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PAIVAJORNALISTA

Esse blog tem uma finalidade muito importante, isto é, levar aos conhecimentos dos leitores e amigos os mais diversos assuntos relacionados com o nosso dia a dia. Crônicas, Artigos, Poemas, Poesias, Atualidades, Política entre outros.



Domingo, 04.04.10

UM PAÍS MAIS HUMANO

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 17:57

Domingo, 04.04.10

Grupo por um Brasil melhor

Grupo por um Brasil melhor

Por Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 2 de abril de 2010.
“Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por fazer uma greve de fome”. (Lulla)
Eu havia elaborado, esta semana, um artigo relatando a manifestação de exilados cubanos junto à embaixada brasileira em Miami. Os exilados fizeram uma manifestação pacífica com a anuência do cônsul brasileiro, que democraticamente os recebeu embora se conheça a posição do governo brasileiro em relação aos desvarios castristas.

O princípio da reciprocidade não foi seguido pelo incompetente e prepotente cônsul cubano em São Paulo. O ‘Grupo por um Brasil Melhor’, sem sucesso, tentou entregar pacificamente, sem alarde, um abaixo-assinado de repúdio ao regime cubano e seu desrespeito aos Direitos Humanos.

Como demonstração de apreço e respeito a este indômito grupo de idealistas que não se deixam seduzir à cantilena petralha reproduzo, novamente, o texto em que relatei como foram recebidos os exilados cubanos, em Miami, e a vergonhosa e antidemocrática atitude do cônsul castrista relatada por Lígia Bittencourt.

- Exilados cubanos invadem consulado do Brasil

“Vergonha que representa para o Brasil Lula aparecer abraçado aos irmãos Castro no momento em que estão assassinando um homem pelo mero fato de discordar”.
(Orlando Gutiérrez)

A mídia pouco divulgou, o tema não atende aos interesses palacianos. Grupo de exilados cubanos ocupou pacificamente, o consulado do Brasil em Miami para denunciar a ‘cumplicidade’ do presidente Lulla no ‘assassinato’ do prisioneiro político Orlando Zapata Tamayo. Quinze membros da ‘Assembléia da Resistência’, formada por ex-presos políticos cubanos e membros de organizações do exílio, entraram no consulado do Brasil e gritavam palavras de ordem: ‘Lula, cúmplice!’, ‘Vergonha para Lula!’ e ‘Viva Orlando Zapata Tamayo!’.

Orlando Gutiérrez, diretor do Diretório Democrático Cubano foi taxativo: “Lula é cúmplice da ditadura castrista e do assassinato de Orlando Zapata” e complementou “vergonha que representa para o Brasil Lula aparecer abraçado aos irmãos Castro no momento em que estão assassinando um homem pelo mero fato de discordar”. Gutiérrez disse, ainda, que ações como as da tomada do consulado são o “começo de uma campanha para alertar o povo brasileiro que as ações de Lula são prejudiciais para o povo cubano”.

- Tropa de Choque do Simão

“O Simão do PT, deputado estadual spedro@al.sp.gov.br (anote para bombardear sua caixa postal) tem vida dupla e vou dedurá-lo aos leitores. (...)

“Sua tropa de choque permanece ‘stand by’, pronta para agir à menor convocação e atende, quando chamada, ‘potências’ estrangeiras aliadas do lullismo, como Venezuela, Bolívia, Paraguai, Irã, as Farcs, narco-guerrilheiros sediados na Colômbia, a Cuba dos Los Hermanos Brothers.

Foi a serviço de Cuba que foram flagrados. Não confesso nem sob tortura como fiquei sabendo o que sei, mas já que sei, conto tim-tim-por- tim-tim, para ver se consigo despertar vergonha na cara do Simão do PT por suas atividades secretas, que agora revelo para encher o seu (dele) saco. Narro o sucedido como de fato sucedeu, se testemunha ocular do fato fora não o veria com tanta nitidez quanto o viu ‘Deep Throat’, meu informante de fé, irmão, camarada”. (Lígia Bittencourt)

- Grupo Por Um Brasil Melhor

“Na semana passada, ativistas do ‘Grupo Por Um Brasil Melhor’ indignados com a morte do mártir Zapata, que fez greve de fome de 83 dias para ter o direito de ser reconhecido como ‘preso político’ da ditadura cubana, e mais indignados ainda com o riso debochado com que Lulla recebeu a notícia da morte e apoiou a ditadura de Los Hermanos Brothers, decidiu fazer uma demonstração de protesto em frente ao Consulado de Cuba de São Paulo, à rua Cardoso de Almeida, e entregar ao Cônsul um abaixo-assinado de repúdio ao regime cubano e seu desrespeito aos Direitos Humanos e de apoio às intimoratas Damas de Branco.

O abaixo-assinado continha os nomes verdadeiros dos participantes do Grupo, nenhum escondeu-se em codinomes. São corajosos e assumem seus atos com RG e CPF, se necessário. Receberam apoio de dezenas de jornalistas militantes nos nossos principais veículos de comunicação.

Os manifestantes somavam pouco menos de uma dúzia, mas pacíficos e pacifistas, consubstanciavam (boa palavra essa, a consubstanciação é a união de Cristo com o Pai e sua presença na Eucaristia) a força moral de todos os participantes do Grupo e dos grupos de amigos de cada um, que se somam às centenas. Eu não compareci, mas aprovo as atitudes desse Grupo, que respeito e admiro.

Entre as faixas, uma que me impressionou porque corajosa , concisa e completa, denuncia o receptador dos ‘mais de 83%’ – ‘Lulla riu quando Zapata morreu’. Certeira, porque acertou em cheio no Mosca-Mor, que zumbe seu zumbido e vareja por cima e em volta da malcheirosa matéria orgânica que consubstancia sua base de apoio (a palavra de novo, e aqui colocada à perfeição, na antípoda da lá de cima, mas explicita a presença do um na outra).

Pessoas na sua maioria maduras, havia avós e avôs, com discernimento para saber o que faziam e porque o faziam, não eram nem nunca foram ‘massa’ nem ‘massa de manobra’, como a grande maioria desses ‘profeçores’ da APEOSP que entopem a Paulista e prejudicam a cidade e os cidadãos, para ‘Quebrar a espinha dorsal desse governador’, como prometeu a doce Bebel à doce Dilmona, em ato público de homenagem à ‘Mulher Metalúrgica’, mulheres metalúrgicas que ambas nunca foram.

Tentaram civilizadamente entregar o abaixo-assinado ao Cônsul de Cuba, que se recusou a recebê-lo, como é do seu direito. Postaram-se, então e também civilizadamente, na calçada em frente ao Consulado, como é do seu direito, a via é pública, exibindo suas faixas aos passantes, que buzinavam e acenavam com o polegar em sinal de ‘positivo’.

Este DC ‘cobriu’ o sucedido com uma reportagem de meia página e foto a cores.

Eis que o Cônsul deu o telefonema que guardava na manga. Pediu a vinda do ‘sétimo da cavalaria’ para controlar a ‘situação’ na rua. Chamou o ‘911 Emergency’, como no ‘esterco cultural’ das séries de TV, que não perco? Chamou a Polícia, como qualquer um de nós o faria, em caso de tumulto? Nada. Chamou o Simão do PT. Como sei? Sabendo, oras.

Os camisas-vermelhas chegaram cantando pneus, cantando salsas de endeusamento a Cuba e Fidel e chamando ‘pro pau’. Ninguém ligou a mínima, falaram sozinhos, caíram fora com os rabinhos entre as pernas, derrotados pela ausência do ‘pau’ que provocavam.

Voltaram à prontidão, à disposição do Oberkommandant Simão do Pt. Heil Simão! Sieg Heil!” (Lígia Bittencourt)

Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
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Domingo, 04.04.10

ASUNTO POLÊMICO

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 17:54

Domingo, 04.04.10

Decisão do STM tem apoio da Tropa

Decisão do STM tem apoio da Tropa

Por Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 14 de março de 2010.

