunhas oculares dos fatos ocorridos durante os governos militares, estão agora no poder e com o dinheiro de nossos impostos pretendem continuar a cooptar os jovens. Os militares e a sociedade deixaram que um grupo de militantes de organizações subversivo-terroristas que, finalmente, depois de três tentativas de tomada do poder  pelas armas,  na quarta tentativa,  ao assumirem o poder pelo voto popular,  reescrevessem  a história, valendo-se do fato de que as três últimas gerações não foram informadas do que se passou  durante os governos militares. Assim, esses estudantes tendem a crer nas inverdades que o governo com o dinheiro de nossos impostos divulga permanentemente. Agora vai lançar essa nova arma na doutrinação dos jovens do 2º grau.  Esse CD – ROM é inadmissível, pois seu conteúdo conspira contra a democracia. É o controle do Estado sobre a opinião pública.  É inadmissível que o maior crime praticado, clandestinamente, antes e durante o regime militar - o recrutamento de nossos jovens - continue a ser praticado agora, às claras e  com a conivência da sociedade. Será que as Forças Armadas, enquanto instituições nacionais permanentes têm o direito, de calar-se antitamanha ignomínia praticada contra a Nação?  Será que não percebem que esse CD-ROM é mais uma peça de propaganda na guerra psicológica contra as Forças Armadas?

Nós, que vivemos essa época, que vimos jovens ser cooptados para a luta armada, que vimos  nossos amigos morrerem emboscados, que vimos  soldados jovens que serviam à Pátria  e civis inocentes serem  assassinados, não podemos aceitar esse silêncio das nossas Forças Armadas  ante tamanha ignomia praticada contra a Nação.
Não sou militar, apesar de conviver com eles e, especialmente com um, meu marido,  há cerca de 50 anos . Não sei, exatamente, o que diz a Constituição quanto às atribuições das Forças Armadas, mas penso que, antes de servir  a governos, as Forças Armadas, devem lealdade ao Brasil e consequentemente à sua história!

Sei que não sou ninguém para sugerir nada a pessoas com muito mais cultura e conhecimento de suas atribuições e seus deveres do que eu, mas, atrevo-me a dizer que,  já passou da hora - mas nunca será tarde, para começar a escrever a verdadeira história da Contrarrevolução e do período militar. Um gesto de grandeza e amor à Pátria seria publicar conjuntamente - Exército, Marinha e Aeronáutica - um CD-ROM, um livro -  repondo a verdade dos fatos ocorridos no período 64/85 , mas, que não seja para o público interno e sim para as escolas , nem que seja apenas para as escolas militares.





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Sábado, 22.01.11

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Sábado, 22.01.11

DOCUMENTO HISTÓRICO DE ELEVADO VALOR

DOCUMENTO HISTÓRICO DE ELEVADO VALOR
TENIENTE GENERAL D. JORGE R. VIDELA AL PUEBLO ARGENTINO

MANIFESTACIÓN ANTE LOS JUECES

INTROITO

Señores Jueces:

Mucho se ha dicho y se ha escrito, sobre lo ocurrido en nuestra Patria durante la década de los años 70; lamentablemente, con una visión sesgada de la realidad -no exenta de dudoso propósito- ocultando parte de la historia de esos trágicos años y tergiversando a su vez, la parte que se hace pública.

No es mi intención, en este momento, polemizar con dichas opiniones, emitidas en uso del derecho a la libre expresión que protege nuestro sistema democrático de vida. Mi conducta al respecto, ha sido la de mantener un prudente silencio, como contribución a la concordia entre mis conciudadanos.

Pero, en esta oportunidad -más que como imputado, como protagonista y testigo- siento el deber inexcusable de hacer llegar ante ustedes y a través de ustedes a la sociedad argentina toda, en particular a sus jóvenes manipulados por la desinformación y la propaganda artera, mi visión personal sobre aquellos hechos, que constituyen el marco de referencia que encuadra lo que es materia de este y otros juicios en los que me encuentro procesado.


NUESTRA ULTIMA GUERRA INTERNA

Antecedentes mediatas


Al término de la Segunda Guerra Mundial, la comunidad de naciones quedó virtualmente agrupada en derredor de dos polos de poder -ideológicamente antagónicos- que, además de disputarse entre sí el manejo del mundo, intentaban atraer en su favor a los países no alineados con ellos.
El dominio del poder nuclear por parte de las dos potencias líderes (EE UU y la URSS) y la posibilidad de su destrucción masiva en forma recíproca, actuó entonces como factor de disuación, dando lugar a la llamada guerra fría: una suerte de equilibrio inestable que nadie se atrevía a romper -so pena de la represalia- todo ello, en medio de una paz armada.
Fue justamente la URSS quien, con el afán de expandir su poder, ideó una manera sutil de quebrar aquel equilibrio sin que provocara la réplica; y lo hizo promoviendo, alentando y solventando los llamados movimientos de liberación nacional: contra el colonialismo, caso de África; o bien contra las desigualdades sociales, caso de Latinoamérica.
.

La estrategia así concebida, llamada también estrategia indirecta o guerra revolucionaria, buscaba la toma del poder en dichos países, mediante acciones violentas amparadas bajo las banderas de la liberación.
Cabe destacar que, lo que para las grandes potencias eran conflictos de baja intensidad, constituían para los países periféricos -como en nuestro caso- conflictos en los que se jugaba la identidad nacional de estos países.
La República Argentina no fue ajena a esa forma de agresión y, lo que pudo ser objeto del debate y de la confrontación democrática de ideologías encontradas, pasó a convertirse en un violento enfrentamiento armado -dado la intolerancia del agresor- cuyo lema rezaba: la razón está en la boca de los fusiles.

Antecedentes Inmediatos

El empleo de las Fuerzas Armadas en 1975, para combatir contra el terrorismo, no fue un acto improvisado y mucho menos novedoso.

En efecto, el Ejército, dentro de su planeamiento específico de corto plazo, contaba con el llamado Plan de Capacidades, el cual contenía las previsiones para responder, con lo que se disponía en ese momento, ante la ocurrencia de cualquiera de las hipótesis de conflicto retenidas como tales.

Una de esas hipótesis era la Variante Marco Interno, la cual preveía una agresión por parte del terrorismo subversivo que, superando la capacidad de represión de las Fuerzas Policiales y aún las Fuerzas de Seguridad, impusiera el empleo de las Fuerzas Armadas, con el objeto de restablecer el orden alterado, previo dictado del decreto correspondiente.

Luego del Cordobazo (producido el 29 de mayo de 1969) y del posterior secuestro y asesinato del Teniente General Aramburu (ocurrido el 29 de mayo de 1970) el Ejército puso en práctica el Plan de Capacidades - Marco Interno, cuando su Comandante, el General Lanusse, ordenó a dicha fuerza ejecutar, en forma limitada, operaciones de seguridad (controles de rutas, controles de población, rastrillajes, protección de objetivos sensibles, etc.), dado que las acciones producidas por el agresor, no requerían un mayor grado de compromiso.

En forma simultánea, como Presidente de la Nación, el General Lanusse promovió una modificación de la legislación penal, incluyendo nuevas figuras delictivas, así como el agravamiento de algunas de las penas existentes. Pero, más trascendente aún, fue la decisión de crear la Cámara Federal Penal, integrada en su totalidad por magistrados civiles, para actuar con jurisdicción y competencia en todo el territorio nacional, a fin de juzgar, exclusivamente, los delitos terroristas y conexos.

Este conjunto de previsiones dio excelentes resultados; tan es así que, al finalizar el mandato del General Lanusse, el 25 de mayo de 1973, con observancia del debido proceso, había cerca de 1.500 detenidos en calidad de procesados o bien cumpliendo condena, en relación con los delitos ya citados.

Lamentablemente, al asumir la Presidencia el Doctor Cámpora, dictó, en esa misma noche, un decreto de indulto concediendo la libertad de los detenidos y promulgó, en forma casi simultánea, una ley de amnistía sancionada por el Congreso con igual finalidad. Vale recordar que la citada ley de amnistía, al ser tratada en general, resultó irresponsablemente aprobada casi por unanimidad, por parte de los legisladores integrantes de ambas Cámaras.

Mediante dichos instrumentos legales, se dispuso la libertad de todos los terroristas que se encontraban detenidos, los cuales fueron recibidos como héroes por sus simpatizantes quienes, a su vez, mantenían desde
temprano las cárceles en su poder, a la espera del decreto presidencial que disponía los indultos, promovido por el entonces Ministro del Interior, Doctor Righi, a quien Perón echó de su cargo; hoy Procurador General (Jefe de los Fiscales).

Asimismo, fue disuelta la Cámara Federal Penal que había dictado las detenciones; sus jueces fueron declarados cesantes y librados a su suerte; varios de ellos sufrieron atentados, incluso de muerte; y otros debieron abandonar el país por falta de garantías para sí mismos y sus familias.

Simultáneamente, se dejaron sin efecto las reformas introducidas en la legislación penal.

