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PAIVAJORNALISTA

Esse blog tem uma finalidade muito importante, isto é, levar aos conhecimentos dos leitores e amigos os mais diversos assuntos relacionados com o nosso dia a dia. Crônicas, Artigos, Poemas, Poesias, Atualidades, Política entre outros.



Quarta-feira, 01.04.09

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 13:12

Quarta-feira, 01.04.09

BRASIL NOVO

BRASIL NOVO

Você brasileiro amigo acredita em Brasil Novo ou em Nova República? “O retorno dos civis ao comando político da nação reforçava esperanças de que a democracia atingiria sua plenitude”. As ações lastreadas pela ação popular iriam levar a nação brasileira a uma nova vida política e as esperanças estavam em Tancredo Neves, o primeiro presidente civil depois de 21 anos de regime militar. Infelizmente, o que não era esperado aconteceu. Tancredo pertinho dos 75 anos e de saúde frágil informação passadas por seus correligionários. Como um trabalho cansativo e muito estafante ele levou a esperança do povo brasileiro aos pontos mais altos e de melhores confianças.


Tudo pronto para a solenidade de posse do mais novo presidente da República. Um fato intrigante que perdura até os dias atuais Tancredo se hospitalizava justamente no dia da posse. O Brasil e os brasileiros ficaram apreensivos. O que teria acontecido com o futuro presidente? Pensamos em Getúlio Vargas, Juscelino, Castelo Branco e Ulisses Guimarães. A festa de posse de Tancredo foi um grande malogro. Dizem que o receio da internação era o fato de alguém tramasse algo para que o vice Sarney não assumisse. Com dores insuportáveis teve que se internar no Hospital de Base, em Brasília e depois transferido para o Instituto do Coração (Incor), em São Paulo.


Foram tantas desinformações que a população ficava cada vez mais pusilânime quanto à situação política do Brasil. Falecendo a 21 de abril de 1985, a consternação foi geral, tendo assumido em seu lugar o vice-presidente José Sarney. O caminho agora era a redemocratização. O povo não acreditava muito na competência de Sarney para assumir as rédeas da nação brasileira. Várias medidas de cunho democratizantes foram enviadas pelo próprio Sarney ao Congresso Nacional. A mais importante delas seria o restabelecimento das eleições diretas para presidente, vice, prefeitos das capitais, bem como das áreas consideradas de segurança nacional e além do mais das estâncias hidrominerais. Direito de voto pelos analfabetos, liberação das atividades sindicais e a legalização dos partidos comunistas (PC do B e PCB), completamente na clandestinidade.

O tempo ia passando e novas diretrizes iam sendo traçadas pelo novo presidente. Uma de suas preocupações era com a limitação da propaganda eleitoral nos veículos de Comunicação, com mais evidência no rádio e televisão. Assim, Sarney extinguiu a Lei Falcão, agradando a gregos e troianos. Surgiu algo novo nessa história toda: o fisiologismo. Atitude ou prática (de políticos, funcionários públicos, etc.) caracterizada pela busca de ganhos ou vantagens pessoais, em lugar de ter em vista o interesse público. Começa aí a velha barganha política que continua até os dias atuais. O fisiologismo não é uma particularidade apenas do PMDB; no entanto, é o partido em que mais transparece essa característica por buscar, de qualquer forma, a manutenção do poder, independente de quem esteja no poder. Assim, segundo o Dicionário Houaiss, entende-se o termo “fisiologismo” como a conduta ou prática de certos representantes e servidores públicos que visa à satisfação de interesses ou vantagens pessoais ou partidários, em detrimento do bem comum. Ou seja, o fisiologismo está muito próximo do clientelismo político que é um tipo de relação de poder em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais.

Em outras palavras é o dando que se recebe e o toma lá da cá. Outra prática deletéria que só cabia na cabeça do presidente Sarney foi denominada de nepotismo. Autoridade que os sobrinhos e outros parentes do Papa exerciam na administração eclesiástica. Favoritismo, patronato, mas que os políticos utilizaram para empregar mulher, filhos e diversos tipos de parentescos. Por enquanto, não se notava nenhuma melhora na política brasileira. Uma nova Constituinte foi à solução e em 5 de outubro de 1988 era promulgada a Constituição. Alguns aspectos limitavam o poder do presidente. O presidente não poderia mais baixar decretos-leis, tão comum em 1964. Garantia aos índios a posse da terra que já ocupavam e a União tinha a competência de demarcá-la, proteger e fazer respeitar os seus bens. As produtivas não podem ser desapropriadas, o voto facultativo dos dezesseis aos 18 anos. O racismo torna-se crime inafiançável e imprescritível, mesmo sendo só no papel isto porque o racismo e a discriminação ainda perduram no território nacional.

Muitos pontos importantes foram importantes foram inseridos, mas hoje a Constituição infelizmente foi praticamente desobedecida alterada e remendada tornando-se praticamente um acessório de festas juninas. O pior é que a situação não melhorou, a inflação aumentou, os problemas políticos tornaram-se infindáveis e a população perdeu o poder de compra. Vieram então os planos econômicos. Plano Cruzado em 28 de fevereiro de 1986 por Dílson Funaro, Plano Bresser, plano verão em 1989, que foram paliativos que de bom nada ofereceram. Que coisa senhores um país tão rico como o nosso ter que suportar políticos e presidentes incompetentes. E vem mais por aí, esperem.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E DA ALOMERCE.