“O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia aberto um outro processo contra o tenente-coronel Osvaldo Brandão Sayd, em 2005, acusado de pedofilia e condenado a dois anos de prisão por eventos que ocorreram quando o militar servia no Rio Grande do Sul, em 2003”.

Tendo em vista os últimos acontecimentos envolvendo a nomeação do General-de-exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho para o Superior Tribunal Militar (STM), no dia 10 de março, e a condenação do Tenente-coronel Osvaldo Brandão Sayd por ter tido um relacionamento homossexual com um militar subordinado, no dia seguinte, voltamos a tratar do tema.

- “A TROPA NÃO OBEDECE A COMANDO DE HOMOSSEXUAL”

“A opinião do referido general não se reveste de inconstitucionalidade. Todos têm o direito de expressar seu pensamento, respondendo por eventuais abusos. No caso, depondo no Senado, o dever de dizer a verdade é especialmente exigível. Só merece elogios quem não mente em situação como essa, mesmo com o risco de não ser aprovado pela comissão que o sabatina. Não se vê abuso na opinião em exame. É apenas a visão franca, honesta, de um profissional que conhece, mais que os parlamentares, a mentalidade da tropa. Ele não está preocupado, na verdade, com a vida íntima dos soldados. Prevê e inquieta-se com a perspectiva de relaxamento em uma atividade essencialmente máscula e sóbria, que tem na hierarquia um dos seus pilares de sustentação”. (Francisco César Pinheiro Rodrigues)

O General Cerqueira traduz taxativamente o pensamento da Força Terrestre e só são capazes de entender a extensão de seu pronunciamento aqueles que quando se põem em marcha levam à sua esquerda, a coragem, e à sua direita, a disciplina. Uma sociedade moribunda em que os valores e os princípios são desconsiderados, desconhece que a Profissão Militar se reveste de aspectos singulares e como tal deve ser analisada e compreendida. Ao longo dos tempos essas características especiais sempre foram levadas em conta, por lideranças esclarecidas, quando da sua seleção, formação e emprego.

- ‘Não se pode permitir liberalidade a ponto de denegrir o instamento militar’

O Ministro José Américo relator do caso, no STM, afirmou que: “a opção sexual não há de ser recriminada, mas excessos têm de ser tolhidos para o bem da unidade militar”. O relator votou pela reforma sendo acompanhado por outros seis votos que decidiram que o Tenente-coronel Sayd “não reúne condições de permanecer como militar em exercício”.

O Ministro complementou dizendo que: “Não se pode permitir liberalidade a ponto de denegrir o instamento militar”, e relatou que o soldado frequentava a casa de Sayd “porque tinha medo”. O soldado Claudemir Rodrigues declarou, em juízo, que: "Sendo o tenente-coronel meu chefe, ele poderia não me dar engajamento. Meu sonho sempre foi ascender nas Forças Armadas”.

Não há recurso para a decisão do STM, pois o STF considera que se trata de uma “questão administrativa das Forças Armadas”.

Parabéns aos Ministros do STM que não se dobraram as falácias e cantilenas dos que não sabem que o exercício da atividade militar, por sua natureza, exige o comprometimento da própria vida, obediência a severas normas disciplinares e a estritos princípios hierárquicos, que condicionam toda a sua vida pessoal e profissional e que o militar não usufrui, como os demais trabalhadores, de direitos sociais, de caráter universal.

- Moniz Barreto - Carta a El-Rei de Portugal, 1893

"Senhor, umas casas existem, no vosso reino onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida. Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares... Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade e a vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão. Eles, porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição, eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem. Porque, por definição, o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai coragem, e à sua direita a disciplina".


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Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 17:53

Domingo, 04.04.10

Ayahuasca

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 17:51

Domingo, 04.04.10

Resolução Nº 1, de 25 de janeiro de 2010

Resolução Nº 1, de 25 de janeiro de 2010

Por Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 29 de março de 2010.

“Há que se diferenciar uso da droga pelos povos nativos, atendendo a rituais ancestrais, e seu uso pelos ‘civilizados’ em busca de novas experiências ou modismos ‘pseudo-religiosos’ que nada tem a ver com nossa história e nossos costumes”.

Os trágicos acontecimentos da primeira quinzena de março de 2010, envolvendo o assassinato cartunista Glauco Villas Boas e seu filho Raoni, devoto do Santo Daime, fundador da igreja ‘Céu de Maria’, sediada em sua própria casa, por um dos freqüentadores acirraram o debate quanto ao uso ‘religioso’ de psicotrópicos.

“O poder público pecou em não regulamentar mais clara e objetivamente o uso do chá. A igreja tem o dever de indenizar, se for provado que ministrou sem os cuidados que a resolução determinava”. (André Alves Wlodarczyk - advogado criminalista)

Segundo a Resolução n° 1, Carlos Grecchi, pai de Carlos Eduardo, assassino do cartunista Glauco e seu filho, poderia, legalmente, vir a solicitar indenização por parte da igreja ‘Céu e Maria’. Grecchi afirma ter solicitado, desde 2007, por diversas vezes, a Glauco que seu filho não fizesse uso do Daime, pois apresentava surtos psicóticos depois da administração da droga.

- Histórico ‘Legal’

Na década de 80, o uso da bebida chegou a ser proibido.

1987 - Suspensão provisória da interdição do uso da Ayahuasca, através da Resolução nº 06, do CONFEN (Conselho Federal de Entorpecentes), de 4 de fevereiro de 1986.

1991 - Denúncias anônimas indicando mau uso da substância gerou o reexame da bebida. O CONFEN realiza estudos sobre a forma de produção e consumo da bebida e em parecer, de 02/06/92, conclui que não havia razões para alterar a conclusão de 1987, que havia liberado o uso da droga para fins religiosos.

2004 - O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD) solicitou, em 24 de março, à Câmara de Assessoramento Técnico Científico a elaboração de estudo e parecer técnico-científico a respeito do uso da Ayahuasca. O parecer apresentado e aprovado na Reunião do CONAD, de 17/08/04, serviu de base à Resolução nº 5, do CONAD, de 04/11/04, que criou o atual Grupo Multidisciplinar de Trabalho.

2010 - Através da Resolução nº 1, de 25 de janeiro, o CONAD dispõe sobre a observância, pelos órgãos da Administração Pública, das normas e procedimentos compatíveis com o uso religioso da Ayahuasca.

- Lei nº 11343, de 23 de agosto de 2006

Art. 20. Ficam proibidas, em todo o território nacional, as drogas, bem como o plantio, a cultura, a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas, ressalvada a hipótese de autorização legal ou regulamentar, bem como o que estabelece a Convenção de Viena, das Nações Unidas, sobre Substâncias Psicotrópicas, de 1971, a respeito de plantas de uso estritamente ritualístico-religioso.

- Resolução Nº 1, de 25 de janeiro De 2010

(...) Considerando o Relatório Final elaborado pelo Grupo Multidisciplinar de Trabalho (GMT), instituído pela Resolução nº 5 - CONAD, publicada no D.O.U. de 10/11/2004; (...)

Resolve:

Art. 1º Determinar a publicação, na íntegra, do Relatório Final, do Grupo Multidisciplinar de Trabalho (GMT), fazendo-o parte integrante da presente Resolução. (...)