Extraña paradoja: el remedio judicial, eficazmente implementado por un gobierno militar para luchar contra el terrorismo subversivo con la ley bajo el brazo, fue luego demagógicamente dejado sin efecto por el gobierno constitucional que lo sucedió, dando lugar a la puesta en libertad de casi 1.500 terroristas que estaban detenidos cumpliendo condena o bajo proceso, al par que sumiendo en el desamparo a los jueces que los habían juzgado.

Por supuesto que ninguno de aquellos llamados jóvenes idealistas (Perón los llamó estúpidos e imberbes cuando los echó de la Plaza de Mayo) dejó la cárcel para reinsertarse pacíficamente en la sociedad. Todos ellos, so pretexto de sentirse perseguidos por el sólo hecho de pensar diferente, salieron dispuestos a matar con las armas que les entregaron al abandonar la prisión. Con tal disposición de ánimo, pretendían dar cumplimiento a la consigna de su paradigma, el Che Guevara, quien decía:

Que era preciso, por encima de todo, mantener vivo el odio intransigente al enemigo; odio capaz de llevar al hombre más allá de sus límites naturales; y transformarlo en una fría, selectiva, violenta y eficaz máquina de matar.
¿Conocerán este detalle quienes, con ignorante orgullo, lucen hoy la imagen de ese nefasto personaje en tatuajes y remeras y, lo que es peor, en despachos oficiales?
?

La Agresión Terrorista.


Larvada en sus inicios, al comienzo de la década del sesenta y abiertamente desembozada en la década siguiente, la agresión terrorista buscaba la destrucción de bienes materiales y de personas para que, mediante el terror que dichas acciones pudieran generar, tomar el poder político, a fin de imponer un régimen marxista-leninista, totalmente ajeno a nuestro tradicional estilo de vida.
Capacitada para producir aquellas acciones intimidatorias, la agresión terrorista estaba integrada mayoritariamente por personal nacional, entrenado en Cuba, Siria, Palestina y Argelia, o bien, dentro del propio país, con instructores foráneos. Disponía, también, de armamento y equipos provistos por la URSS, a través de Cuba, así como fabricados localmente en fábricas clandestinas, o fruto de ataques a organismos militares y policiales. De la misma manera, estaba financiada con fondos provenientes de la URSS, o con el producido de los asaltos perpetrados contra entidades bancarias, o el botín resultante de los secuestros extorsivos (el más notorio fue el de los hermanos Born, por un monto de sesenta millones de dólares).

La magnitud de dicha agresión, fue aumentando con el transcurso del tiempo, hasta llegar a una medida no conocida en nuestro país. Así pasamos del terrorismo sistemático y selectivo, que producía el secuestro y muerte de personas aisladas, o la ocupación de pequeñas localidades, hasta llegar a verdaderas acciones de combate como lo fueron la toma por asalto de unidades militares, que debían ser recuperadas por unidades vecinas, o las operaciones bélicas libradas contra la guerrilla rural en Tucumán, donde el enemigo intentó crear una zona liberada.

A mediados de la década del 70, los elementos terroristas habían proliferado bajo distintas denominaciones, a los que se sumaban efectivos de custodia de los dirigentes sindicales (verdaderas patotas armadas que, más que proteger intimidaban) así como los integrantes de la Alianza Anticomunista Argentina (AAA) una suerte de milicia clandestina que operaba bajo la conducción del Ministro de Bienestar Social, José López Rega.
Dentro de esta especie de far west vernáculo, en el cual el Estado había perdido el monopolio de la fuerza, se destacaban por su número, organización y entrenamiento, dos agrupaciones distintas a saber: el Ejército Revolucionario del Pueblo, encabezado por Santucho, brazo armado del Partido Revolucionario de los Trabajadores, de tendencia trotskista; y Montoneros, encabezado por Firmenich, brazo armado de la izquierda justicialista y, más específicamente, representativo de la Juventud Peronista.

Ambos, a su vez, actuaban bajo la forma de guerrilla rural, como en el caso de Tucumán, con la intención de crear una zona liberada en dicha provincia, aprovechando las facilidades que a tales fines ofrecía la geografía lugareña; o bien como guerrilla urbana, en cuyo marco un joven cumplía durante el día su cometido normal como hijo, estudiante u obrero y, durante la noche, con una pastilla de cianuro en el bolsillo y un arma escondida entre sus ropas o entre las mantas de un coche cuna conducido por su pareja -generalmente embarazada y usada a modo de escudo humano- asaltaba, secuestraba, o colocaba bombas.


En cuanto al grado de violencia desatada por el agresor, no está demás recordar lo expresado por The Times de Londres, en un artículo reproducido por el diario La Nación de fecha 2 de diciembre de 1977, en el que decía: ...Se ha olvidado en el extranjero que cuando los militares argentinos lanzaron su campaña contra el terrorismo, la sociedad y el Estado estaban al borde del colapso, que el terrorismo comenzó al final de los años 61 y había alcanzado proporciones que hacen los secuestros en Alemania Occidental y los disparos a las piernas de Italia como juego de niños contra la sociedad. Cuando la respuesta vino, mucha sangre se había derramado como para esperar demasiada cautela en la misma... Los terroristas italianos y germanos occidentales no pueden ser comparados con la fuerza y la ferocidad de los dos grupos argentinos, ambos actualmente casi aniquilados... Cuando Amnesty Internacional publicó su informe de 92 páginas sobre la represión en la Argentina, un editor de un diario inglés de aquí comentó: si ellos hicieran un informe sobre las atrocidades terroristas, probablemente sería mucho más voluminoso.

Vale recordar también que, en su largo pontificado, el Papa Juan Pablo II puso luz sobre distintos temas que desde el Concilio Vaticano II eran tergiversados. Entre ellos, cierta apología de los partisanos, los maquis, la guerrilla, y otras formas de terrorismo.

Con claridad, el Papa Wojtyla expresó sobre el particular lo siguiente:
El terrorismo piensa que la verdad en la que cree o el sufrimiento padecido son tan absolutos que lo legitiman a reaccionar destruyendo incluso vidas humanas inocentes.

Pretender imponer a otros con la violencia lo que se considera como la verdad, significa violar la dignidad del ser humano y, en definitiva, ultrajar a Dios, del cual es imagen.

Las injusticias existentes en el mundo nunca pueden usarse como pretexto para justificar los atentados terroristas. Si nos fijamos bien, el terrorismo no sólo instrumenta al hombre, sino también a Dios, haciendo de él un ídolo del cual se sirve para sus propios objetivos.


El terrorismo se basa en el desprecio de la vida del hombre. Precisamente por eso, no sólo comete crímenes intolerables, sino que, en sí mismo, en cuanto recurre al terror como estrategia política y económica, es un auténtico crimen contra la humanidad.

A modo de anécdota puedo expresar que, dentro de esa orgía de violencia, en mi condición de Comandante en Jefe del Ejército, fui objeto de seis atentados contra mi vida, los cuales llegaron a materializarse sin que, gracias a Dios, cumplieran sus designios. El primero de ellos, ocurrido el 16 de marzo de 1976: preveía la voladura del automóvil que me conducía a la sede de mi comando, con cargas explosivas accionadas por control remoto, colocadas en un automóvil aparcado en la playa de estacionamiento aledaña al edificio; y fue comandado por Verbitsky, quien resultó posteriormente enjuiciado por la dirigencia de la organización Montoneros, en razón de haber abandonado el lugar de los hechos sin antes comprobar los efectos producidos por la operación, así como asegurado el repliegue del personal a su cargo, según lo determinaban los manuales respectivos.

La Legítima Defensa

En el mes de enero de 1975, la señora de Perón, a cargo de la Presidencia de la Nación, dictó un Decreto por medio del cual ordenaba el empleo de las Fuerzas Armadas para combatir al terrorismo hasta su aniquilamiento, pero geográficamente limitado a una zona de operaciones en la Provincia de Tucumán, acción que dio en llamarse Operación Independencia.

Esta limitación geográfica no dejaba de ser una ventaja para el oponente, ya que les permitía a los terroristas que actuaban dentro de la zona de operaciones, recibir reemplazos de personal, así como refuerzos de armamento y equipo provenientes de otras zonas del país, lo que dilataba la posibilidad de lograr su aniquilamiento en corto plazo.

Para entonces, el país vivía un clima agobiante, signado por la angustia que soportaba la sociedad, ante la dimensión que adquiría día a día la agresión terrorista.

Ante ese desasosiego y la radicalización que adquiría el enfrentamiento iniciado por los grupos terroristas, en los primeros días del mes de octubre de 1975, el Doctor Luder, provisionalmente a cargo de la Presidencia de la Nación (la señora de Perón se hallaba en Ascochinga, en uso de licencia por razones de salud) convocó a una reunión de gabinete para determinar qué hacer frente a la dimensión que había cobrado el accionar subversivo. A dicha reunión fuimos invitados los Comandantes Generales, quienes debíamos exponer nuestros puntos de vista sobre el particular.