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Quarta-feira, 01.04.09

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 10:18

Quarta-feira, 01.04.09

INFLAÇÃO

INFLAÇÃO

Muitos estudiosos em economia definem a inflação de um modo lastreado. Por isso, ela tem um conceito econômico representativo, do aumento desordenado de preços dos produtos em determinadas regiões, países, durante um período, ou por tempo indeterminado. O mais doloroso neste processo é que, sua moeda perde o valor e consequentemente sua renda pode se exaurir da noite para o dia. Outros afirmam que a moeda cai. A inflação corrói e diminui o poder de compra e aumenta a dívida externa dos países emergentes ou do terceiro mundo. A inflação é muito ruim para a economia de um país. Quem geralmente perde mais são os trabalhadores mais pobres que não conseguem investir o dinheiro em aplicações que lhe garantam a correção inflacionária. Os centavos de Real fazem a festa da inflação, visto que de um dia para o outro é quase imperceptível notarmos a diferenciação, somente no final de cada mês, quanto do anúncio do valor da cesta básica. Neste momento é que tomamos ciência de como é dolorosa a tal de inflação.

As causas da inflação são diversas tais como: Emissão exagerada e descontrolada de dinheiro por parte do governo; Demanda por produtos (aumento no consumo) maiores do que a capacidade de produção do país; Aumento nos custos de produção (máquinas, matéria-prima, mão-de-obra) dos produtos. No Brasil, existem vários índices que medem a inflação. Os principais são: IGP ou Índice Geral de Preços (calculado pela Fundação Getúlio Vargas), IPC ou Índice de Preços Ao Consumidor (medido pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), INPC ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor (medido pelo IBGE) e IPCA ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo (também calculado pelo IBGE). No ano de 2008, a inflação brasileira foi de 5,9 % (IPCA). A política antiinflacionária sempre teve participação ativa na política brasileira. Nos anos 60, mais precisamente durante as eleições presidenciais ela estava em alta e praticamente sem controle.

Eleito a presidente do Brasil o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo o mato-grossense Jânio da Silva Quadros, populista de carteirinha e com grande respaldo para manobrar a classe trabalhadora com promessas mirabolantes de salvá-la dos problemas seriíssimos que aflitavam a população brasileira. Com um símbolo político assaz interessante usava uma vassoura que, segundo ele, serviria para varrer para distância incalculável a corrupção que graçava no Brasil. Todo candidato é apoiado por partidos políticos e naquela época a UDN (União Democrática Nacional) o apoiou e ele conseguiu suplantar os candidatos Adhemar de Barros (PSP) e o general Teixeira Lott (PTB-PSD) apontado por Juscelino. A UDN que sofrera derrotas fragorosas viu em Jânio a redenção. A sua eleição levava João Goulart à vice-presidência da República.

A inflação que Jânio herdou só crescia. E tinha como ponto principal as injunções que Juscelino fez para a construção de Brasília. Tensões sociais aumentavam e os reajustes salariais não condiziam com a realidade, pois ficava abaixo da inflação. A dívida de aproximadamente quatro bilhões de dólares com os credores internacionais, Jânio teria que pagar em seu governo uns dois bilhões e em 1961, saldar seiscentos. Redução de crédito estatal foi uma das alternativas, fim do apoio para importação do petróleo, do trigo e o pior, o congelamento dos salários dos trabalhadores. O FMI (Fundo Monetário Internacional) teve que apoiar a política econômica de Jânio, e mais empréstimos foram concedidos elevando em consequência a divida externa. Dois bilhões de dólares engordaram os cofres da nação e uma confiança, mesmo tímida melhorava e a confiança no país era vista de comunidade financeira internacional. Os empresários precisavam de crédito e pressionavam a todo instante o governo Federal. Os trabalhadores a cada dia ficavam mais nervosos e insatisfeitos com seus salários. O pior aconteceu, pois as forças que o apoiaram viraram oposição ao governo.


Mesmo com adoção de uma política externa independente com autonomia política para o Brasil procurou reatar as relações diplomáticas com a extinta União Soviética e com os países considerados socialistas. Apoio a entrada da China Comunista na ONU (Organização das Nações Unidas) e dar as mãos a Cuba contrariando a política Norte Americana. Cuba foi o grande foco da reação, visto que Jânio condecorou um dos líderes da Revolução Cubana, o comunista Ernesto “Che” Guevara. Talvez esta ação tenha sido o estopim para a sua renúncia ao governo brasileiro. O rompimento com a UDN e o mafioso Carlos Lacerda, declarava que Jânio queria dar um golpe e ficar no poder. Jânio tentou fazer um giro e caiu num jiral, pois pensava que com sua renúncia, militares, ministros não acatariam sua renúncia e trariam de novo ao governo. Os militares já se indispunham contra o vice-presidente João Goulart.


O Congresso Nacional, bem como os militares aceitaram sua renúncia e Jânio dançou feio e foi varrido com a mesma vassoura que o elegeu. Vejam com a inflação se torna cruel para determinados chefes de estado e governos. Com a chefia provisória entre a Raniele Mazzili presidente da Câmara dos Deputados nada podia ser feita até o retorno de João Goulart que estava em visita a China Comunista. O país estava prestes a aderir a sistema político comunista tanto pelo presidente Jânio como pelo vice João Goulart. E daí em diante os senhores tomaram conhecimento da história. O Brasil como país republicano jamais poderia aceitar um regime comunista. A inflação é dolorosa mesmo com certeza e ainda vai causar efeitos catastróficos em outras gestões com certeza.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 10:17


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