- GMT - Ayahuasca - Relatório Final

V - Conclusão

(...) O Grupo Multidisciplinar de Trabalho aprovou os seguintes princípios deontológicos para o uso religioso da Ayahuasca:

1. O chá Ayahuasca é o produto da decocção do cipó Banisteriopsis caapi e da folha Psychotria viridis e seu uso é restrito a rituais religiosos, em locais autorizados pelas respectivas direções das entidades usuárias, vedado o seu uso associado a substâncias psicoativas ilícitas;

2. Todo o processo de produção, armazenamento, distribuição e consumo da Ayahuasca integra o uso religioso da bebida, sendo vedada a comercialização e ou a percepção de qualquer vantagem, em espécie ou in natura, a título de pagamento, quer seja pela produção, quer seja pelo consumo, ressalvando-se as contribuições destinadas à manutenção e ao regular funcionamento de cada entidade, de acordo com sua tradição ou disposições estatutárias;

3. O uso responsável da Ayahuasca pressupõe que a extração das espécies vegetais sagradas integre o ritual religioso. Cada entidade constituída deverá buscar a auto-sustentabilidade em prazo razoável, desenvolvendo seu próprio cultivo, capaz de atender suas necessidades e evitar a depredação das espécies florestais nativas. A extração das espécies vegetais da floresta nativa deverá observar as normas ambientais;

4. As entidades devem evitar o oferecimento de pacotes turísticos associados à propaganda dos efeitos da Ayahuasca, ressalvando os intercâmbios legítimos dos membros das entidades religiosas com suas comunidades de referência; (...)

8. Compete a cada entidade religiosa exercer rigoroso controle sobre o sistema de ingresso de novos adeptos, devendo proceder entrevista dos interessados na ingestão da Ayahuasca, a fim de evitar que ela seja ministrada a pessoas com histórico de transtornos mentais, bem como a pessoas sob efeito de bebidas alcoólicas ou outras substâncias psicoativas;

9. Recomenda-se ainda manter ficha cadastral com dados do participante e informá-lo sobre os princípios do ritual, horários, normas, incluindo a necessidade de permanência no local até o término do ritual e dos efeitos da Ayahuasca. (...)

- Alienação do CONAD

A liberação do uso da ayahuasca para fins religiosos pelo CONAD reconheceu, ainda que implicitamente, que a ingestão do alucinógeno é potencialmente perigosa. O estabelecimento de rígidos procedimentos que estabelecem a proibição de sua administração a pessoas com histórico de transtornos mentais ou sob efeito de bebidas alcoólicas ou outras substâncias psicoativas, e a necessidade de que as entidades religiosas exerçam ‘rigoroso controle sobre o sistema de ingresso de novos adeptos’ deixa isso patente.

O CONAD erra ao atribuir toda a responsabilidade sobre a seleção de adeptos, produção e uso do psicotrópico e acompanhamento dos efeitos aos próprios usuários como se isso fosse de fato viável. Quem seriam os encarregados de acompanhar os efeitos em cada usuário, membros da seita sob efeito do alucinógeno? O CONAD, também, não determina quem será o responsável pela fiscalização destas regras nem como isso será feito.

O advogado constitucionalista João Wiegerinck acrescenta: “Por eliminação, percebemos que a fiscalização só será feita quando provocada: quando alguém passar mal ou surtar com a bebida. Obviamente, é uma falha”.

Os profissionais da saúde pública criticam a resolução, pois, segundo eles, entrega aos próprios adeptos a responsabilidade de determinar quem pode fazer uso do chá quando, na verdade, essa orientação deveria ser feita por psicólogos ou psiquiatras. O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira afirma: “o uso do chá é arriscado para pessoas que tomam antidepressivos e é contra-indicado a pessoas com diagnóstico de psicose, já que aumenta muito a produção de certas substâncias no cérebro. A falta de fiscalização pode levar o aparecimento de vários casos graves”.

O psiquiatra Emmanuel Fortes acredita que: “É uma temeridade. As pessoas não saem por aí dizendo se têm doença mental ou não. Isso merece uma reflexão por parte do Conselho Federal de Medicina”.

- Coronel Higino Veiga Macedo

Um grande amigo, o Coronel de Engenharia Higino, enfrentou problemas relacionadas à droga, quando construía estradas no Estado do Acre. Depois de ler um de meus artigos me enviou um texto de sua autoria em que faz o seguinte relato:

“(...) Numa manhã quando eu ia para o acampamento, num sábado encontrei um filho do vizinho, parado no meio da rua, já próximo de sua casa. O efeito acabava de dar uma recidiva e ele estava tocando violão. Quando perguntei o quê fazia, ele me reconheceu e disse que, das cordas do violão, saia chispas de fogo colorida e não som. Levei-o até sua casa e o deixei no portão, mas ele continuava a tocar.

Mas o perigo era com o meu pessoal. Numa segunda feira, um dos operadores, conhecido por Acreano, saiu de cima do trator funcionando e saiu correndo, se batendo com o chapéu. Depois correu e subiu na máquina e a estancou, mas continuou a se bater com o chapéu e com os braços. Fui até ele e perguntei o que acontecia. Ele respondeu que um bando de borboletas grandes o estava atacando. Perguntei se tinha tomado cipó na noite anterior e ele me confirmou isso, mas que à meia-noite o efeito já tinha passado. Mandei que ele passasse o trator a outro operador e ele terminou aquele dia auxiliando a mecânica. (...)” (MACEDO)


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Domingo, 04.04.10

PROTESTO DOS COMUNISTAS

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Domingo, 04.04.10

‘Neste momento eu sou a oferta e a aceitação’

‘Neste momento eu sou a oferta e a aceitação’

Por Cel Eng R/1 Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 31 de Março de 2010

Tudo quanto o Presidente Médici fez nesse fecundo período do seu mandato leva a marca de sua fidelidade ao movimento revolucionário, que abriu para este País perspectivas regeneradoras que nenhum espírito de boa-fé ousaria denegar. Para isso, o General Médici, cujas inclinações democráticas se atestam em palavras e atos, e vêm de sua afinidade com a alma do povo brasileiro, coloca na primeira linha das suas preocupações criar, pela estabilidade econômica, pela justiça social, pela eliminação das contestações ilegais e pela repressão aos delinqüentes da moral administrativa, a segura atmosfera de ordem e de progresso que dará à democracia brasileira a solidez de que tanto tem carecido.
(O Jornal - 01/11/1970)

- Márcio Moreira Alves e a ‘Ditabranda’

Márcio Moreira Alves, jornalista e político brasileiro, nasceu, em 14 de julho de 1936, no Rio de Janeiro. O ex-deputado é lembrado como o agente catalisador do AI-5. Discursando no Congresso Nacional, em setembro de 1968, propôs um boicote às paradas militares de celebração à Semana da Pátria e solicitava às jovens brasileiras que não namorassem oficiais do Exército. No seu livro ‘O Despertar da Revolução Brasileira’, se referiu ao período 1964-68, do governo do Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, antes do AI-5, como ‘ditabranda’. Para ele foi um alívio ver a saída de Jango do governo, pois ‘Achava-o oportunista, instável, politicamente desonesto (...) Aparecia bêbado em público, deixava-se manobrar por cupinchas corruptos (...) e tinha uma grande tendência gaúcha para putas e farras’.

- O Polemico Editorial da Folha de São Paulo

“(...) Mas, se as chamadas ‘ditabrandas’ - caso do Brasil entre 1964 e 1985 - partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça -, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente”. (Folha de S. Paulo - 17 de fevereiro de 2009)

Nota da Redação - A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua ‘indignação’ é obviamente cínica e mentirosa.

O patrulhamento ideológico que se faz contra um periódico que externa seu pensamento mostra que estamos, agora sim, vivendo uma ‘ditabranda’. A democracia e a liberdade de imprensa só são lembradas, pelos ‘petrarcas’, quando defendem os seus direitos e suas posições políticas. Não permitem, jamais, que se estabeleça o contraditório. Parabéns à Folha por tentar mostrar que nem todos os meios de comunicação estão à soldo do ‘governo companheiro’.