Por ser un problema típicamente terrestre, correspondía al Ejército la responsabilidad primaria y, en esa condición, con el acuerdo de mis camaradas de las otras dos Fuerzas debí exponer. En extrema síntesis, dije entonces que, habiéndose agotado la instancia de represión a cargo de las Fuerzas Policiales y de Seguridad, sin lograr restablecer el orden alterado; y ante la inoperancia de la Justicia (por temor no había dictado ninguna condena desde el 25 de mayo de 1973 hasta la fecha, a pesar de la magnitud de los hechos producidos por los elementos terroristas); parecía llegado el momento de apelar, como último recurso, al empleo de las Fuerzas Armadas a fin de combatir al terrorismo subversivo.

Agregué que la decisión de emplear a las Fuerzas Armadas para cumplir con ese cometido implicaba, de hecho, reconocer un estado de guerra interna con sus consiguientes secuelas, ya que las Fuerzas Armadas no estaban preparadas para reprimir (no disponían de balines de goma, ni escudos, ni bastones, y, fundamentalmente, carecían de entrenamiento para cumplir esa función) ya que estaban organizadas, equipadas e instruidas para combatir; es decir para hacer la guerra, donde se muere o se mata.

En atención a ello, se propusieron cuatro cursos de acción, en grado creciente de libertad de acción. El primero, muy pautado, garantizaba que no se cometieran errores o excesos, pero hacía suponer una prolongación sine die del conflicto. Entendíamos por excesos, delitos comunes que pudiera cometer personal militar al amparo de la guerra a desarrollar. Vale recordar que al término del Proceso de Reorganización Nacional, se hallaban cumpliendo condena más de doscientos cincuenta uniformados, acusados por haber cometido delitos de esa naturaleza.

Los cursos de acción segundo y tercero, eran un gradiente mayor de libertad de acción. El curso de acción cuarto (que resultó seleccionado) preveía el despliegue de las Fuerzas Armadas, así como de las Policiales y las de Seguridad -estas dos bajo el control operacional de las primeras- en la totalidad del territorio nacional; y, a partir de ese despliegue disperso, nada fácil de controlar, actuar simultáneamente en la búsqueda del enemigo para combatirlo donde fuera hallado. Cabe destacar que el agresor actuaba en la clandestinidad, dentro de una organización celular difícil de penetrar, que imponía una paciente tarea de inteligencia para localizarlo.
Debo rendir homenaje al coraje cívico demostrado por el Doctor Luder en esa ocasión quien, sin hesitar, seleccionó este curso de acción que era el más riesgoso en cuanto a la posibilidad de que ocurrieran errores o excesos, pero que garantizaba la derrota del terrorismo en no más de un año y medio de lucha. Es más, ante un pedido de intervención por parte de uno de los ministros asistentes, el Doctor Luder manifestó tener decidida su resolución y con ello cerró el debate.

Esta firmeza del Doctor Luder no fue la misma cuando, al deponer como testigo en el juicio a las Juntas, se limitó a hacer una interpretación semántica del término aniquilar, sin reparar que los reglamentos vigentes a la fecha, definían con precisión, el alcance de dicho término. Más grave aún, olvidó, fuera de todo tecnicismo doctrinario, que la acción de aniquilar constituía la interpretación más acabada de lo que expresara el
General Perón, en la carta dirigida a la Guarnición Militar de Azul, luego del intento de copamiento del que fuera objeto. De dicha carta rescato la siguiente frase, referida a los terroristas atacantes: que el reducido número de psicópatas que va quedando sea exterminado uno a uno para el bien de la República.

Reflejo también de ese estado de ánimo, proclive a llevar adelante una guerra sin cuartel contra los grupos terroristas, son las palabras pronunciadas por el Diputado Stecco, durante el homenaje que la Cámara de Diputados rindió a José Rucci, con motivo del atentado que le costó su vida. Dijo entonces el Diputado Stecco: Por eso esta Cámara de Diputados, que dicta las leyes del país, debe dar amplios poderes a nuestras Fuerzas Armadas y de Seguridad, sin que con ello se quiebre la libertad, para perseguirlos hasta sus guaridas y matarlos como a ratas, porque no merecen vivir en este suelo.


Ningún partido político, ninguna fuerza sindical, ninguna organización no gubernamental, tampoco los medios de prensa, objetaron las duras palabras del Diputado Stecco.


De similar tenor fueron las palabras del Ministro de Defensa, Doctor Vottero, pronunciadas en el acto de cierre de los cursos de la Escuela de Defensa Nacional, en diciembre de 1975, oportunidad en la que expresó: ...ante la lucha total, sofisticada y compleja, despiadada, diabólica y criminal, promovida por la subversión armada, queda una sola alternativa: el exterminio total del enemigo...

Por su parte el ex-Presidente Frondizi, decía al respecto lo siguiente: La subversión fue organizada desde el exterior para tratar de conquistar el poder e imponer ideas marxistas, destruyendo los valores que conforman nuestra identidad nacional. Pero fue vencida por las Fuerzas Armadas y de Seguridad, cumpliendo las órdenes del gobierno constitucional que dispuso aniquilarla. Esta palabra `aniquilarla´, no la inventaron los militares; está en el decreto dictado por un gobierno constitucional.

Como complemento de los decretos firmados por el Doctor Luder, el Ministerio de Defensa impartió la Directiva N°1 y, a partir de ella, impartí la Directiva N° 404, Lucha Contra la Subversión, mediante la cual se puso en ejecución, por parte del Ejército, el planeamiento correspondiente a la Hipótesis de Conflicto Marco Interno.

A los fines de esa guerra, cada una de las Fuerzas Armadas tenía asignadas zonas territoriales, donde ejercían sus responsabilidades operacionales los respectivos Comandantes Generales.

Corolario

Bien podemos decir entonces, que la Nación Argentina hubo de afrontar -de hecho y de derecho- un conflicto bélico interno, irregular en su forma, de carácter revolucionario, con profunda raíz ideológica, alentado desde el exterior.

Así lo reconoció tiempo después la Cámara Federal (a la cual desconocí por no tener competencia para juzgarme, toda vez que no era mi juez natural, sino una comisión especial fulminada por el Art.18 de la Constitución Nacional) cuando dicho Tribunal, al dictar sentencia en la causa 13/84, llamada de los Comandantes, sin mencionar la figura de genocidio, así como tampoco la existencia de delitos de lesa humanidad, entre otros conceptos expresó:

- Que En consideración a los múltiples antecedentes acopiados en este proceso y a las características que asumió el terrorismo en la República Argentina, cabe concluir que, dentro de los criterios de clasificación expuestos, el fenómeno se correspondió con el concepto de `guerra revolucionaria´.

- Que algunos de los hechos de esa guerra habrían justificado la aplicación de la pena de muerte contemplada en el Código de Justicia Militar

- Que Como consecuencia de lo hasta aquí expresado, debemos admitir que en nuestro país hubo una guerra interna, iniciada por las organizaciones terroristas contra las instituciones de su propio Estado.

Mal puede hablarse entonces -como lo hizo el Presidente Alfonsín en el Decreto 158/83, mediante el cual ordenó el juicio a las Juntas- de la existencia de homicidios, privaciones ilegítimas de la libertad, secuestros o lugares clandestinos de detención, introduciendo figuras delictivas del Código Penal, dentro del juzgamiento de actividades de combate, ocurridas en el marco de una guerra interna.

Por el contrario, si aceptamos la existencia de una guerra, como lo expresara la Cámara Federal, debemos hablar de prisioneros capturados e internados en lugares de reunión, generalmente secretos por razones de seguridad; de heridos, mutilados, muertos o desaparecidos; saldo inevitable de cualquier conflicto bélico; máxime en éste por su peculiar naturaleza.

Menos aún podemos aceptar la figura de asociación ilícita, como forma de relación entre el que manda y el que obedece, que no puede ser otra más que la subordinación. Subordinación no es obediencia ciega al capricho del que manda. Subordinación es obediencia consciente a la voluntad del superior, en función de un objetivo que está por encima del que manda y del que obedece -en este caso la defensa de la Nación agredida- y en razón del cual el mando deja de ser arbitrario y la obediencia se ennoblece.

Algunos han calificado a esta guerra, como una guerra sucia. Yo me niego a aceptar ese calificativo, pues significaría reconocer la existencia de guerras limpias y sucias. Santo Tomás de Aquino reconoce la existencia de guerras justas o injustas; y agrega que las guerras defensivas -como la librada en nuestra Patria- en general son guerras justas.
La guerra es un fenómeno en sí misma, y hay que aceptarla como tal, sin aditamentos de ninguna especie. Acepto sí, que cada guerra tiene sus peculiaridades o características propias, que la hacen distinta de las otras, y esta guerra tuvo, por cierto, sus características distintivas.

Ante todo, no fue una guerra clásica. Fue, en cambio, una guerra irregular, y dentro de esa irregularidad yo, personalmente, opino que su signo distintivo fue la imprecisión.

