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PAIVAJORNALISTA

Esse blog tem uma finalidade muito importante, isto é, levar aos conhecimentos dos leitores e amigos os mais diversos assuntos relacionados com o nosso dia a dia. Crônicas, Artigos, Poemas, Poesias, Atualidades, Política entre outros.



Sexta-feira, 14.03.08

MELIANTES

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 12:57

Sexta-feira, 14.03.08

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MELIANTE DE PLANTÃO

Você sabia que a palavra meliante deriva do espanhol maleante e vem acompanhada de significados agressivos, tais como: malandro, vadio, vagabundo, velhaco, patife e biltre. Já a palavra biltre deriva do francês bélître, blitre, auferido ao homem vil, abjeto e infame. O abjeto é palavra latina abjectu cuja adjetivação corresponde a imundo, desprezível, ignóbil, vil e muito mais. Será que os meliantes sabem o que representa a adjetivação a eles concedida. Todo meliante tem a mente suja e sempre procuram trazer sofrimento e preocupações as suas vítimas. Será que ladrão tem as mesmas conotações de meliante. De o latim latrone no frigir dos ovos vem ser a mesma coisa. É aquele que furta, ladro, que resulta de roubo, de furto, aquele que furta ou rouba; gatuno, ladro, larápio, rato, amigo do alheio. O feminino reveste-se como ladra, ladrona, ladroa e tem como aumentativo ladravaz, ladravão, ladroaço, ladronaço. Homem sem consciência; biltre, brejeiro, maganão, broto que surge da base do tronco ou de raízes, na planta com cavalo, gomeleira, ladroeiro, chupão, tubo de descarga posto nos depósitos de água, banheiras, pias, para escoamento automático do excesso de líquido, vaso onde se recolhe o líquido que excede de um recipiente, fragmento ou dobra de papel que intercepta a impressão, produzindo frade (ruas e becos). Vejam como é vasta e rica a língua portuguesa. Os meliantes de plantão agem usando artimanhas ou técnicas perniciosas para a população.
Período preferido: 'prefiro furtar de manhã. É quando todo mundo está com menos cuidado com as coisas'. 'Travas segredos e alarmes são ridículos. Antigamente, alugava um carro para estudar como funcionava. Hoje nem faço isso’. 'Nunca desmontei carro. Odeio sujar a mão. Sempre trabalhei sozinho, por encomenda. Já entrei em Concessionária, de terno, para ver o endereço e para onde iria o carro, ficava de campana (vigiando) e roubava. Já roubei muito carro que o pessoal da Concessionária me entregou'. 'Para quem tem o carro furtado, o ideal é procurar num raio de três quilômetros da vizinhança, pelas ruas menores, menos movimentadas'. Destino dos carros: 'Este negócio de Paraguai é lenda. Ninguém vai levar carro roubado para lá. No Paraguai, o máximo que acontece é gente que entrega a uma pessoa, ela leva o carro até lá, vende no mercado negro e manda chave e documento de volta para ele dar a queixa de roubo. E são poucos. O mais comum é o carro ir para o interior, onde não há fiscalização. Boa parte dos carros é cortada por ferros velhos. Aqui no Rio são todos na Dutra. Mas hoje em dia 50% das comunicações são falsas. Quase tudo é golpe na seguradora’. Encomendas: 'Eu tinha encomenda para o resto da vida. Mas se disser quem é me complico. É melhor ser um preso vivo, que um morto em liberdade'.