- Emílio Garrastazu Médici

Médici nasceu na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, no dia 04 de dezembro de 1905. Ingressou, em 1918, no Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), onde permaneceu até 1922 e, em abril de 1924, matriculou-se na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, sendo declarado aspirante a oficial da arma de cavalaria em janeiro de 1927. Em 1957, como coronel, foi Chefe do Estado Maior da 3° Região Militar, com sede em Porto Alegre, comandada pelo general Arthur da Costa e Silva. Promovido a general de brigada, em 1961, foi nomeado comandante da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), no Rio de Janeiro e, em 1964, ainda como comandante da AMAN, apoiou a Revolução de 1964.

Foi delegado brasileiro na Junta internacional de Defesa Brasil-Estados Unidos, em Washington. Em 1967, sucedeu a Golbery do Couto e Silva, assumindo a chefia do Serviço Nacional de Informações (SNI) e, em 1969, o comando do III Exército, atual Comando Militar do Sul (CMS), no Rio Grande do Sul. Após a morte de Costa e Silva foi eleito presidente, pelo Congresso Nacional, em 25 de outubro de 1969, com 239 votos a favor e 76 abstenções.

- Discurso de posse (30/10/1969).

“Homens de meu País!

Neste momento eu sou a oferta e a aceitação.

Não sou promessa. Quero ser verdade e confiança, ser a coragem, a humildade, a união. A oferta de meu compromisso ao povo, perante o Congresso de seus representantes, quero-a um ato de reverdecimento democrático. A aceitação da faixa presidencial. Faço-a um auto de justiça e a confissão de minhas crenças.

Faço a justiça de proclamar o equilíbrio e a serena energia, o patriotismo e a grandeza com que se houveram os três Ministros Militares no exercício temporário da Presidência da República, que a mim transmitem, no símbolo dessa faixa, pelas mãos honradas de Sua Excelência, o Almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald.

Faço a justiça de dizer, já agora ouvindo a Nação, à cuja frente o destino me trouxe, faço a justiça de assinalar a total dedicação do grande Presidente Costa e Silva à causa pública, o empenho tanto, que se fez imolação da própria voz.
Venho como sempre fui. Venho do campo, da fronteira, da família; venho do povo, da caserna; venho de minha terra e de meu tempo.

Venho do minuano. ‘Esse vento faz pensar no campo, meus amigos, este vento vem de longe, vem do pampa e do céu’.

Valho-me, ainda uma vez, do poeta augusto do meu Sul, para ver, no vento, o homem do campo de todo o Brasil - o homem que ninguém vê, sem face e sem história - aquela humildade mansa, que a vida vai levando na quietação do caminho abraçando a coxilha.

- Homem do Campo

Homem do campo, creio no homem e no campo. E creio em que o dever desta hora é a integração do homem do interior ao processo de desenvolvimento nacional. E, porque assim o creio, é que tudo darei de mim para fazer a revolução no campo, revolução na agricultura, no abastecimento, na alimentação. E sinto que isso não se faz somente dando terra a quem não tem, e quer, e pode ter. Mas se faz levando ao campo a escola ao campo adequada; ali plantando a assistência médica e a previdência rural, a mecanização, o crédito e a semente, o fertilizante e o corretivo, a pesquisa genética e a perspectiva de comercialização. E tenho a diversificação e o aumento da produção agrícola, a ampliação das áreas cultivadas e a elevação da renda rural como essenciais à expansão de nosso mercado interno, sem o qual jamais chegaremos a ter uma poupança nossa, que nos torne menos dependentes e acione, com o nosso esforço, aliado à ajuda externa, um grande projeto nacional de desenvolvimento.

- Homem da Fronteira

Homem da fronteira, creio em um mundo sem fronteiras entre os homens.
Sinto por dentro aquele patriotismo aceso dos fronteiriços, que estende pontes aos vizinhos, mas não aceita injúrias nem desdéns, e não se dobra na afirmação do interesse nacional.

Creio em um mundo sem fronteiras entre países e homens ricos e pobres. E sinto que podemos ter o mundo sem fronteiras ideológicas, onde cada povo respeite a forma dos outros povos viverem. Creio em um mundo sem fronteiras tecnológicas, onde o avanço científico fique na mão de todo homem, na mão de toda nação, abrindo-se à humanidade a opção de uma sociedade aberta.

Homem da fronteira, conheço o peso específico de nosso País e hei de faze-lo valer em favor do nosso povo. Fronteiriço, não sei, não vejo, não sinto, não aceito, outra posição do Brasil no mundo que não seja a posição da altivez. E sinto que esta nossa América, já na idade da razão, realizado o esforço concentrado e pertinaz de formulação de suas posições, há de receber, em breve, a solidariedade da outra América.

E creio que se pode tornar mais intenso o surto de comercialização de nossos produtos e buscar o comprador na extensão toda do mapa do mundo. E creio na contribuição de nossa gente, para o entendimento, o respeito e a paz entre os povos.

- Homem de Família

Homem de família, creio no diálogo entre as gerações e as classes, creio na participação. Creio que a grandeza do Brasil depende muito mais da família que do Estado, pois a consciência nacional é feita da alma de educador que existe em cada lar. E, porque assim o creio, é que buscarei fortalecer as estruturas de governos municipais e sub-regionais, provendo as comunidades do interior do saneamento básico indispensável à proteção da unidade familiar, pedra angular da sociedade.

- Homem do Povo

Homem do povo, creio no homem e no povo, como nossa potencialidade maior, e sinto que o desenvolvimento é uma atitude coletiva, que requer mobilização total da opinião pública. E, porque assim o creio, e porque o sinto amadurecido para a tarefa global, é que buscarei ouvi-lo sempre.

Homem do povo, olho e vejo o trabalhador de todas as categorias e sinto que, normalizada a convivência entre empregados e patrões, e consolidada a unificação da previdência social, nosso esforço deve ser feito na formação e no aperfeiçoamento de mão-de-obra especializada e no sentido da formulação de uma política salarial duradoura, que assegure o real aumento do salário e não o reajustamento enganador.

Homem do povo, conheço a sua vocação de liberdade, creio no poder fecundante da liberdade.

- Homem da Caserna

Homem da caserna, creio nas virtudes da disciplina, da ordem, da unidade de comando. E creio nas messes do planejamento sistematizado, na convergência de ações, no estabelecimento das prioridades. E, porque assim o creio, é que tudo farei por coordenar, integrar, totalizar nossos esforços - tantas vezes supérfluos, redundantes, contraditórios, dispersivos - em uma tarefa global, regida por um grande plano diretor.

Homem da caserna, creio nos milagres da vontade. E, porque o creio, convoco a vontade coletiva, a participação de todos os que acreditam na compatibilidade da democracia com a luta pelo desenvolvimento, para que ninguém se tenha espectador e todos se sintam agentes do processo.

- Homem de Minha Terra

Homem de minha terra, creio nas potencialidades e na viabilidade econômica e social de meu País.

Creio no desenvolvimento como fenômeno global, interiorizado primeiro na alma de cada homem, para poder ganhar, então, a alma da terra toda.

Creio na função multiplicadora da empresa, e, porque assim o creio, buscarei fortalece-la - sobretudo a empresa nacional - encontrando formas e processos de baratear-lhe os custos de produção, para que se fortifique e mais produza. E me empenharei no sentido da utilização racional e efetiva do território brasileiro, na vivificação das estruturas municipais, na atenuação dos desequilíbrios regionais.

- Homem de Meu Tempo

Homem de meu tempo, tenho pressa. Sei que, no ano 63, antes da Revolução, nosso crescimento era nenhum e que a inflação se aproximava de cem por cento. Sei que hoje nosso crescimento oscila entre 6 e 7% e que a inflação decresce, já agora em nível de alguma estabilidade. Sei que nos últimos anos avançamos no fortalecimento das instituições econômicas, edificando, não só a estrutura, mas a mentalidade de planejamento, programação e orçamentação.