Fue imprecisa en su comienzo, a tal punto que me pregunto: ¿quién, a ciencia cierta, puede decir cuándo comenzó esta guerra? más allá de los decretos que le dieron forma jurídica.
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Pero, si fue imprecisa en su comienzo, no lo fue menos en su término. Y me vuelvo a preguntar sin tener respuesta ¿cuándo realmente terminó esta guerra? Si bien es cierto, las operaciones militares hicieron crisis entre los años 1975 y 1976, y comenzaron a declinar en 1977, hasta casi desaparecer a fines de ese año, yo no me atrevería a afirmar si fue entonces que esta guerra terminó. Es más, me pregunto si aún hoy podemos asegurar que, más allá de las operaciones militares, esta guerra, usando medios no violentos, haya realmente terminado.

Al respecto, me atrevo afirmar que en el escenario de la guerra revolucionaria, no existe el postconflicto, a pesar de que se levanten banderas de paz.

Por otra parte, a diferencia de la guerra convencional en la cual el enemigo entra en esa categoría de manera totalmente genérica y anónima, en la guerra irregular -como lo fue nuestra última guerra interna- el enemigo entraba en calidad de tal, luego de un delicado trabajo de inteligencia que permitía identificarlo con nombre y apellido para recién combatirlo, circunstancia ésta que le otorgaba al conflicto un matiz personalizado, y por ende, hacía más patético aún, al enfrentamiento que tuvo lugar entre hermanos argentinos.

Esta guerra materializaba la legítima defensa de la Nación agredida, frente al ilegítimo agresor quien, por medio del terror, pretendía cambiarle su tradicional sistema de vida; y la misma fue dispuesta por un gobierno constitucional en pleno ejercicio de sus atribuciones, único caso en la región, sin objeciones por parte de los cuerpos legislativos como de los judiciales, y contó con la adhesión mayoritaria de la ciudadanía.

De ahí que no se levantaran, entonces, voces contrarias a esa decisión; antes bien, el alivio fue la sensación imperante.
Resulta por ello falso, y cuanto menos ingenuo, pretender simplificar los hechos al extremo de afirmar que los mismos, fueron la resultante de un enfrentamiento armado entre grupos antagónicos (en este caso jóvenes idealistas, versus militares que los reprimían por pensar distinto); todo ello, frente a una sociedad pasiva y expectante.

Por el contrario, fue justamente la sociedad argentina la principal protagonista de aquel acontecimiento bélico: objeto, en primer término, de la agresión que pretendía sojuzgarla por el terror; y sujeto, luego, que ordenó a su brazo armado acudir en su legítima defensa.

Como en toda guerra y máxime en ésta que fue irregular en su forma, imprecisa en su desarrollo, librada contra un enemigo mimético que no exhibía uniforme ni bandera, se llegó a situaciones límite que ensombrecieron al país con actos rayanos en el horror; horrores que tal vez resulte difícil justificar, pero que merecen comprensión, en el marco de crueldad de un conflicto bélico interno como el descripto.
Así ganamos nuestra última guerra interna contra el terrorismo, a un alto costo de sangre difícil de amenguar, precio ineludible para seguir siendo una República como marca nuestra Constitución Nacional. La sociedad toda nos debe su veredicto.

En otro orden de ideas, el pronunciamiento militar del 24 de marzo de 1976, no quitó ni agregó nada a la guerra que se venía desarrollando, cuando funcionaba en el país un régimen constitucional; y que continuó, luego de esa fecha, sin cambiar sus objetivos, así como la modalidad de su ejecución, hasta su término apreciado a fines de 1977, principios de 1978.

Durante esos tremendos años de guerra, las Fuerzas Armadas mantuvieron la decisión de restaurar la plenitud del régimen constitucional, luego de que se afirmara el triunfo militar y se consolidara la paz. Por ello, sus integrantes tuvieron -y continúan teniendo- la convicción de haber prestado un inestimable servicio a la Nación agredida, derrotando a su enemigo, y facilitando con su acción, el restablecimiento del sistema republicano de vida que marca nuestra Constitución Nacional.

Por todo lo expuesto, reclamo para el pueblo argentino en general y para sus Fuerzas Armadas de Seguridad y Policiales en particular, el honor de la victoria en la guerra interna ya descripta

Lamento sí, las secuelas que deja toda guerra y valoro el sufrimiento de quienes, con auténtico dolor, lloran por sus seres queridos mutilados o muertos; así como deploro a quienes especulan con el dolor ajeno, que ni siquiera tangencialmente los ha rozado, pero que no trepidan en transar pingües negocios, a la sombra de las banderas de los derechos humanos.

Reitero que asumo en plenitud mis responsabilidades castrenses, con total prescindencia de mis subordinados, que se limitaron a cumplir mis órdenes; órdenes ajustadas a la doctrina vigente, volcada en los reglamentos en vigor a la fecha y que fueron calificadas como inobjetables por el Consejo Supremo de las FF AA.


Habíamos ganado la guerra en el campo militar; lamentablemente, no supimos afirmar esa victoria en el campo político. Se cumplía así lo expresado en un manifiesto producido por el terrorismo subversivo en el año 1977 que expresaba: A los militares, no pudimos doblegarlos por el temor al combate; es momento de replegarse sobre las bases y esperar. (Para entonces, los cabecillas huían hacia el exilio y los militantes debían mimetizarse dentro de la sociedad). Continuaban diciendo: Cuando llegue el tiempo de la política, y sobrevenga en ellos el temor a practicarla porque no saben hacerla, será el momento de volver a la lucha para derrotarlos en ese campo.

No hay duda que los enemigos derrotados ayer, cumplieron con sus propósitos. Hoy gobiernan nuestro país y pretenden erigirse en paladines de la defensa de los derechos humanos que ellos -en su tiempo- no titubearon en conculcar en grado superlativo.

Escudados en la impunidad que hoy les brinda una justicia asimétrica y vaciada de derecho, no necesitan ya de la violencia para acceder al poder, porque están en el poder y, desde él, intentan la instauración de un régimen marxista a la manera de Gramsci, tomando como rehenes a las instituciones de la República y haciendo de ella, una simple expresión verbal, ajena a lo que prescribe nuestra Constitución Nacional.
Gramsci puede estar satisfecho de sus alumnos La Constitución Nacional guarda luto por la República desaparecida.


*

Señores Jueces:

Reitero que ustedes no son mis jueces naturales; no obstante, en mi carácter de preso político, deseo manifestar lo siguiente: Las garantías constitucionales de las que gozamos quienes somos juzgados en este contexto, constituyen una farsa que, para ser interpretada, requiere de condiciones histriónicas que no poseo. Además, todo el poder político ha sido encauzado para lograr nuestra condena, a cualquier costa y por cualquier medio. Por ello, me he abstenido de alegar en una defensa que no guarda sentido.
Por otra parte, con este enjuiciamiento, desconociendo las garantías del debido proceso -entre otras la cosa juzgada y la irretroactividad de la ley penal- se pretende que, a través de la sentencia que vayan a dictar, homologuen una decisión política adoptada con sentido de revancha, por quienes, después de ser militarmente derrotados, se encuentran hoy ocupando los más diversos cargos del Estado.
Esta irregular situación, que bien podríamos calificar como terrorismo judicial, y que pudo disimularse mediante las formalidades de un debate, no bastó para que, conceptualmente, el derecho quedara afuera de la administración de justicia, produciendo su vaciamiento.

Frente a esa realidad que no está en mis manos modificar, asumiré, bajo protesta, la injusta condena que se me pueda imponer, como contribución de mi parte al logro de la concordia nacional; y la he de ofrecer a modo de un acto de servicio más, que debo prestar a Dios Nuestro Señor y a la Patria.
Con ello pretendo cumplir con mi conciencia Cumplan ustedes con la suya.


EPILOGO

Desde los tiempos más remotos -y así lo dice la Biblia- las sociedades recurrieron a la figura del chivo expiatorio para lavar sus culpas colectivas y, de esa manera, acallar sus conciencias.
La sociedad argentina, que fue principal protagonista de uno de los momentos más cruciales de nuestra historia reciente, abrumada por una tremenda campaña de acción psicológica, no escapó a aquella regla. Y lo hizo, aunque resulte penoso reconocerlo, permitiendo que se malversara la verdad histórica, mediante la aceptación de una visión hemipléjica de la misma, acerca de acontecimientos que costaron la vida de muchos conciudadanos, civiles y militares, que cayeron por defender a la Patria, o en pos de ideales equivocados.
Con esa actitud, sólo se ha logrado sembrar la discordia y anidar el odio en muchos corazones hermanos, postergando con ello la tan ansiada unión nacional.

Pareciera, llegado el tiempo para que la sociedad toda, a través de su dirigencia, asuma su protagonismo perdido; y, dejando de lado la memoria asimétrica predicada desde los círculos oficiales; fuera de cualquier especulación sectorial o de escapismos hipócritas; promueva -mediante un diálogo superador- el exhaustivo e imparcial examen necesario sobre los terribles años de nuestra última contienda interna, de tal manera que nos permita dejar atrás, sin cargos de conciencia, un luctuoso y traumático pasado.