Tráfico: 'esses roubos armados estão sendo feitos por pessoas que estavam no tráfico de drogas ou em quadrilhas que, por algum motivo, foram para o roubo de carro. Acho que foi porque a Polícia está dando em cima nestes crimes, porque não está fácil passar carro roubado. O mercado está concorrido'. Carro roubado: 'Já tive carro roubado. Nem procurei. Roubei outro e fiz um dublê na hora'. Conselhos: 'Se a pessoa não quiser ter o carro furtado, não deixe nada dentro visível, na minha mente doente, sempre acho que tem dinheiro, ouro, jóia, ali. Não equipe muito o carro, porque assim se ganha mais dinheiro. Além de vender o carro, ainda vendo os acessórios. Não coloque em rua calma demais'. Preço: 'Num Blazer do ano, se paga R$ 10.000,00, se você vender no interior ou se vais passar para um atravessador, fica com uns R$ 4.000,00 ou R$ 5.000,00. Quando não dá para passar, algumas pessoas fazem o golpe com a recuperadora. O ladrão fica com 3,5%, o recuperador com 3,5%, a Empresa com 3%, dos 10%, que a Seguradora paga'. Para a justiça - 'Meu crime é igual a roubar uma carteira de uma bolsa. Vou ficar preso por um tempo, uns dois anos, mas vou sair. Infelizmente a justiça é assim'. Profissionais: 'No Rio só existe uns dez profissionais no furto. São pessoas comuns, que vivem disso. Hoje sou mais uma lenda, mas já furtei seis carros por dia'. Dom: 'O furto é cara de pau. A pessoa não pode vacilar. Levo dez segundos para entrar no carro e ninguém percebe. Tenho dom'.
Desafio: 'Se um fabricante quiser, coloca um carro aqui no pátio (da Delegacia) e, se eu não abrir, faço propaganda da Empresa dele, dizendo que a trava de segurança funciona. As montadoras fazem códigos para vender carros mais caros, mas os delas são os mais fáceis de furtar. A melhor coisa a fazer é ser e ter o velho seguro'. Autoconfiança: 'Não existe carro que eu não roube. Motor não tem vontade própria e não ama o dono. Se você der energia e combustível, ele vai andar'. Comentário: não deveria existir bandido que não recebesse sua pena... Mas... 'Se der energia e combustível, ele vai andar'. Damos essa energia, esse combustível... Pense nisso... Um alerta. Preste muita atenção! Algumas medidas que devem se incorporadas no dia-a-dia: Não anotar telefone residencial no verso de cheques, especialmente em postos de gasolina. No caso de assalto ao posto, as informações pessoais podem ser usadas para ameaças, especialmente contra mulheres. Anote sempre o telefone comercial. Não exibir currículo no carro, como: adesivo de faculdade, do condomínio onde reside (adesivos como: Eu amo Ubatuba), da academia de ginástica, etc. Um extorsionário deduz desses sinais a vida de pessoa e os usa para fazer ameaças. Evitar compras por telefone ou Internet fornecendo o número do cartão de crédito, peça boleto bancário.
O ladrão prefere pessoas desatentas, aproveita-se do elemento surpresa. O objetivo do ladrão é patrimonial e não pessoal, escolhe as vitimas pelo fator comportamental. Jamais reagir, só em filmes dá certo. O elemento surpresa é favorável ao bandido, que nunca está sozinho e não tem nada a perder. Manter distância segura do carro da frente, para poder sair numa só manobra, sem bater. Distância segura é poder enxergar pelo menos parte do pneu do carro da frente. O risco de morrer em roubo de farol é absurdamente maior do que num seqüestro. Nessa situação mantenha as mãos no volante e tente comunicar-se, indicando claramente o que vai fazer: Se for tirar o cinto - Vou tirar o cinto com esta mão, posso? Se pedir a carteira - A carteira está no bolso de trás (ou dentro da bolsa), posso pegar? À noite, calcule tempo e velocidade para evitar parar num farol vermelho. Não há registro de assalto com carro em movimento... Divulguem isto é de importância capital. Depoimentos de meliante ao Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto – ICAP-Departamento de Polícia Técnica e Polícia Militar. Esses destaques e ensinamentos quase todos os donos de carros sabem, mas o excesso de confiança induz ao erro e ao descuido. Cuidado, pois existem marginais especialistas em descuido. O resto entre a - Deus e seja feliz!