Homem de meu tempo, sei que essa metodologia e esse ritmo de crescimento, por si sós, já não nos bastam, que urge acelerar o processo; que ‘o minuano para enganar a miséria, geme e dança pela rua’; que penso nas vidas que virão; penso nas dores futuras; penso no século que vai nascer.

Homem de meu tempo, creio no surto industrial brasileiro, em bases estáveis, de vivência nossa, de nosso exclusivo interesse, buscando-se a evolução, o mais cedo que se possa, dos tempos de filial para os tempos de matriz.
Homem de meu tempo, creio na mocidade e sinto na alma a responsabilidade perante a História. E porque o sinto e o creio, é que darei de mim o que puder pela melhor formulação da política de ciência tecnologia, que acelere nossa escalada para os altos de uma sociedade tecnológica humanizada.

Homem de meu tempo, tenho fé em que possamos, no prazo médio de meu governo, preparar as bases de lançamento de nossa verdadeira posição nos anos 2000 e assegurar a nossa participação em programas nuclear e espacial, sempre que sirvam para a aceleração do desenvolvimento brasileiro.

- Homem da Revolução

Homem da Revolução, eu a tenho incontestável, e creio no ímpeto renovador e inovador de seus ideais. E, porque a tenho assim, é que a espero mais atuante e progressista. E. depois de aceito o desafio econômico, eis à nossa frente o desafio tecnológico.

Homem da Revolução, é meu propósito revolucionar a educação, a saúde, a agricultura, para libertar o nosso homem de seus tormentos maiores e integrar multidões ao mundo dos homens válidos.

E para isso, convoco a Universidade, chamo a Igreja, aceno à empresa, e brado ao povo para que me ajude a ajudar o homem a ajudar-se a si mesmo.

- Homem da Lei

Homem da lei e do regulamento, creio no primado do Direito. E, porque homem da lei, é que pretendo velar pela ordem jurídica. E, homem, de pés no chão, sinto que, nesta hora, a ordem jurídica se projeta em dois planos. Vejo o plano institucional, destinado a preservar as conquistas da Revolução, vejo o plano constitucional, que estrutura o Estado e assegura o funcionamento orgânico dos Poderes. Estou convencido de que é indispensável a coexistência dessas duas ordens jurídicas, expressamente reconhecida pela Constituição, fundada no imperativo da segurança nacional, e coerente enquanto for benéfica à defesa da democracia e à realização do bem comum.

Homem da lei, sinto que a plenitude do regime democrático é uma aspiração nacional. E, para isso, creio necessário consolidar e dignificar o sistema representativo, baseado na pluralidade dos partidos e na garantia dos direitos fundamentais do homem. Creio em que os partidos políticos valem como forças vivas que atuam sobre a vida nacional, quando a dinâmica das idéias prevalece sobre a pequenez dos interesses pessoais. E sinto que urge fortalecer o Partido da Revolução, para que ele seja, não só o sustentáculo deste governo, mas uma verdadeira escola de política nacional harmonizada com o pensamento revolucionário. E espero da Oposição que nos honre com o cumprimento de seu dever, apontando erros, aceitando acertos, indicando caminhos, fiscalizando e fazendo também a sua escola de democracia, dignidade e respeito mútuo.

Homem da lei, creio imperioso dotar o Brasil de novos códigos que reflitam os progressos da ciência jurídica, a atualização dos institutos e as inquietudes de um povo em desenvolvimento.

- Homem de Fé

E, homem de fé, creio nas bênçãos de Deus aos que não têm outros propósitos que não sejam os do trabalho da vida inteira, os da justiça e os da compreensão entre os homens.

E creio nos milagres que os homens fazem com as próprias mãos. E nos milagres da vontade coletiva. Creio na humanização da vida dos severinos do campo. E na solidariedade da família brasileira. Creio na alma generosa da mocidade. Creio na minha terra e no meu povo. Creio na sustentação que me haverão de dar os soldados como eu. Creio no apressamento do futuro.

E creio em que, passados os dias difíceis dos anos 60, amanhecerá, na década de 70, a nossa ora.

E creio na missão de humanidade, de bondade e de amor que Deus confiou à minha gente.

E, porque o creio, e porque o sinto, no arrepio de minha sensibilidade, é que, neste momento, sou oferta e aceitação.

- Posse

E aceito, neste símbolo do Governo da República, a carga imensa de angústias, de preocupações, e vigílias - a missão histórica que me foi dada. E a ela me dou, por inteiro, em verdade e confiança, em coragem, humildade e união. E a ela me dou, com a esperança acesa no coração, que o vento de minha terra e de minha infância, que nunca me mentiu no seu augúrio, está dizendo que Deus não me faltará, está me trazendo o cheiro de minha terra de minha gente. E, com a ajuda de Deus e dos homens, haverei e pôr na mão do povo tudo aquilo em que mais creio”.

Fonte:
ALVES, Márcio Moreira. O Despertar da Revolução Brasileira, Seara Nova, Lisboa, 1974.

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Solicito publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Rua Dona Eugênia, 1227
90630 150 - Petrópolis - Porto Alegre - RS
Telefone:- (51) 3331 6265
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
E-mail: hiramrs@terra.com.br

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Domingo, 04.04.10

DROGAS

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Domingo, 04.04.10

Alucinógenos ou Psicoativos?

Alucinógenos ou Psicoativos?