Entregaremos así, a quienes nos sucedan, un legado que les ayude a superar los desencuentros padecidos por nuestra generación. Sin olvido, pero también sin rencor: para no repetir los errores del pasado; con justicia, pero no con venganza: dando y quitando con equidad a quien debe dársele y quitársele; en busca sólo de la unión nacional, concebida -al decir de Ortega y Gasset- como un proyecto compartido de Nación; de manera tal que podamos mostrarnos ante el Mundo, como un País libre, pujante, abierto a la concordia, reconciliado y en paz.
Quiera Dios Nuestro Señor que así sea.-




TTE. GENERAL D. JORGE R. VIDELA: AL PUEBLO ARGENTINO
  >ROGAMOS DIFUNDIR



A VERDADE PARA SER COMPREENDIDA É PRECISA QUE SE CONHEÇA AS DUAS VERSÕES DO FATO EM ESTUDO. É MUITO COMUM SE ATACAR SÓ UM DOS LADOS. A DIREITA DE HITLER E A ESQUERDA DE STALIN  ERAM MESTRAS EM SÓ TER A VERDADE DELES.
APÓS A II GUERRA MUNDIAL PASSAMOS A TER DUAS VERDADES. A VERDADE DEMOCRÁTICA, DO MUNDO OCIDENTAL, E A VERDADE DA URSS. O MUNDO DIVIDIU-SE.
O COMUNISMO QUERIA DOMINAR O MUNDO E PROCUROU CONQUISTÁ-LO. A AMÉRICA LATINA FOI UM DOS SEUS ALVOS. ERA O DOMÍNIO DO PODER PELA FORÇA. OS QUE DEFENDERAM A DEMOCRACIA SÃO TAXADOS DE CRIMINOSOS E ELES SAIAM PELA RUA GRITANDO DEMOCRACIA E MATANDO.
HÁ UM LIVRO “ DÓLARES DE MOSCOU” DE ISIDORO GILBERT QUE CONTA A ATUAÇÃO DO PCA(PARTIDO COMUNISTA ARGENTINO) NAQUELA ÉPOCA. LEIAM PARA QUE POSSAM  ENTENDER A CARTA DO GENERAL VILELA. SÓ UM PEQUENO TRECHO: “Já tinha acontecido com o brasil em 1964. Então a inteligência militar com que a direção do Estado não cometesse o erro de romper as relações com o governo que derrubou um bom amigo, como João Goular, de forte laços com o Partido Comunista”.

GRUPO  GUARARAPES
Doc. nº18 -2011

Autoria e outros dados (tags, etc)

por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 15:30

Sábado, 22.01.11

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Autoria e outros dados (tags, etc)

por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 15:16

Sábado, 22.01.11

O ÚLTIMO ATO MESQUINHO DE UM POLÍTICO MENOR

O ÚLTIMO ATO MESQUINHO DE UM POLÍTICO MENOR

             Afinal, quem é esse Sr Vannuchi? Definitivamente, não se trata de um político de reconhecido sucesso. Célebre? Talvez por seus ataques de rancor, nunca por ter gerado algum ato construtivo. Manteve-se como secretário do governo Lula, muito mais em consideração a uma longa amizade com o primeiro mandatário do que por contribuições efetivas ao governo. Sim, porque inúmeras foram as oportunidades em que sua insistência em revelar seu caráter revanchista e totalitário provocou constrangimentos desnecessários dentro da equipe governamental.

            Já próximo ao apagar das luzes da gestão Lula foi protagonista de um malfadado Programa Nacional de Direitos Humanos 3 que, de tão ruim, teve de ser revisto poucos dias após ter vindo a público – ruim, autoritário e totalitarista, um verdadeiro atentado contra os princípios democráticos. Conseguiu desagradar amplos e variados segmentos da sociedade brasileira.  Através de um decreto, cujo texto o presidente alegou nem ter chegado a ler, expôs sua verdadeira face, sua ânsia em ideologizar o dia a dia dos cidadãos, sua real intenção de desconstruir o acervo cultural amealhado, em nosso país, ao longo dos séculos da vida nacional.

Direitos humanos, em sua concepção, significam qualquer coisa que o governo deva meter sua colher, ainda que de forma arbitrária. Com uma canetada, pretendeu santificar terroristas e assassinos, tornar letra morta, unilateralmente é claro, a lei de anistia, censurar a mídia, abolir princípios e valores cristãos, substituir a justiça por comitês marxistas, em casos de invasões de terra, provocar uma lavagem cerebral em nossos alunos, através da revisão do material didático e da indicação de livros para leitura.

Foi justamente nessa última área que engendrou seu derradeiro ataque. Foi anunciado que sua Secretaria, nos últimos momentos de seu governo, em parceria com o Ministério da Educação, iria distribuir à rede escolar um CD ROM, mostrando os “horrores da ditadura militar”. Poucas iniciativas poderiam ter sido mais inoportunas. Em um tempo em que as parcelas mais representativas da sociedade procuram consolidar um clima de conciliação; em um tempo em que expressivas lideranças de esquerda falam que não é hora de se cultivar rancor; em um tempo em que a própria presidente recém empossada prega, em seu primeiro pronunciamento, a união entre todos os brasileiros, surge tal esdrúxula medida.

Logo na educação, tão carente em nosso país de ajustes positivos. Segundo relatórios da UNESCO, há real insuficiência na qualidade educacional, a partir da má gestão dos sistemas e das escolas, da formação ineficaz dos profissionais da educação e de suas precárias condições de trabalho. Não é, pois, sem motivo que ainda sofremos com números em repetência e abandono da escola entre os mais desfavoráveis da América Latina, o que nos leva a baixos índices de conclusão da educação básica.

Logo na educação, área em que repetidas pesquisas expõem uma grande parcela de alunos, em todos os níveis, com deficiências graves em disciplinas críticas, resultando em baixa capacidade de absorção de conceitos científicos, prejudicando, dessa forma, a inclusão desses indivíduos no mercado de trabalho e comprometendo a própria capacidade do país de se desenvolver de forma sustentada.

Logo na educação, campo no qual o Brasil tem amargado sucessivas frustrações em termos de cumprimento de metas, particularmente quanto ao plano do MEC em vigor. De acordo com esse plano, deveríamos estar hoje com uma taxa de 4% de analfabetismo – estamos nos 10%. O mesmo descompasso verifica-se no outro extremo da escala, no ensino superior. Longe da meta de 30%, ainda patinamos em 14%.

Logo na educação, tão carente de material de qualidade. Mas de material sério, nunca de objetos cujo único sentido está na disseminação do ódio e da mentira.
           
            Caso o secretário e o ministro julguem mesmo importante relembrar, com nossos alunos, o tempo do regime militar, deveriam ter, pelo menos, a honestidade de mostrar ambos os lados. Deveriam informar que as últimas grandes obras de infraestrutura – em estradas, portos, energia, comunicações, etc – foram feitas naquele período. Deveriam informar, com especial ênfase, as atrocidades cometidas por bandidos terroristas que almejavam transformar o Brasil em uma grande Cuba e hoje posam como defensores da democracia.


Gen Ex GILBERTO BARBOSA DE FIGUEIREDO
REPASSANDO. O GEN EX FIGUEIREDO FOI PRECISO E OPORTUNO. PARABENS.
O GRUPO GURARARAPES AGRADECE.