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

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Sexta-feira, 14.03.08

BRASIL BRASILEIRO

BRASIL BRASILEIRO

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 11:42

Sexta-feira, 14.03.08

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 11:38

Sexta-feira, 14.03.08

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O BRASIL E O BRASILEIRO

O brasileiro pelas suas origens doridas e alicerçadas no sofrimento, cuja experiência é multifária, nos leva a conclusão que entre a “desordem” natural das coisas existe a permissão e estimulação do excesso verossímil dessa sentença. Pelo seu comportamento de liberdade onde a vontade de fazer esbarra em duas palavras: “Continência e Disciplina”. Deixa o brasileiro nas amarras e sem poder desenvolver sua potencialidade oticada. Vem então à aplicação daquilo que adquiriu no berço e que o malogro poderá prejudicá-lo. É o emprego da famosa “malandragem” e o carismático “jeitinho brasileiro”. O brasileiro se insere na expressão do correto clichê popular de que: “O homem é produto do meio”, esquecendo-se, porém de dar conotação de que esse meio foi construído por ele próprio. Nós reagimos a tudo e gostamos de apelidar certos fatos de “frescuras”. Certa vez um determinado senhor ao desobedecer com certa “constância” às placas de advertência, por exemplo: Não pise na grama, não cuspa no chão, não jogue lixo na água e na rua. Com jeito hilário e maroto disse: “Meu amigo se eu obedecesse todas as advertências que vejo estaria de barriga cheia”.
Espantado o fiscal perguntou: Por quê? Ele com sua malandragem habitual e com jeitinho todo especial afirmou: “sempre vejo beba coca-cola. Bela coca-cola”. No livro “Carnavais malandros e heróis”, o dilema que colocamos com outras conotações tem outro aspecto. Isso pode isto não pode. Estas conotações e nuanças nada mais são do que a figura social do indivíduo brasiliano sujeita as leis universais. O ser humano não está isento das relações sociais, o mais importante é saber como reagir diante de tantas proibições ou avisos de segurança se não estamos intelectualmente preparados para esse mister. Essa cultura ainda não nos açambarcou. Se for multado procure um amigo para não pagar a multa. Se for barrado em blitze procure todos os meios para não ser punido se estiver errado (jeitinho e malandragem brasileiros). Essa ação de desculpa é seguida dos mais diversos motivos, desde o convencimento ao suborno. Se não pagou a dívida no dia do vencimento se nega a pagar juros alegando motivos inocentes e pueris.
Se entrar numa fila homérica se posta diante de uma pessoa mais a frente começa um bate-papo para ludibriar os companheiros de fila, e ser atendido iludindo os demais. É assim o dia do brasileiro. É o chamado “moleque” na expressão escorreita da palavra. Para não pagar pelo consumo de energia usa o velho “gato”. Ao ser descoberto afirma que de nada sabia chegando ao ponto de chorar para amolecer o coração do fiscal. Enquanto em países do primeiro mundo as leis são cumpridas com rigor, aqui tudo se leva na brincadeira, no faz de conta. Existe uma enorme diferença entre regras jurídicas e práticas da vida diária. Na verdade o brasileiro através do jeitinho que só ele sabe gosta de levar vantagem em tudo aplicando a “lei do Gerson”. Gosto de levar vantagem em tudo; certo! O jeitinho e a malandragem nada mais são do que a lúdica vontade de burlar e auferir as benesses do velho privilégio.
A destruição dessas “bonanças” trouxe o convencimento humano do certo e do errado. Sabe quem eu sou com quem está falando? Eu sou Dr. Fulano de tal termo usado para conseguir seu intento, na nomenclatura popular essa atitude recebe a sinonímia da “velha carteirada”. Tudo aqui explanado nos leva a condição de pertencermos a um país onde a lei significa “tudo pode” e é regulamentada formalmente pelos prazeres e destruição de projetos e iniciativas. O “jeitinho e a malandragem” são processos simples e tocantes constando de uma dramatização em três atos: um deles é a pessoa que passa despercebida pela sua modesta posição e seu jeito simples de vestir. Pode ser até uma pessoa rica e de personalidade, mas no Brasil a aparência vale muito e essa pessoa está sujeita em segundo plano. O segundo seria a prática da persuasão e convencimento, a velha lábia. E tirar proveito de tudo. Na realidade o jeitinho e a malandragem fazem parte da cultura do brasileiro. Aqui na terrinha depois de vários dias de chuvas intensas o sol decidiu dar as caras fazendo com que muita gente saísse de casa para vaiar o astro rei, o sol. Esse fato aconteceu na Praça do Ferreira na capital cearense.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE

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por paivajornalista@blogs.sapo.pt às 11:34


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