Por Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 20 de fevereiro de 2010.
Os trágicos acontecimentos da primeira quinzena de março de 2010, envolvendo o assassinato do cartunista Glauco, devoto do Santo Daime, fundador da igreja Céu de Maria, sediada em sua própria casa, por um dos frequentadores, levaram-me a produzir o presente artigo.
A Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS) vem promovendo, já há alguns anos, o diálogo, o estudo e o aprofundamento sobre a realidade da cultura indígena no Estado e no País através de uma série de palestras que fazem parte do evento chamado ‘Círculo de Cultura Indígena’, coordenado pelo Departamento de Direito Público da Faculdade de Direito e Núcleo de Estudos e Pesquisa em Cultura Indígena. Durante minhas exposições sempre fui interpelado pelos líderes indígenas no sentido de não me referir aos narcóticos que utilizam nos seus rituais como psicotrópicos e sim psicoativos.
A proliferação de seitas que usam nos seus rituais plantas, chamadas eufemisticamente, pelos seus simpatizantes de ‘psicoativas’ mas que na realidade nada mais são do que drogas que provocam ou estimulam surtos psicóticos deveriam receber uma atenção maior por parte de nossas autoridades. Há que se diferenciar uso da droga pelos povos nativos, atendendo a rituais ancestrais, e seu uso pelos ‘civilizados’ em busca de novas experiências ou modismos ‘pseudo-religiosos’ que nada tem a ver com nossa história e nossos costumes. Essas pseudo-doutrinas só prosperaram tendo em vista a ignorância e a falta de conhecimento científico a respeito dos malefícios que o uso da droga pode acarretar. Quantos outros casos semelhantes, ao do cartunista Glauco, deixaram de ser repercutidos pela mídia só porque as vítimas eram cidadãos comuns.
Modismos recorrentes levam a humanidade, volta e meia, buscar nos procedimentos primitivos a cura para suas mazelas. Há necessidade de se identificar se o emprego de determinadas substâncias pelos ‘pajés’ tem algum poder curativo ou não. Diversas dessas plantas ditas ‘medicinais’ foram pesquisadas e nenhum princípio ativo foi identificado, que justificasse seu emprego como remédio. As últimas pesquisas apontam que apenas 12% das plantas utilizadas pelos aborígines têm algum efeito real sobre o individuo.
Achar que o conhecimento nativo sobre a flora e a fauna não necessitam de uma visão mais científica é desprezar todo o conhecimento da humanidade ao longo de milhares de anos. Tive a oportunidade, na minha carreira militar, como oficial de engenharia, de conviver por dois anos com os Waimiris-Atroaris (WA). Os WA atribuíam a um pequeno inseto uma picada mortal para o ser humano e se o pequeno e exótico animal picasse uma árvore ela perderia todas as folhas e secaria em vinte e quatro horas. Na verdade o animal era totalmente inofensivo, mas seu abdômen lembrava a cabeça de um jacaré e isso era suficiente para que os nativos lhe atribuíssem poderes especiais.
- Drogas psicotrópicas ou psicoativas
‘Psico’ vem de psique = mente; ‘Trópico’ vem de tropismo = ação de aproximar. Isso já informa que a sua ação se dá no cérebro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1981, definiu estas substâncias como aquelas que “agem no Sistema Nervoso Central (SNC) produzindo alterações de comportamento, humor e cognição, possuindo grande propriedade reforçadora sendo, portanto, passíveis de auto-administração”. Essas alterações podem ser proporcionadas para fins: recreacionais (alteração proposital da consciência), rituais ou espirituais (uso de enteógenos), científicos (funcionamento da mente) ou médico-farmacológicos (como medicação).
A ética em relação ao uso dessas drogas é objeto de contínuo debate filosófico. Muitos governos têm imposto restrições sobre a produção e a venda dessas substâncias na tentativa de diminuir o abuso de drogas.
- Ayahuasca
Por Ana Cecília Marques e Hamer Nastasy Palhares
“A Ayahuasca é conhecida em diferentes culturas pelos seguintes nomes: yajé, caapi, natema, pindé, kahi, mihi, dápa, bejuco de oro, vine of gold, vine of the spirits, vine of the soul e a transliteração para a língua portuguesa resultou em hoasca. Também é conhecida amplamente no Brasil como ‘Chá do Santo Daime’ ou ‘Vegetal’. Na linguagem Quechua, aya significa espírito ou ancestral, e huasca significa vinho ou chá. Este nome, tanto se aplica à bebida preparada por meio da mistura da Banisteriopsis caapi e da Psichotria viridis, quanto à primeira das plantas. (...)
As diversas preparações geralmente contêm talos socados da Banisteriopsis caapi ou espécies correlatas mais as folhas da Psichotria viridis. As plantas adicionadas à Ayahuasca ajudam a maximizar as experiências de estimulação visual e as sensações de contato com forças e locais sobrenaturais e divinos. Os métodos de preparo variam conforme o grupo, como um chá quente ou amassando-se junto à água fria, deixando-se em descanso por aproximadamente 24 horas. (...)
História
As origens do uso da Ayahuasca na bacia Amazônica remontam à Pré-história. Não é possível afirmar quando tal prática teve origem, no entanto, há evidências arqueológicas através de potes, desenhos que levam a crer que o uso de plantas alucinógenas ocorra desde 2.000 a.C.
(...) A história moderna da Ayahuasca começa em 1851 quando o botânico inglês Richard Spruce noticia o uso de bebidas que intoxicam entre os índios Tucanos, no Brasil. Estes convidaram-no a participar de uma cerimônia que incluía a infusão que eles chamavam ‘caapi’. Spruce apenas tomou uma pequena quantidade daquela ‘nauseous beverage’, mas não se deu conta dos profundos efeitos que ela teve sobre seus amigos. Os Tucanos mostraram a Spruce a planta da qual caapi derivava, e ele coletou espécies da planta e das flores. Spruce chamou-a de Banisteria caapi, e estudo posteriores levaram-no a concluir que caapi, yage e ayahuasca eram nomes indígenas para a mesma poção feita daquela videira. A Banisteria caapi de Spruce foi reclassificada como Banisteriopsis caapi pelo taxonomista Morton em 1931. (...)
Apesar da coleta e identificação da Ayahuasca datar de 1851, os alcalóides já eram conhecidos desde a primeira metade do século XIX, o que se deve à facilidade de extração dos mesmos, bem como aos possíveis usos clínicos: logo, a Harmalina foi isolada da Peganum harmala em 1840. Sete anos depois, a Harmina foi identificada. A ‘telepatina’ - harmina - foi identificada na ‘yajé’ em 1905. (...)
Antropologia e uso da Ayahuasca
Plantas com propriedades alucinógenas vem sendo utilizadas com finalidades místicas e religiosas em diferentes culturas primitivas. Há relatos do uso das poções em toda a Amazônia, chegando à costa do Pacífico no Peru, Colômbia e Equador, bem como na costa do Panamá, sendo que foi reconhecida em pelo menos 72 tribos indígenas, com pelo menos 40 diferentes nomes. Entre as diversas tribos da bacia Amazônica, a Ayahuasca é percebida como uma poção mágica inebriante, de origem divina, que ‘facilita o desprendimento da alma de seu confinamento corpóreo’, voltando ao mesmo conforme a vontade e carregada de conhecimentos sagrados. Entre os nativos é usada para propósitos de cura, religião e para fornecer visões que são importantes no planejamento de caçadas, prevenção contra espíritos malévolos, bem como contra ataques de feras da floresta. (...)
Ayahuasca e religião
No século passado, além do consumo da mistura entre as populações indígenas, várias igrejas adotaram o uso da ayashuasca em rituais sincréticos, especialmente no Brasil, onde os efeitos psicoativos são acoplados a conceitos das doutrinas Judaica, Cristã, Africana entre outras. As principais religiões deste módulo incluem a UDV (União do Vegetal), CEFLURIS (Santo Daime), Barquinha e o Alto Santo.
O uso da hoasca dentro de tais contextos religiosos foi oficialmente reconhecido e protegido pela lei no Brasil em 1987. Tais seitas incluíram a Ayahuasca em seus rituais de comunhão como um simbolismo comparável ao ‘pão e vinho’. Estas igrejas argumentam que a poção ajuda a promover concentração pronunciada e contato direto com o plano espiritual. (...)
Ayauhuasca e a expansão do consumo
(...) O crescente número de indivíduos que vem experimentando a Ayahuasca de maneira descontextualizada, visitas a seitas com o único intuito de conhecer a bebida, e a atual possibilidade de se usar a Pharmahuasca: combinação sintética dos ingredientes psicoativos da Ayahuasca.
- Chá do Santo Daime (Ayahuasca)
Efeitos
O chá de Santo Daime é um alucinógeno. Tal propriedade se deve à presença nas folhas da chacrona de uma substância alucinógena denominada N,N-dimetiltriptamina (DMT). O DMT é destruído pelo organismo por meio da enzima monoaminaoxidase (MAO). No entanto, o caapi possui uma substância capaz de bloquear os efeitos da MAO: a harmalina. Desse modo, o DMT tem sua ação alucinógena intensificada e prolongada. (...)
Riscos à saúde
Pode haver sensação de medo e perda do controle, levando a reações de pânico. O consumo do chá pode desencadear quadros psicóticos permanentes em pessoas predispostas a essas doenças ou desencadear novas crises em indivíduos portadores de doenças psiquiátricas (transtorno bipolar, esquizofrenia).”
- Santo Daime
O Santo Daime é uma manifestação religiosa exótica que surgiu, no estado do Acre, nas primeiras décadas do século XX. Seus membros fazem uso de uma bebida enteógena (droga alucinógena), o ayahuasca, que, segundo eles, serviria para catalisar processos espirituais visando à cura e bem estar do indivíduo.
Após fazer uso da beberagem Irineu Serra, seu fundador, imaginou ter tido uma visão de entidades superiores que lhe ordenaram propagar o Santo Daime. Irineu concebeu apenas, muito genericamente, uma doutrina que mescla diversas tradições religiosas antigas e contemporâneas cujo pano de fundo serve apenas para justificar o uso da ayahuasca pelos seus discípulos.