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NOVOS TEMPOS. DOC. 3. -2010

NOVOS TEMPOS. DOC. 3. -2010
                 Sai o Presidente e entra uma senhora para dirigir o Brasil. Nas Forças Armadas, a mudança de comando tem um ponto altamente positivo: o comandante que sai, no mesmo dia vai embora para não pensar que ainda é o comandante.
                Aqui começa o primeiro problema para a presidente Dilma.  O presidente que deixa a Presidência pensa que é Deus e ela é o que é devido, exclusivamente, a ele. Já se fala – pois ele insinua - que voltará em 2014 e alguns auxiliares, principalmente aqueles que ficaram ricos durante os oitos anos de desmandos, tudo farão para que o papai volte. Perigo à vista de um choque próximo.
                A Presidente DILMA vai ter que se afirmar de logo, ou todo mundo pensará que ela é apenas uma boneca do outro. O primeiro grande problema vai ser o controle do campo econômico. O Financial Times já alerta que a inflação é um problema que precisa ser atacado com energia. Já caminha para 6%. Todo mundo quer ganhar nas tetas do Estado. O Brasil já é um país de funcionário público e o cofre foi aberto pelos três poderes. O aumento dado ao Congresso vai ter consequência no mais longínquo município. Boa Hora no Piauí ou Nova Iorque no Maranhão; com seus secretários, não vão ter dinheiro para pagar seus funcionários e os intelectuais vereadores.  Com o aperto que deve vir vamos saber como a coisa irá repercutir na camada de baixo. O salário mínimo de R$540,00 a partir de janeiro e os do andar de cima ganhando mais de 40 vezes mostra a falta de justiça social.
                A senhora DILMA já começa pressionada para colocar todos no mesmo balaio. 37 ministérios para acomodar a pressão política. Todos com fome. O Ministro não é escolhido pela capacidade e sim pela quantidade de dinheiro que vai manipular. A briga será pelo o que pode oferecer mais “o por fora”?   Há dúvidas. Seria um bom trabalho para a RF ou a PF. Parece que a Presidente acertou no turismo. A Imprensa revela que o novo Ministro, conquanto a idade proveta, é conhecedor de motel e só viajou no interior do Maranhão, o que o recomendaria para o cargo.  
                A guerra só começou.  A nossa Presidente vai sofrer e muito. As ambições são desmedidas. Ou o SNI dela funciona,  ajuda e ela acredita no órgão, o novo chefe é muito bom, ou vai mergulhar no caos.  Não é a oposição que vai querer e, sim, aqueles que mamaram no governo passado e que querem a volta do novo DEUS brasileiro.  Acomodar mais de 40.000 DAS não será fácil. A eleição para prefeito, já em 2012,  começou e o PT vai comer o PMDB pelas beiradas.
                O GRUPO GUARARAPES DESEJA QUE A Presidente DILMA SEJA MESMO A PRESIDENTE DO BRASIL. AÌ SE ENCONTRA O NÓ DA QUESTÃO. VIVEMOS DOIS PERIGOS:
A INVEJA É A RELIGIÃO DOS MEDÍOCRES” E ONDE HÁ “FALTA DE IDÉIAS É COMPENSADA PELO EXCESSO DE IDEOLOGIAS”.  (CARLOS RUIZ ZAFÓN). Os medíocres querem mamar e como não são possuidores de IDÉIAS vão querer continuar a apoiar o atraso (CUBA E IRÃ). VAMOS AGUARDAR.
SENHORA PRESIDENTE. QUEREM DEIXAR DE TOMAR A 51 PARA BEBER WHISKY de 15 anos.
VAMOS REPASSAR! A INTERNET É A NOSSA ARMA!
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58  93. Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza . Somos 1.762 civis – 49 da Marinha -  474 do Exército – 50 da Aeronáutica; 2.335. In Memoriam 30 militares e dois civis.  Batistapinheiro30@yahoo.com.br. WWW,fortalweb.com.br/grupoguararapes.  12 de jan 2010     
INDIQUE AMIGOS QUE QUEIRAM RECEBER NOSSOS E-MAILS. OBRIGADO.



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Desafiando o Rio-mar - Partida para Juriti

Desafiando o Rio-mar - Partida para Juriti

Hiram Reis e Silva, Oriximiná, PA, 13 de janeiro de 2011.

“Juruti: missão, que extrai este nome de Lago, em que foi estabelecida no ano de 1818: cujo Lago jaz na margem austral do Amazonas pouco arredado dela para dentro, e da montanha dos Parintins, que lhe demora à esquerda. Ali habitam 385 indianos, Mundurucus e Maués de ambos os sexos debaixo da direção de um missionário congruado como o de Curi. A Igreja é consagrada a Nossa Senhora da Saúde, e filial de Matriz da Vila de Faro. Na circunvizinhança deste Lago são as florestas abundosas de salsa e cravo. No mesmo Lago também residem alguns brancos, que fabricam guaraná, farinhas de mandioca, agricultam algodão, e sacam da espessura salsa e cravo”. (Antônio Ladislau Monteiro Baena - 1839)

- Partida para o Rio do Balaio (11 de janeiro de 2011)

Por estes amazônicos acasos encontrei Ângelo Corso em Parintins. O Ângelo está subindo o Amazonas a partir de Santarém, pretende subir o Rio Negro, alcançar o Orenoco, pelo canal Cassiquiare, e chegar ao Caribe venezuelano, eu havia tomado conhecimento de sua proposta por e-mail onde ele comentara que talvez pudéssemos nos encontrar pelo caminho. Depois de passar pouco mais de um mês em Santarém, iniciou sua lenta jornada até Parintins onde permaneceu igual período e onde nos encontramos. O Ângelo deixou seu caiaque, na véspera da partida, no Piquiatuba e partimos por volta das 5h30, ele subindo e eu descendo o Rio Amazonas. Os banzeiros me acompanharam todo o trajeto dificultando e atrasando bastante a progressão, mesmo assim, consegui imprimir um ritmo forte por volta de 3 horas, fazendo minha primeira parada num pequeno braço do lago interno da Ilha de Parintins, depois de remar mais de 30 quilômetros. Descansei um pouco e continuei minhas remadas até encontrar a equipe de apoio, logo abaixo, na foz do Paraná de Parintins tirando fotos de uma pequena preguiça capturada por um ribeirinho. Troquei meu cantil vazio por outro cheio e parti imediatamente, enfrentando os fortes banzeiros que assolavam as costas da Serra de Parintins.

Serra de Parintins: elevação de altitude máxima de 152m na divisa do Estado do Amazonas com o Estado do Pará. Conhecida também de Serra Valeria em homenagem à moradora mais antiga do local.

O local de parada programado não possuía um bom abrigo para o Piquiatuba e tive de estender minha jornada por mais de 13 quilômetros até a foz do Rio do Balaio. O Rio permite que se acesse a sede da Vila de Juriti Velho, situada no aprazível Lago Grande do Juruti Velho.

- Partida para o Lago Grande de Juruti Velho (12 de janeiro de 2011)

O Sargento Aroldo Sérgio Barroso, prático do Piquiatuba, chegou de madrugada e, finalmente, passou a integrar a tripulação. Depois de confirmar com o Barroso se ele conhecia suficientemente a região do Lago, decidi alterar a programação já que estávamos há apenas 24 quilômetros de Juruti, nosso próximo objetivo. Partimos, no Piquiatuba, às cinco horas admirando as belas paisagens do Lago e da serra do Xituba, do Rio Balaio até chegarmos à Vila de Muirapinima (Juruti Velho) no Lago Grande. No trajeto observamos bandos de belas garças, patos selvagens, biguás e marrecas de várias espécies. Dois animais, em especial, chamaram minha atenção uma pequena garça negra voando com suas irmãs imaculadamente brancas e um pequeno baiacu de rio.

Garça negra (Egretta gularis): semelhante à garça-branca-pequena. Distingue-se pela plumagem escura, quase negra, queixo branco, pelo bico ligeiramente mais longo e pelas tonalidades amareladas no bico e nos tarsos.

Baiacu-amazônico (Colomesus asellus): normalmente encontrado em águas doces embora tolere águas levemente salobras. Relativamente pequeno, atinge no máximo 15 cm. As faixas negras no dorso são grossas e possui também uma faixa negra ao redor da nadadeira caudal. Esta espécie não possui os característicos espinhos grandes, grossos e triangulares dos baiacus de espinho. Os baiacus tem o fígado impregnado por um poderoso veneno (tetrodoxina) apenas porque consomem alimentos tóxicos como estrelas do mar e moluscos. Criados em cativeiro e com nutrientes adequados os animais não apresentam nenhum nível de toxidez.

- Partida para Juruti

Retornamos à foz do Rio do Balaio, e parti, de caiaque, por volta das dez horas com destino a Juruti enfrentando fortes banzeiros. O Piquiatuba ancorou junto ao porto, colocamos o Cabo Horn no convés inferior e de repente o barco foi invadido por populares que procuravam entrar no barco de passageiros que estacionara ao lado do nosso. Passado o “paraense tumulto” o Sargento Barroso foi manobrar para colocar a embarcação em um lugar mais calmo quando a corrente do leme arrebentou e enroscou na hélice quebrando-a. A tripulação levou quase 24 horas para fazer a devida substituição.

- Lago Jará

Fiz contato com a Polícia Militar do Estado do Pará, pela primeira vez, através do “190 e o Tenente Helder imediata e gentilmente nos atendeu assumindo o compromisso de contatar elementos da prefeitura e da Omnia - Grupo Alcoa. Graças ao irmão (maçon) Edilson Pereira, amigo do Teixeira, conhecemos as belas instalações da Loja Maçônica General Adalberto Coelho da Silva acompanhados pelo Venerável Albany e do 2º Vigilante Charles. A cerimônia de Sagração da Loja, realizada em agosto de 2010, contou com a presença do Grão Mestre do Grande Oriente do Estado do Pará, Waldemar Chaves Coelho, do Grão Mestre Adjunto Raimundo Farias além de vários Maçons de Belém, Santarém e Oriximiná. Conhecemos, também, na mesma oportunidade, o lago Jará. O Lago é Área de Proteção Permanente (APP), está localizado na sede do município de Juruti e é utilizado para a pesca, lazer e navegação. Infelizmente, a retirada sistemática da mata ciliar a ocupação desordenada, colocação de lixo no Lago ou nas suas proximidades e outros usos inadequados vêm causando uma progressiva e alarmante degradação do manancial.

- Prefeito Municipal

No dia seguinte o Tenente Elder da Polícia Militar tinha agendado uma entrevista nossa com o prefeito e seus secretários. O Prefeito de Juruti, Henrique Costa, costuma reunir semanalmente seus assessores em um balneário às margens do Lago Jará. Degustamos um café regional enquanto aguardávamos a presença do prefeito aproveitando para conhecer os membros de sua equipe. Logo que o Prefeito chegou fiz uma abordagem geral sobre o projeto para todos os presentes ao mesmo tempo em que solicitava um contato pessoal com seu Secretário de Cultura e algum pesquisador ou pesquisadora ali presente. O Prefeito ouviu atentamente a explanação e colocou à minha disposição dois membros de seu staff. Irei tratar, em outra oportunidade, dos assuntos tratados já que ambos ficaram de remeter para o meu e-mail o material solicitado.

- Alcoa

O Tenente Elder providenciou para que no dia 13 de janeiro, à tarde, fizéssemos contato com a Superintendente Juana Galvão. Expliquei à Juana os objetivos do Projeto e ela ficou de remeter o material solicitado via e-mail. Tenho curiosidade em conhecer as ações comunitárias e de meio-ambiente levadas a efeito na empresa.

- Festival das Tribos

O evento mais importante da cidade é o Festival das Tribos que acontece no final do mês de julho com a participação das tribos Mundurukus e Muirapinima. As tribos recebem total apoio da Prefeitura para o evento. A paixão da população pelas duas tribos é similar às torcidas do Caprichoso e Garantido de Parintins. No ano passado foi realizado, no Tribódromo, o XV Festival das Tribos Indígenas de Juruti sagrando-se vitoriosa a tribo Azul e Vermelha, Muirapinima.

- Terras Caídas

“Denominação dada na Região Amazônica ao escavamento produzido pelas águas dos rios, fazendo com que os barrancos sejam solapados intensamente, assumindo por vezes aspecto assustador. Em alguns casos, podem-se ver pedaços grandes de terra sofrerem deslocamentos como se fossem ilhas flutuantes”. (A. T. Guerra)

Nenhum fenômeno das “terras caídas” foi tão desastroso como o que ocorreu em Juruti na década de 1980. A cidade, na sua origem, construída em terra firme teve, ao longo dos tempos, sua frente aumentada por sedimentos carreados pelo rio Amazonas. Com o passar dos anos o nível do depósito foi se elevando e os moradores passaram a construir edificações e ruas. A associação do aumento significativo do peso sobre o instável depósito e as frequentes mudanças na dinâmica do Rio, finalmente, romperam o equilíbrio e tudo desceu levado pelas águas. O Rio, no dia dos pais, em 1984, retomou praticamente 200 metros da cidade em um intervalo de tempo que durou das 20h30 até a meia noite.


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Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
E–mail: hiramrs@terra.com.br

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Desafiando o Rio-mar - Parintins

Desafiando o Rio-mar - Parintins
Vila Nova da Rainha - Vila Bela da Imperatriz

Hiram Reis e Silva, Parintins, AM, 10 de janeiro de 2011.

“Era tarde da noite de 24 de outubro quando chegamos a Vila Nova. Deparamos com uma povoação miserável, cujas casas estavam à beira da ruína. Não havia no Porto senão uma pequena embarcação ali ancorada. A Cidade foi construída no fundo de uma pequena baía, protegida por um rochedo baixo, sob o qual estão empilhados blocos de “diorito” como os de Santarém”. (Richard Spruce)

Histórico
O município de Parintins como quase todos os demais municípios brasileiros, foi primitivamente habitado por indígenas. Sua descoberta ocorreu em 1749, quando, descendo o Rio Amazonas, o explorador José Gonçalves da Fonseca notou uma ilha que, por sua extensão, se sobressaía das outras localizadas à direita do grande Rio.
Cronologia Histórica
1796  -  Fundação da localidade por José Pedro Cordovil, que veio com seus escravos e agregados para se dedicar à pesca do pirarucu e à agricultura, chamando-a Tupinambarana. A rainha D. Maria I deu-lhe a ilha de presente. Ali instalado, fundou uma fazenda de cacau, dedicando-se à cultura desse produto em grande escala.
1803  -  José Pedro Cordovil ofertou a ilha à rainha. Tupinambarana foi elevada à Missão Religiosa pelo Capitão - Mor do Pará, Conde dos Arcos, que incumbiu sua direção ao Frei José das Chagas, recebendo a denominação de Vila Nova da Rainha. A eficiente atuação de Frei José provocou um surto de progresso e desenvolvimento na Vila, mediante a organização da Comarca do Alto Amazonas.
1833  -  Em 25 de julho passa a Freguesia, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Tupinambarana. Era ainda Tupinambarana simples freguesia quando iniciou a revolução dos Cabanos no Pará e se alastrou por toda a província. O seu vigário - Padre Torquato Antônio de Souza teve atuação destacada durante a sedição servindo de delegado dos legalistas no Baixo Amazonas. Como Tupinambarana estivesse bem defendida foi poupada aos ataques dos “Cabanos”.
1848  -  Em 24 de outubro, pela Lei Provincial do Pará n° 146, elevou a freguesia à categoria de Vila, com a denominação de Vila Bela da Imperatriz, e constituiu o município até então ligado a Maués.
1852  -  Em 15 de outubro, pela Lei n° 02, é confirmada a criação do município.
1853  -  Em 14 de março dá-se a instalação do município de Parintins.
1858  -  Em 24 de setembro é criada pela Lei Provincial a Comarca, compreendendo os Termos judiciários de Vila Bela da Imperatriz e Vila Nova da Conceição.
1880  -  Em 30 de outubro, pela Lei Provincial n° 499, a sede do município recebe foros de Cidade e passou a denominar-se Parintins.
1881  -  Foi desmembrado do município de Parintins o território que constituiu o município de Vila Nova de Barreirinha.
1911  -  Na divisão administrativa o município é constituído por quatro distritos: Parintins, Paraná de Ramos, Jamundá e Xibuí.
1933  -  Nova divisão administrativa com um distrito Parintins.
1938  -  Em 1° de dezembro, pelo Decreto-Lei Estadual n° 176 é criado o distrito da Ilha das Cotias, passando o município a constituir-se de dois distritos: Parintins e Ilha das Cotias.
1952  -  Em 24 de setembro pela Lei Estadual n° 226, a Comarca de Parintins perde os Termos judiciários de Barreirinha e Urucará, que são transformados em Comarcas.
1956  -  Em 19 de dezembro pela Lei Estadual n° 96, é desmembrado do município de Parintins o Distrito da Ilha das Cotias, que passa a integrar o município de Nhamundá.
1981  -  Em 10 de dezembro pela Emenda Constitucional n° 12, o território de Parintins é acrescido do distrito de Mocambo.
Aspectos Físicos e Geográficos
Limites: Estado do Pará, Barreirinha, Urucurituba, Nhamundá, Distrito de Mocambo e Parintins.
Localização: 9° Sub-Região - Região do Baixo Amazonas Altitude: 50 m acima do nível do mar. Área Territorial: 7.069 Km² Temperatura Média: 26,3° C.
Distância: em linha reta entre Parintins e a Capital do Estado, 369 km. Por via fluvial entre Parintins e a Capital do Estado, 420 km.
Relatos Pretéritos - Parintins
Manuel Aires de Casal (1817)
Vila Nova da Rainha é mediana e abastada de peixes, junto à embocadura do Maués, paragem vantajosa para crescer. Quase todos os seus habitadores são índios Maués, os melhores mestres na composição do guaraná, cujo vegetal é comum no seu território, igualmente apropriado para a cultura dos cacaueiros, já assaz numerosos os plantados. As árvores do cravo não são assaz raras em alguns sítios do seu extenso distrito. (CASAL)
Spix e Martius (1819)
Alcançamos, portanto, a 1° de outubro, o registro de Parintins, algumas palhoças ao sopé de uma colina de uns 200 pés de altura, coberta de mata virgem densa, que, de certo modo, pode ser considerado como ponto limítrofe entre as províncias do Pará e do Rio Negro. (...) O ar é puro; o horizonte, relativamente vasto para estas regiões, é claro e sereno; o calor é quase diariamente atenuado por fresca viração que sopra do Rio acima, e a praga dos mosquitos não flagela demais. Os arredores mais próximos são cobertos de matas aqui e acolá arejados por derribadas e roças, que passam para arbustos cerrados ou capinzais, onde pasta algum gado. Mais para dentro, dizem que se estendem vastas campinas sobretudo em torno de lagoas piscosas, muito procuradas pela gente do lugar nos meses secos. Perto das goiabeiras, avistamos um grande assacu, a difamada árvore de veneno, com cujo leite os índios tinguijam (entorpecem) os peixes.
Antônio Ladislau Monteiro Baena (1839)
Vila Nova da Rainha: missão situada sobre a terra mediocremente alta de uma Ilha pertencente ao sistema de ilhotas jacentes ao longo da ribeira austral do Amazonas, entre o Rio Madeira e o Rio Tupinambaranas: cuja Ilha do lado, em que se acha engastada a missão é lambida pelas correntes do Amazonas, que lhe dão um excelente Porto, e pelos outros lados é lavada por uma porção de águas derivada do furo ou canal Urariá e chamada vulgarmente Rio Ramos, que dividindo-se em dois braços entra no Amazonas por cima e por baixo da mesma Ilha, a qual demora 12 léguas acima do Rio Nhamundá, confim oriental da Comarca no Amazonas. (...) Ela deve sua indicativa ou primordial assento a José Pedro Clodovil, que em 1803 congregou um certo número de silvícolas Maués e Mundurucus atraídos com dispêndio seu e trabalho, e lhe deu o nome de Tupinambaranas que quer dizer Tupinambá não verdadeiro: cujo nome foi pelo Governador do Pará o Conde dos Arcos para a denominação atual quando a estabelece ampliando os descimentos, e encarregando de agregar ao redil muitos Gentios e Carmelitas Frei José das Chagas, que então missionava a Povoação de Canumá. Em 3 de setembro de 1818 vinte e nove moradores subscreveram o seu nome em uma petição, que endereçaram a El-Rei para que sublimasse esta missão à graduação de Vila, obrigando-se eles a edificar à sua custa casa de Câmara e cadeia. Também na mesma petição trataram de acompanhar a Câmara da Vila de Silves e dezenove vizinhos da mesma Vila no seu perdimento ao trono de ser constituído o Governo subalterno da Capitania do Rio Negro em Governo Geral, e de lhe criar uma Junta de Fazenda, e de promover para Este novo Governo o Major do Estado Maior do Exército Manoel Joaquim do Paço, que então era o Governador daquela Capitania. A Ilha em que está erguida a missão, não difere das outras do sistema em ser por maravilha fértil: todas são uns torrões, em que a riqueza natural provoca a atividade do homem. Se ele por meio de uma doutrina rural bem entendida fizer uso industrioso de tantas produções da terra e das águas poderá não só tirar muita abundância, mais ainda enfastiar o apetite humano com a superfluidade. (BAENA, 2004)
Henry Walter Bates (1849; 1854/55)
Continuamos nossa viagem e chegamos a Vila Nova, um lugarejo muito espalhado, com cerca de setenta casas, muitas das quais dificilmente mereciam esse nome, já que não passavam de meras choupanas de barro cobertas com folhas de palmeira. Ficamos ali quatro dias. A Vila era construída num trecho rochoso do barranco à beira do Rio, composto do mesmo conglomerado que já mencionei algumas vezes. Em alguns pontos, uma camada de tabatinga cobre o conglomerado. O solo das redondezas é arenoso, e a mata, que em sua maior parte não parece composta da floresta primitiva, é cortada por vários e largos caminhos que vão terminar, tanto na direção ao Sul quanto do Leste, à beira de Lagoas e Charcos que se estendem em série pelo interior a dentro. (BATES)
Luiz Agassiz e Elizabeth Cary Agassiz (1865-1866)
Vila Bela. 27 de agosto (1866) - Parada de algumas horas, ontem à tarde, em Óbidos para receber lenha. Ninguém desce em terra. Embarcada a lenha, dirigimo-nos diretamente a Vila Bela, situada na outra margem do Rio, na foz do Tupinambaranas. Somos aí cordialmente recebidos pelo Dr. Marcos, um dos antigos correspondentes de Agassiz, que enviou várias vezes exemplares da fauna amazônica para o Museu de Cambridge. Hoje, à tarde, iremos fazer uma excursão de canoa por alguns dos Lagos próximos. (AGASSIZ)