- Richard Spruce
Richard Spruce, em novembro de 1852, navegando pelo Rio Negro chegou à aldeia de Ipanoré, maloca de Urubucoará onde assistiu a cerimônia do culto Jurupari, em que os Tucanos usavam uma bebida chamada ‘kapi’ (erroneamente grafada ‘caapi’, palavra tupi-guarani que designa gramíneas), preparada a partir de uma espécie de cipó. Spruce relata que: ‘os brancos que tomaram caapi na forma apropriada coincidem em seus relatos sobre as sensações obtidas sob seu efeito. A vista se altera e diante dos olhos passam rapidamente visões onde parecem combinar-se tudo o que viram ou leram sobre o esplêndido e o magnífico’. Spruce embriagou-se com ‘caxiri’ (bebida fermentada à base de macaxeira) e não chegou a provar a bebida sagrada, mas, já no dia seguinte começou a pesquisar o seu principal componente, o cipó que denominou Banistera caapi (depois Banisteriopsis caapi).- Relato de antanho - Spruce (1853)“Nos relatos dos viajantes a propósito das cerimônias realizadas pelas tribos sul-americanas e das invocações executadas pelos seus pajés. Há frequentes menções a poderosas drogas empregadas para provocar intoxicação ou mesmo delírio temporário. Varia o modo de administrar e ingerir esses narcóticos, que ora são reduzidos a fumaça e tragados, ora a vapor e inalados, ora ingeridos sob forma líquida.

Aliás, são poucas as plantas utilizadas pelos indígenas como matéria prima de artigos de consumo, podendo-se citar apenas o fumo e as que produzem bebidas fermentadas, especialmente o milho, a banana, a mandioca e mais umas poucas. Como tive a sorte de assistir ao uso dos dois narcóticos mais famosos, e de obter espécimes das plantas que os produzem (perfeitos o suficiente para serem determinados botanicamente), transcrevo a seguir as observações a seu respeito que anotei ‘in loco’. (...)É a parte inferior do caule que se utiliza para produzir o narcótico. Uma certa quantidade dela é imersa em água e pilada num almofariz. Eventualmente é acrescentada uma pequena porção de raízes delgadas da planta conhecida como ‘caapipinima. ’ Depois de pilado e triturado, o ‘caapi’ é peneirado e escoimado das fibras lenhosas, e, em seguida, diluído numa quantidade de água suficiente para transformá-lo em bebida. Depois de pronto, adquire uma coloração verde amarronzada, e seu sabor é amargo e desagradável. (...)Uso e efeito do Caapi Em novembro de 1851 fui convocado a comparecer a um ‘dabacuri’ - ou seja, a uma ‘festa dos presentes’ - realizado numa maloca (residência coletiva) conhecida como Urubuquara e situada acima das primeiras corredeiras do Uaupés. (...)


Durante toda a noite, o caapi foi servido cinco ou seis vezes para os jovens, durante os intervalos das danças, sendo contemplados poucos usuários a cada rodada, e sendo poucos aqueles que, terminada a festa, chegaram a tomar mais de uma dose. O ‘garçom’ - sempre do sexo masculino, já que o uso do caapi é vedado às mulheres - inicia a cerimônia de servir com uma curta corrida, vindo do lado de trás da casa, trazendo em cada mão uma cuia contendo uma porção correspondente a uma xícara de chá. Chegando diante dos que o esperam, murmura algo assim como ‘Mo-mo-mo-mo-mo’ e se encurva pouco a pouco, até quase encostar o queixo no joelho, momento em que estende uma das cuias para o usuário, que sorve um gole. Depois vai fazendo o mesmo com os demais, até que as duas cuias se tenham esvaziado.
Passado menos de dois minutos, começam a se fazer notar os efeitos do caapi. O índio que o tomou adquire uma palidez mortal, suas pernas começam a tremer e sua fisionomia aparenta um sentimento de horror. Súbito os sintomas invertem e ele começa a suar copiosamente, parecendo estar tomado por uma fúria insopitável, ocasião em que apanha a primeira ara que encontra - tanto faz que seja um murucu (lança), arco, flecha ou facão, - sai da maloca e aplica violentos golpes no chão ou nos beirais da porta, gritando coisa como: ‘É assim que vou fazer com meu inimigo Fulano, se ele aparecer por aqui!’ Passados uns dez minutos, cessa o efeito e o índio recobra a calma, dando mostras de estar exausto.

Se estivesse em sua casa, certamente iria cair na rede e dormir até se recuperar completamente, mas aqui na festa o que tem a fazer é sacudir a sonolência e voltar a dançar. (...)Os brancos que já tomaram caapi de maneira mais racional e relataram suas experiências foram concordes na descrição de seus efeitos, caracterizados por uma alternância de ondas de frio e calor, de medo e coragem. A visão fica turva e diante dos olhos do usuário passa a desfilar uma sucessão de imagens deslumbrantes e magníficas, lembrando cenas vistas ou lidas no passado. Subitamente, a temática se inverte, e as cenas visualizadas passam a ser horrendas e esquisitíssimas.


Foram também esses os sintomas gerais a mim relatados por mercadores civilizados do alto Rio Negro, do Uaupés e do Orinoco que tiveram tal experiência, dando-se o desconto de uma ou outra variação de caráter pessoal. Um amigo brasileiro me disse que, de certa feita, depois de ter tomado uma dose completa de caapi enxergou a sua frente as maravilhas exóticas que lera nas ‘Mil e uma noites’, como se num cenário animado, mas as derradeiras cenas daquele desfile fantástico se transformaram numa sequência de imagens pavorosas dignas dos contos de horror.

Na festa de Urubuquara fiquei sabendo que a planta do caapi era cultivada de maneira suplementar numa roça situada poucas horas rio abaixo. Fui lá um dia, com a intenção de colher alguns espécimes e adquirir uma quantidade razoável de talos já cortados e enfeixados, para poder enviá-los à Inglaterra, a fim de ser ali analisados. (...)
O caapi é utilizado pelos índios de todas as tribos assentadas ao longo do Uaupés, algumas das quais falam línguas totalmente diferentes entre si, além de terem costumes também inteiramente diversos. Já no Rio Negro, se ele algum dia foi usado, caiu em completo desuso, e também não me consta que seja empregada pelas tribos da nação Caribe - Bares, Baniuas, Mandauacas, etc. - com a solitária exceção dos Tarianas, que se introduziram ligeiramente no Uaupés, onde provavelmente aprenderam seu uso com seus vizinhos da tribo Tucano.

Quando estive nas cataratas do Orinoco, em junho de 1854, reencontrei, o caapi, com esse mesmo nome, num acampamento de Guaíbos selvagens, nas savanas de Maypures. Esses índios não só bebiam a infusão da planta, preparada da mesma maneira empregada pelos índios do Uaupés, como mascavam o talo seco, como se costuma fazer com o fumo. Aprendi com eles que todos os moradores nativos dos rios Meta, Vichada, Guaviare, Sipapo e dos riachos intercalados entre esses rios conhecem o caapi e o usam precisamente do mesmo modo. (...) Em maio de 1857, nas aldeias peruanas de Canelos e Puçá-Yacu, voltei a ver plantações de caapi, da mesma espécie do Uaupés, mas ali denominava-se ‘aya-huasca’, palavra inca que significa ‘videira-de-defunto’, e usado igualmente como narcótico estimulante pelos índios das tribos Zaparo, Angutero e Mazane.

A bebida é também usada pelos feiticeiros quando estes são solicitados a resolver pendências, responder consultas, revelar os planos do inimigo, dizer se os estrangeiros visitantes seriam ou não confiáveis, se as esposas são fiéis, quem teria deitado mau-olhado sobre fulano que adoeceu de repente, etc. (...) Os jovens não tem permissão de usar o ‘aya-huasca’ enquanto não atingirem a puberdade, sendo seu uso inteiramente vedado às mulheres, exatamente como no Uaupés. (...)
Eis o que posso dizer acerca do caapi ou ‘aya-huasca’. Lamento não ser capaz de precisar qual seria o princípio ativo narcótico que produz seus efeitos (harmina). Suas substâncias análogas mais óbvias são o ópio e o haxixe, mas o caapiu parece operar no sistema nervoso de maneira mais rápida e violenta do que ambos.” (SPRUCE)

Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br
E-mail: hiramrs@terra.com.br

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Domingo, 04.04.10

FOLHA DE SÃO PAULO

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Domingo, 04.04.10

BRASIL (1964-1985) DECISÕES HISTÓRICAS. Doc. nº. 72 – 2010

BRASIL (1964-1985) DECISÕES HISTÓRICAS. Doc. nº. 72 – 2010

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NÃO VOTAR EM CORRUPTO É UM DEVER CÍVICO

Os brasileiros, civis e militares, que conviveram com os Governos Militares, muito se orgulham daqueles governos que permitiram ao Brasil, com o apoio do povo brasileiro, viver numa democracia duradoura iniciada a partir de 1985. Não havia roubo.

E são muitos e incontestáveis exemplos que poderíamos citar, mas pela proximidade da data de 31 de março, dia do aniversario do vitorioso movimento iniciado pelo Gov. Magalhães Pinto a partir de Minas Gerais, com maciço apoio do povo brasileiro e engrandecido pela “marcha das mulheres com Deus pela liberdade”, vamos iniciar com a decisão histórica de maior importância ocorrida pouco depois deste dia.

E esta decisão decisiva para a vitória da Revolução sem derramamento de sangue, foi tomada pelo General Médici, ainda General de Brigada, Comandante da AMAN. E esta decisão corajosa, arriscada e histórica, foi testemunhada, desde o seu início, por um participante do Grupo Guararapes que servia no Comando da AMAN. Naqueles tempos e testemunhada nos seus resultados por outro componente do Grupo Guararapes que vinha de Itu, SP, para se opor ao Exercito do Rio de Janeiro, um dos dois mais poderosos do Brasil, que subia pela estrada Rio de Janeiro – São Paulo para enfrentar a Revolução.

E o General Médici numa decisão difícil, arriscada e corajosa, mandou organizar uma tropa de cadetes da AMAN para nas alturas de Barra Mansa, barrar o avanço do Exército do Rio de Janeiro. Um batalhão improvisado contra um exército poderoso. E o General Âncora, Comandante do Exército do Rio, ao ter que tomar a decisão de enfrentar os cadetes, decidiu não se opor à Revolução, comparecendo à AMAN para no Gabinete do General Médici, comunicar esta decisão ao General Kruel que veio de São Paulo para oficialmente, receber esta decisão.

E os dois companheiros do Grupo Guararapes acompanharam estes fatos porque se encontravam na AMAN naquele histórico dia a partir do qual só permaneceu ainda por algum tempo contra a Revolução, o Exército do Rio Grande do Sul que também aderiu poucos dias depois.
Assim, considerando-se este fato histórico, a decisão do General de Brigada, Médici, foi decisiva para a vitória da Revolução de 1964 sem derramamento de sangue.

A segunda decisão histórica, que vamos exemplificar, também, é do Presidente Médici. Desta vez, já General de Exército, ao assumir a Presidência da República decidiu liquidar, de uma vez por toda, o Comunismo Internacional, que a partir da Revolução Cultural que eclodiu na França, havia decidido com o apoio da URSS, da China, de Cuba e de países do leste europeu, avançar sobre o Mundo, incluindo o Brasil para expandir o Comunismo Internacional, valendo-se do terrorismo com a organização das guerrilhas urbana e rural.
E o Presidente Médici, com o emprego forte e decidido do povo brasileiro, das Forças Armadas e das polícias civil e militar, decidiu liquidar de vez com estas guerrilhas, vitória que conseguiu ainda no seu governo com nada além de 500 mortes no total entre os guerrilheiros e os homens da lei, inferior e muito de tudo o que ocorreu e ainda ocorre nos países da América Latina..

E com esta sua segunda vitória histórica, o General Médici pacificou o Brasil e passou o governo para o Presidente Geisel que iniciou a abertura política levada a bom termo pelo Presidente Figueiredo que criou a Lei da Anistia e entregou o governo aos civis em 1985.
SÃO DUAS VERDADES HISTÓRICAS QUE OS COMUNISTAS DE HOJE TENTAM ESCONDER, MAS QUE, COMO QUALQUER FATO HISTÓRICO, UM DIA VÃO CHEGAR AO CONHECIMENTO DO POVO BRASILEIRO.

O GENERAL MEDICI É UM DOS MAIORES HEROIS BRASILEIROS.

VAMOS REPASSAR PARA INFORMAR! A INTERNET É A NOSSA ARMA!

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURDICA sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos 1.765 CIVIS – 49 da Marinha – 472 do Exército – 50 DA Aeronáutica; total 2.336 In memoriam 30 militares e 2 civis. batistapinheiro30@yahoo.com.br www.fortalweb.com.br/grupoguararapes 1 DE ABRIL DE 2010
Conheça a verdadeira guerrilha do ARAGUAIA PELO SITE: www.ternuma.com.br/aragua.htm

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FATO HISTÓRICO.

NO DIA 30 DE MARÇO DE 2010 HÁ A VOZ FIRME DE BRASILEIROS QUE AMAM ESTA PÁTRIA.
LEIAM ESTAS PALAVRAS DO GENERAL DE EXÉRCITO Augusto HELENO Ribeiro Pereira.

PALAVRAS DO GENERAL HELENO

Palavras do Gen. Ex HELENO, por ocasião da passagem de função, do Gen VILELA para o Gen. FACIOLI, no dia 30 de março, no QGEx, em Brasília.

“ANTES DE CUMPRIR O SCRIPT GOSTARIA DE APROVEITAR O MOMENTO E A DATA PARA REVERENCIAR OS COMPANHEIROS QUE AJUDARAM A DERROTAR A LUTA ARMADA E IMPEDIRAM QUE O BRASIL SEGUISSE O EXEMPLO DE CUBA, DA CORÉIA DO NORTE, DE ANGOLA, DA ALBÂNIA E DA UNIÃO SOVIÉTICA”. HOJE, FORA DO CONTEXTO, É FÁCIL FALAR SOBRE ABUSOS NA LUTA CONTRA A SUBVERSÃO. COMO DEVERIAM TER AGIDO AS FORÇAS LEGAIS?

NA COLÔMBIA, “COINCIDENTEMENTE”, A GUERRA SUBVERSIVA SE INICIOU À MESMA ÉPOCA DA QUE AQUI ECLODIU. QUANDO SURGIRAM OS PRIMEIROS FOCOS DE GUERILHA, O ESTADO COLOMBIANO VACILOU EM TOMAR DECISÕES DURAS. O RESULTADO SÃO MAIS DE 40 ANOS DE GUERRA CIVIL, QUASE 50.000 MORTOS, QUASE 200 VEZES MAIS DO QUE AQUI.

SAIBAM, OS QUE NOS CONDENAM, MUITOS DELES EX-TERRORISTAS E EX-GUERRILHEIROS, HOJE OCUPANDO ALTOS POSTOS DA REPÚBLICA, E QUE JAMAIS DEFENDERAM IDEAIS DEMOCRÁTICOS, QUE NOSSA PAZ TEVE UM PREÇO. ELA É UM LEGADO DAQUELES QUE CUMPRIRAM SUA MISSÃO E NÃO FUGIRAM AO DEVER, NEM À LUTA. “


VIVA 31 DE MARÇO DE 1964

O GRUPO GUARARAPES DESEJA AOS AMIGOS E CORRESPONDENTES UMA SANTA PÁSCOA E QUE DEUS OLHE POR TODOS NÓS NA SUA GRANDE SABEDORIA.

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 17:32


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