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JOÃOZINHO E A ANISTIA

JOÃOZINHO E A ANISTIA

Percival Puggina
O Joãozinho é aquele menino das anedotas. Quando quer algo, azucrina tanto, tanto, tanto, atormenta de tal modo quem se antepõe a seus anseios que acaba conseguindo o que deseja. Pois tenho me lembrado do Joãozinho quando vejo a insistência de setores da esquerda em pautas como aborto, supressão de símbolos religiosos, limitação da propriedade da terra e revisão da lei da anistia. Não têm suporte legal, a opinião pública rejeita-lhes as teses, o STF as declara inconstitucionais, mas pouco se lhes dá. Encanzinados, criam ONGs, comissões, conselhos e até ministérios inteiros. Mobilizam as "bases", extraem aqui e ali decisões judiciais que não resistem à primeira contestação, mas vão angariando apoios, sempre pressionando, até a exaustão. Dos outros.

A luta contra a Lei de Anistia é típica. Os joõezinhos já começaram. Primeiro trataram do assunto no âmbito da Comissão de Anistia. Aliás, temos uma Comissão de Anistia que se voltou contra a anistia. No final de 2009 embutiram sua revisão no megadecreto do PNDH-3. Depois tentaram convencer o STF de que a interpretação dada à lei, desde que promulgada em 1979, descumpre preceito constitucional fundamental. Perderam por sete a dois, em decisão do dia 29 de abril do ano passado. Inútil. Poucos mais tarde, Lula mandou ao Congresso projeto criando a "Comissão Nacional da Verdade no âmbito da Casa Civil da Presidência da República ...a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional"). Enquanto o projeto tramita, conseguiram na Corte Interamericana de Direitos Humanos, agora em dezembro, uma condenação ao Brasil por manter a vigência da lei.

Temos aí um suposto interesse pela verdade casado com memória curta. A anistia foi objeto de persistente campanha da oposição ao regime militar, sendo aprovada pelas duas bancadas (ARENA e MDB), em 1979, por votação simbólica. Mas ainda não era ampla, nem geral, nem irrestrita. A emenda nesse sentido foi derrotada. Ela só alcançou essa extensão seis anos depois, após intensa mobilização oposicionista, com a emenda constitucional que convocou a Constituinte, visando à volta dos exilados remanescentes e à total reconciliação.

Passados vinte e cinco anos parece que se arrependeram. O artigo primeiro do projeto presidencial em tramitação no Congresso começa com uma mentira, ao alegar a necessidade de uma reconciliação nacional. Mas isso é o que a anistia já fez! E fez tão bem que os anistiados da esquerda estão no poder pelo voto popular. O que de fato os interessa, ao contrário do que alegam (grande novidade!), são os dividendos políticos dos processos que teriam início. Jamais haverá entendimento ou verdade singular sobre a história de um período tão deplorável. Em torno dele já há historiografia para todos os gostos. E o atual interesse pela verdade, que beatifica os crimes cometidos pelos que pegaram em armas pelo comunismo não produz meia verdade nem gera meia anistia. É uma inteira farsa.

Se não conseguimos solucionar crimes do mês passado, como esclareceremos os de quase meio século atrás? É impossível nos entendermos sobre o passado. Mas com a Lei de Anistia já o fizemos sobre o futuro, obtendo uma pacificação nacional que os joõezinhos, irresponsavelmente, desejam romper. Aliás, a maior prova de que já nos entendemos está em que essa esquerda, hoje como ontem, quer arrumar confusão. Sabem por quê? Porque para ela não há realidade fora do conflito. Mas isso daria um outro artigo.

Especial para ZERO HORA
16/01/2010
REPASSANDO E PEDE QUE REPASSE.

O GRUPO GUARARAPES REPASSAR O ARTIGO DE NOSSO PREZADO SENHOR PERCIVAL PUGGINA. PERFEITO. CLARO. OBJETIVO.

A revista VEJa, nº2.200, ao entrevistar o Comandante do Exército fez a seguinte pergunta: “ O fato de a presidente ter pertencido a organizações terroristas na juventude torna penoso à tropa prestar continência a ela”. Resposta cristalina: Isso não muda nada. A presidente Dilma foi eleita pelo povo de maneira legítima. COMO PREVISTO NO ORDENAMENTO JURÍDICO DO PAÍS”.

Isto quer dizer o seguinte: com a anistia ela não é mais criminosa. Acabou. Começou vida nova. Ela é a comandante das Forças Armadas, PRONTO.

O mesmo se aplica ao senhor Genuino, que tanta celeuma causa por ser assessor do Ministro da Defesa. Ele foi anistiado. O problema dele é outro: “ele responde a um crime e é denunciado pelo Procurador Geral da República, que o colocou como pertencente a uma quadrilha que tentava destruir o ordenamento jurídico do País. Não é ético nem recomendável ter um cidadão que responde a um crime como assessor de qualquer coisa. É pode ser condenado e aí como fica?

 A ANISTIA, como foi feita e não aceita por alguns políticos da oposição que queria proibir os brasileiros que se encontrasse no exterior de se candidatar, já foi resolvida pelo STF. Acabou. Apenas uma esquerda que sonha com STALIN e outros bichos sonham com uma ditadura tipo CUBA.

É por isso que Zé Dirceu chora quando abraça FIDEL, mas vive fazendo lobby pra ganhar dinheiro. Aliás eles gostam e muito. Os escândalos estão aí. Roubam e muito. Vibram quando deixam de beber 51 para tomarem WHISKY de 15 anos. Adoram inverter as coisas, até na bebida. Vejam: 51 passou a ser 15.

REPASSEM O BOM ARTIGO. AJUDE à  DEMOCRACIA BRASILEIRA.

GRUPO GUARARAPES

9doc. nº30-2011


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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 14:28


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